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domingo, 9 de julho de 2017

48º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão é maior evento de música clássica da América Latina


O 48º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão acontece até 30 de julho, com mais de 80 concertos na cidade serrana e na capital paulista. A Orquestra do Festival, formada pelos bolsistas, faz quatro concertos, dois regidos por Neil Thomson (Filarmônica de Goiás) e dois por Alexander Liebreich (Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Polonesa), com o barítono Paulo Szot como solista. Na primeira semana do Festival, os 41 bolsistas melhor classificados tocarão em quatro concertos com a Osesp, sob a regência de Marin Alsop, em um programa da Temporada 2017. 

O conjunto alemão Ensemble Modern é grupo em residência, fazendo três concertos, um deles em homenagem a Walter Smetak, além de ministrar aulas e um Seminário de Composição. Uma programação especial infantil (parceria e realização Tucca/ Fundação Osesp) traz seis concertos do projeto Aprendiz de Maestro, em duas semanas consecutivas, na Sala São Paulo. 

Maior evento de música clássica do país, o Festival traz ao público mais de 80 concertos sinfônicos e de câmara – a maioria gratuitos –, com a participação de prestigiados artistas nacionais e internacionais, além dos grupos do Festival, formados pelos bolsistas – a Orquestra do Festival, a Camerata do Festival e o Grupo de Música Antiga do Festival – além das apresentações de câmara com professores e alunos.
O destaque principal é a Orquestra do Festival, que faz dois programas diferentes, com dois concertos cada um.


O primeiro, regido pelo britânico Neil Thomson (diretor artístico e regente principal da Filarmônica de Goiás), nos dias 15/07 (Auditório Claudio Santoro) e 16/07 (Sala São Paulo), tem no repertório as peças Museu da Inconfidência – Impressões de uma Visitação, de Guerra-Peixe, e Sheherazade, de Rimsky-Korsakov.

O segundo, sob a batuta do alemão Alexander Liebreich (diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Polonesa), nos dias 22/07 (Auditório Claudio Santoro) e 23/07 (Sala São Paulo), tocando a “Abertura” de O Navio-Fantasma, de Richard Wagner,As Travessuras de Till Eulenspiegel, de Richard Strauss, e recebendo como solista convidado o barítono brasileiro Paulo Szot, pela primeira vez com a Orquestra do Festival, interpretando as Canções de um Viandante, de Mahler.

Já a Camerata do Festival, formada pelos bolsistas parciais desta edição, faz dois concertos, nos dias 14/07 (Auditório Claudio Santoro) e 15/07 (Sala São Paulo), sob a regência de Valentina Peleggi (regente em residência da Osesp), tendo a violinista russa Liana Gourdjia como solista. No programa, duas obras de Mozart: o Concerto para Violino nº 3 em Sol maior e a Sinfonia nº 39 em Mi bemol maior. A Camerata apresenta ainda um concerto sob o comando dos bolsistas de regência, no dia 22/07 (Praça do Capivari).

E o Grupo de Música Antiga do Festival, criado na edição 2016, volta sob a direção de Luís Otávio Santos (violinista, diretor artístico do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, além de fundador e coordenador do Núcleo de Música Antiga da EMESP), com dois concertos, nos dias 28/07 (Auditório Claudio Santoro) e 29/07 (Sala São Paulo), executandoo Stabat Mater, de Haydn, com a participação do Coro Acadêmico da Osesp.

O Festival recebe como grupo em residência o Ensemble Modern, um dos mais consagrados conjuntos de música contemporânea da atualidade. Seus integrantes ministrarão aulas de instrumentos, além de um Seminário de Composição que, ao final, selecionará até dois bolsistas para escrever uma peça inédita, a ser estreada na edição de 2018 do Festival.


Criado em 1980 na Alemanha, o Ensemble Modern reúne 20 músicos solistas de diversos países e tem como marca registrada a intensa atuação junto a compositores em atividade. Com projetos que incluem música para teatro, vídeo e dança, além de música de câmara e orquestral, o grupo chega a ensaiar cerca de 70 novas peças por ano, sendo 20 delas estreias mundiais. Ao longo de sua trajetória, fez parcerias duradouras com grandes nomes da composição, como John Adams, György Ligeti, Karlheinz Stockhausen, Steve Reich e Frank Zappa, entre outros.

O Ensemble Modern faz três concertos no Festival, com dois diferentes programas. O primeiro, nos dias 09/07 (Auditório Cláudio Santoro) e 10/07 (Sala São Paulo), com obras de compositores dos séculos 20 e 21. O segundo, no dia 12/07 (Sala São Paulo), apresentando o projeto Re-inventing Smetak, em homenagem a Walter Smetak (1913-84), músico, pesquisador e inventor de instrumentos nascido na Suíça e naturalizado brasileiro, conhecido por influenciar a Tropicália. No repertório, obras especialmente encomendadas a quatro novos compositores, três deles brasileiros – Arthur Kampela, Daniel Moreira e Paulo Rios Filho –, e a australiana Liza Lim, que exploram o experimentalismo da música de Smetak e utilizam vários instrumentos criados por ele na Bahia, nas décadas de 1960 e 1970, reconstruídos para esse projeto.

REALIZAÇÃO

O 48º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão é uma realização da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Fundação Osesp, a Prefeitura de Campos do Jordão e a iniciativa privada, contando com o patrocínio da Rede, copatrocínio da Sabesp, apoio da Unimed e Localiza, e promoção da Folha de S.Paulo. O Festival tem direção executiva de Marcelo Lopes, direção artística de Arthur Nestrovski, coordenação artístico-pedagógica de Fábio Zanon e consultoria artística de Marin Alsop.

Saiba mais aqui. 

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