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segunda-feira, 10 de abril de 2017

GLAUCIANO MARCOS – REFERÊNCIA DA MEMÓRIA ARQUITETÔNICA DE CARUARU.



Despede-se da vida, o arquiteto, grande amigo e pesquisador caruaruense GLAUCIANO MARCOS DE LIMA E SILVA.
Funcionário nº 1 da FUNDARPE, após salvar da ruína inúmeras edificações no Recife, Olinda e adjacências, retornou a Caruaru na década de 80, para restaurar o mercado de farinha, o matadouro, a casa da chácara de Nôzinho de Freitas e o palácio episcopal.
Nos anos 90, aqui se fixou de vez, como Diretor do Museu do Barro e meu inseparável colega de trabalho, com quem aprendi praticamente tudo o que sei sobre proteção patrimonial e figura solícita e determinante na reestruturação de todos os museus de Caruaru, na luta ferrenha pelo tombamento da Rádio Difusora e na tentativa de manter de pé o bloco B do Espaço Cultural, arbitrária e equivocadamente demolido, além de coordenar a histórica restauração da casa-Museu Mestre Vitalino.
Glauciano era o mais velho dos filhos de seu Crispiniano (Crispim) da Movelaria Nobreza e de D. Gláucia Lima e Silva, minha professora de datilografia na antiga Escola Remington de Caruaru, ela mesma quem recolheu dos escombros a placa em bronze com o nº. 300, da casa dos Condé, na Rua da Matriz e que anos mais tarde, ele doou ao acervo do Instituto Histórico, como vemos nas fotos.
Além da comunidade Adventista, à qual pertence a grande e talentosa família Lima e Silva, todos nós, que trabalhamos com a preservação do patrimônio e os integrantes do Instituto Histórico, estamos de luto.
Aos familiares, nossa solidariedade.
Descanse em paz, meu amigo.

Walmiré Dimeron
Preside o IHC - Instituto Histórico de Caruaru


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