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sexta-feira, 31 de março de 2017

CULTURA: Camarão homenageado na Casa dos Artistas


No dia 21 de abril, quando completa dois anos de sua morte, acontecerá na Casa dos Artistas, antiga Estação Ferroviária, um evento para homenagear aquele que é considerado o mestre da Sanfona e um dos maiores músicos do nordeste, Reginaldo Alves Ferreira, mais conhecido como Camarão ou Maestro Camarão, nasceu em Fazenda Velha, Brejo da Madre de Deus, Pernambuco, no dia 23 de junho de 1940 e faleceu em 2015.
O evento está sendo organizado por seus filhos e amigos, junto com Valdez Soares, coordenador da Casa dos Artistas (Memorial Mestre Dilla) e acontecerá a partir das 11 da manhã do dia 21. O show é aberto ao público e já tem confirmado os sanfoneiros Sebastião, André Julião, Glaucio, Andrézinho, Sandrinho sanfoneiro, Beto Hortis e Sandro Pik com o seu trio a volante. O dia será abrilhantado também com a participação de alguns artistas convidados como o Valdir Santos, Renilda, Elisa Jr.

O MESTRE DA SANFONA

Aprendeu a tocar sanfona observando os movimentos do seu pai, o sanfoneiro Antônio Neto, que o levava para as festas onde tocava. Depois, segundo ele, se aperfeiçoou “ao ouvir Luiz Gonzaga e ao estudar os métodos de Mário Mascarenhas”. Tocava nas feiras e festas de rifas e padroeiros da região. Fez sua carreira artística na cidade de Caruaru. O título de maestro não é por formação, mas foi-lhe concedido por radialistas.
Aos 18 anos, conheceu Luiz Gonzaga, que considera seu grande mestre, embora não esqueça os ensinamentos paternos. Foi um grande amigo e parceiro do rei do baião, com quem participou de 28 gravações, entre discos long plays, 78 rotações e CDs. Começou a trabalhar profissionalmente na Rádio Difusora de Caruaru, aos 20 anos, por onde passaram grandes nomes da música popular brasileira, como Sivuca e Hermeto Pascoal. Formou com os músicos Jacinto Silva e Ivanildo Leite seu primeiro conjunto musical, o Trio Nortista e, em 1968, criou a primeira banda de forró do Brasil, a Banda do Camarão, e ainda a Orquestra Sanfônica de Caruaru.
Seu repertório é composto por ritmos regionais como o xote, o xaxado, o baião, o forró e o arrasta-pé. Mestre Camarão tem acompanhado com sua sanfona grandes nomes da música nordestina como Dominguinhos, Santanna, Marinês, entre outros.
Em 1961, num dos momentos mais marcantes da sua carreira, representou Pernambuco junto com o mestre Vitalino no primeiro aniversário de Brasília, a convite do então Presidente da República, Jânio Quadros. Em 2002, apresentou-se em São Paulo no projeto Sanfona Brasil, onde foi muito aplaudido e, em 2004, participou do projeto O Brasil da Sanfona. Radicado no Recife há 25 anos, vive das aulas de sanfona ministradas na sua Escola Acordeom de Ouro, localizada no bairro de Areias, onde já formou uma grande quantidade de músicos, e de uma aposentadoria do INSS.
Contemplado como Patrimônio Vivo de Pernambuco, através da Lei estadual nº 12.196, de 2 de maio de 2002. Faleceu em 21 de abril de 2015.

2 comentários:

  1. Muita honra e gratidão ter vivenciado boa parte dessa história. Muito obrigado ao amigo Paulo Nailson pela matéria e colaboração pra essa confraternização do dia 21 de Abril e VIVA CAMARÃO

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  2. Valeu Thadeu. Vamos juntos manter viva a memória deste grande artista.

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