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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Cinema Brasileiro permanece na melhor fase

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Das primeiras e rudimentares imagens rodadas ainda no final do século 18 às superproduções com bilheterias milionárias, o cinema nacional viveu as mais diversas fases, chegando mesmo a quase desaparecer. Nesta segunda-feira (19/6), data em que se comemora o Dia Nacional do Cinema, renomados cineastas – o ministro interino da cultura, João Batista de Andrade; Cacá Diegues, membro do Conselho Superior de Cinema; e Carla Camurati – fazem uma retrospectiva da evolução da sétima arte em território nacional, e são unânimes em afirmar que o Brasil tem muito a comemorar  Eles atribuem o bom momento do cinema nacional ao fomento e aos esforços pessoais dos artistas.
Em um esforço contínuo da Secretaria do Audiovisual (SaV) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), o MinC vem ao longo dos anos criando políticas públicas e linhas de fomento e incentivo à produção cinematográfica no País, fato decisivo para o crescimento do mercado nacional.  De editais ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o Ministério da Cultura, seja por meio de suas secretarias ou entidade vinculada, vem possibilitando a realização de curtas e longas, independentes e comerciais.
O ministro da Cultura interino e cineasta com uma extensa filmografia, João Batista de Andrade, acredita que o Dia do Cinema Brasileiro coincide com o excelente momento vivido pela sétima arte no Brasil. “Comemorar o cinema brasileiro é sempre uma grande alegria, pois estamos falando de um cinema que não para de avançar. A evolução do cinema no País se deve muito à garra dos cineastas, que desde o começo do século passado nunca desistiram mesmo diante de dificuldades, aparentemente intransponíveis, como a ocupação do mercado por produções estrangeiras, em especial a norte-americana”, disse.
Na avaliação do ministro, desde os primeiros filmes, o cinema brasileiro aparecia e desaparecia, fazia sucessos regionais e experimentou o crescimento de movimentos como a Chanchada e Cinema Novo. “Meu desejo é que não tenhamos apenas um dia dedicado ao cinema brasileiro, mas pelo menos a metade do ano, aumentar a presença dos nossos filmes nas salas de exibição, ganhar ainda mais o gosto do povo e tenhamos ainda mais motivos para celebrar”.

Melhor fase

Para o veterano Cacá Diegues, membro do Conselho Superior de Cinema, o cinema brasileiro vive hoje seu melhor momento. “Nunca se filmou tanto no País. Obviamente, à medida que cresce o número de cineastas e de filmes, surgem produções boas e ruins. Mas, é um erro pensar que um mau filme representa o cinema nacional. Uma das principais características do cinema produzido no Brasil é a sua diversidade. Temos filmes que conquistam tanto o público, com sucesso enorme de bilheteria, quanto o respeito de críticos, com produções que são muito bem recebidas em festivais dentro e fora do Brasil”, afirmou.
De acordo com Cacá, ano passado foram produzidos 143 longas, “um número extraordinário para o mercado brasileiro”. “Dentro desse universo é interessante destacar ainda o surgimento de novos diretores. As condições atuais são outras e os filmes nacionais são bastante competitivos. O mais recente exemplo é o filme Gabriel e a montanha, de Felipe Barbosa, que ganhou dois prêmios em uma mostra paralela de Cannes”, ressaltou.
O cineasta, que fundou ao lado de Glauber Rocha o Cinema Novo – uma estética que inaugurou o cinema moderno no Brasil – relembra as dificuldades enfrentadas para a realização de um filme. “Na época, no final dos anos 60, éramos apenas seis cineastas trabalhando dentro do Cinema Novo. Fazer um filme demandava um esforço imenso. Hoje, os incentivos são muito maiores”, declarou.
O aquecimento do mercado citado por Cacá Diegues pode ser observado em fenômenos de bilheteria como Minha Mãe é uma Peça 2, dirigido por César Rodrigues, que teve mais 8,8 milhões de espectadores, superando o recorde de 2009, o filme Se eu fosse você 2, de Daniel Filho, visto por 6,1 milhões de pessoas, segundo dados da Ancine.
Responsável pela chamada “retomada do Cinema Brasileiro” em meados dos anos 90, com o lançamento do filme Carlota Joaquina, a diretora Carla Camurati, destaca o crescimento do mercado cinematográfico nacional dos últimos anos e seus desafios. “O cinema brasileiro cresce a cada dia, se produz muito e com uma variedade muito grande. As políticas públicas têm caminhado no sentido de fortalecer o cinema e a produção interna, o que é outro ponto positivo. Mas, a distribuição ainda é um fator muito delicado, que precisa ser visto com mais atenção”, ponderou.

Dia do Cinema Brasileiro

O Dia Nacional do Cinema Brasileiro foi celebrado no dia 19 de junho, data em que foi realizada a primeira filmagem em nosso País, feita pelo italiano Alfonso Segreto, em 1898. Segreto, considerado o primeiro cinegrafista brasileiro, fez imagens cinematográficas da Baía de Guanabara a bordo do navio francês Brésil, após retornar de uma nova viagem à Europa, onde fora comprar equipamentos de filmagens e novos filmes.
Minc

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