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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Herança holandesa: o Recife de Maurício de Nassau

Nassau em 1637. Foto: Acervo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP)
Nassau em 1637. Foto: Acervo do Instituto Arqueológico,
Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP)
Diário de Pernambuco

“Um belo país que não tem igual sob o céu.” Essa teria sido a primeira frase de Maurício de Nassau ao desembarcar em território brasileiro. Uma história de amor à primeira vista. Há 380 anos, Nassau chegava ao Recife para governar o Brasil Holandês. Apesar de ter vindo como representante do governo holandês, era um alemão protestante. Ainda hoje, muitos pernambucanos mantêm uma paixão platônica pelos holandeses e acreditam que o estado viveria dias melhores se os neerlandeses não tivessem sido expulsos. 
Ilusão, dizem especialistas ouvidos pelo Diario. “Nassau ajudou a criar um grande mito, uma memória de que aquilo seria bom. Mas não estaria. As possessões holandesas hoje não estão bem”, diz o arquiteto e urbanista José Luiz de Menezes. O saudosismo encontra justificativa na lista de feitos do alemão.
Entre 1637 e 1644, tempo que governou em terras brasileiras, Nassau provocou mudanças e foi responsável por muitos dos pioneirismos que tanto orgulham os pernambucanos: decretou a liberdade de culto religioso; fez a primeira documentação da paisagem local; criou jardim botânico, zoológico e obsertavório astronômico; construiu a primeira ponte da América Latina e remodelou urbanisticamente o Recife.
Dos prédios que compõem o centro histórico do Recife hoje, nenhum foi originalmente construído no período de domínio holandês. A herança urbanística aparece apenas no traçados de ruas, na inspiração arquitetônica de prédios estreitos, além da disposição das edificações. Os imóveis compridos e estreitos da Rua Imperador Dom Pedro Segundo, no bairro de Santo Antônio, são um exemplo desse legado.

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