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sábado, 6 de maio de 2017

Salvaguarda, Difusão e Sustentabilidade são discutidos no Fórum de Políticas Culturais para a Estação Ferroviária


SALVAGUARDA, DIFUSÃO e SUSTENTABILIDADE são alguns dos pilares mas importantes quando falamos e vivemos a cultura, temos que colocar como viés sempre que haja tais encontros, quando se convive no meio de uma sociedade cultural e emblemática, ou seja tem que haver uma busca constante pelo diálogo entre GOVERNO e SOCIEDADE CIVIL para tais finalidades. 

Foi com essa visão que aconteceu no último sábado, 29 de abril, no Centro de Prática e Pesquisa N'Golo Capoeira Angola, o Primeiro Fórum de Políticas Culturais para a Estação Ferroviária.


Compareceram estudantes universitários, professores, pesquisadores de universidades como Faculdade de Ciências e Filosofia de Caruaru (FAFICA), Faculdade Maurício de Nassau, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Faculdade de Direito de Caruaru, Centro Universitário Tabosa de Almeida ASCES - UNITA, Campus Universitário Dr. Tabosa de Almeida (ASCES), Faculdade Vale do Ipojuca (UNIFAVIP); por parte dos segmentos culturais registrou-se presença dos responsáveis pelos espaços de cultura dentro da Estação; e também representantes de skate, breack, afouché, e de alguns membros do Conselho Municipal de Política Cultural, entre eles Claudia Pinto pelo segmento Arquitetura, Urbanismo e Patrimônio.
O palestrante e ativista professor Fábio Junior falou sobre Sustentabilidade, o primeiro dos eixos temáticos. Fazendo um paradoxo com o cumprimento da responsabilidade socioambiental.

"A prática do desenvolvimento sustentável é criado em três vertentes financeira, social e econômica é este espaço de cultura que através dos coletivos precisa estar 'vivo', pois é um patrimônio dos caruaruenses." relatou Fábio que observou ainda em sua abordagem que vê a Estação Ferroviária como um espaço público onde todos se encontram.

"É preciso um olhar prático a este espaço, sem 'modificar' sua identidade do pluralismo. É muito rico em tratar deste outros tópicos para melhor fortalecer a disseminação do conhecimento e consequentemente provocando a discussão dos coletivos de ativistas" disse. 


A composição da mesa foi com o músico Anderson Silva, conselheiro pelo segmento Cultura Popular e coordenador da Casa do Pife, Félix Júnior Biólogo formado pela Universidade de Pernambuco (UPE) e do segmento Cultura Afro, Alexandre Soares que coordenou o Fórum, o cordelista e ator Nelson Lima, membro da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel e da Casa do Cordel e o ator e mamulengueiro Sebastião Alves Sebá, do Teatro Oficina de Mamulengo e da Cia Pernas pra Circulá.

O coordenador do Centro N'Golo e também representante do segmento de Povos Tradicionais no Conselho Municipal de Políticas Culturais, Alexandre Soares, falou a nosso blog sobre a importância do Fórum: "Sustentabilidade neste primeiro eixo é muito importante como introdução para os demais, que são Difusão e Salvaguarda. Tivemos um público variado e muito qualificado, com interesse que neste local se mantenha estes trabalhos que estão acontecendo. Já colhemos algumas sugestões e receberemos alguns projetos dos profissionais que estavam presente. Vamos organizar uma fan page para abrigarmos lá todos interessados nesta pauta e também reunir as ideias e propostas, a ata do Fórum será enviada a todos e também para o Ministério Público, IPHAN, FUNDARPE, FCTC, para a Comissão de Cultura da CMC, CMPC, partiremos para os encaminhamentos."

Claudia Pinto, membro do Conselho Municipal de Política Cultural pelo setorial de Arquitetura, Urbanismo e Patrimônio, relatou ao blogue sua impressão sobre o Fórum. "Vimos a importância de manter o local com o ambiente preservado, e a 'auto' sustentabilidade que as atividades culturais podem gerar e produzir um retorno financeiro para a cidade e para quem vive da cultura. Há uma conscientização da necessidade de readequar, qualificar e preservar o local. Ouvi uma sugestão que achei interessante. A locação das casas de Cultura no interior do 'Armazém'. Algo que já acontece na requalificação que foi feita na Estação Ferroviária de Salvador.

O Armazém tem sua arquitetura preservada desde o início, sendo o elemento construtivo mais 'fiel' da época. Há também o espaço no térreo do edifico principal (1º Piso com o Instituto Histórico), pode locar o Cordel, e Literaturas afins, Biblioteca com acervos com assuntos para pesquisa escolar e universitária, pertinentes às atividades do local", relatou Claudia completando que estas "são atividades culturais tombadas pelo patrimônio cultural do Estado. (cordel, mamulengo, capoeira, TEA-teatro) Uma ideia a se pensar..."


Nelson Lima, da Academia Caruaruense de Cordel, também registrou sua impressão: "Foi um momento onde artistas que já atuam na Estação e outros que enxergam o fazer cultural pela nossa ótica, estiveram presentes para somar sugestões de como revitalizar o ambiente da Estação, do jeito que o IPHAN pede. Reconhecemos que a Fundação de Cultura já está fazendo um grande esforço para essa adequação, e a ideia do fórum é de parceria com a Fundação, eles com o conhecimento de engenharia e nós com o conhecimento de práticas culturais. Juntos, com o intuito de não descaracterizar a Estação Ferroviária e sim dando um aspecto de sítio histórico, mas também não descaracterizar o ambiente de cultura popular nas linguagens que ali estão atuando há anos e até outras manifestações artísticas que poderão compor o Polo Cultural da Estação Ferroviária."



O pensamento da estudante Catarina Lacerda reflete nosso desejo:

"Que esse seja o primeiro de outros e que sigamos firmes, a população precisa participar desas discussões e ações para se pensar em um espaço revitalizado e para a permanência do nosso patrimônio".


Estação Ferroviária em algumas Fotos*




*Fotos enviadas por Claudia Pinto
Conselho Municipal de Política Cultural
Arquitetura, Urbanismo e Patrimônio



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