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quarta-feira, 5 de julho de 2017

As fortes chuvas de maio comprometeram toda estrutura do Teatro Lício Neves














As fortes chuvas que começaram no final de maio e causaram estragos em diversos municípios do interior do Estado, incluindo Caruaru, onde ocasionaram inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos, trouxeram danos para famílias que ficaram desabrigadas e fizeram com que a prefeita Raquel Lyra decretasse estado de emergência e posteriormente foi incluída pelo governador em estado de calamidade.
Mas além de trazer transtornos às residências causou danos em toda estrutura, do piso ao teto, do Teatro Licio Neves, que fica à rua Carlos Laet no bairro Indianópolis, Caruaru.

Segundo Arary Marrocos, fora pequenos consertos, a edificação existe há cerca de trinta anos e nunca passou por uma reforma estrutural profunda, algo que fragilizou ainda mais o prédio. “Naquela chuva que deu caiam correntes de água do teto em vários lugares, tudo muito forte e descendo paredes e alagando tudo. Ficou um estrago no teto, e a parte do piso de madeira no palco está estragada. Foi um estrago muito grande” narra Arary.
O TEA, Teatro Experimental de Arte, completa agora em julho 55 anos de atividades ininterruptas e na conclusão de mais uma turma de alunos que estão sendo formados estava programado um encerramento festivo que não pode mais ser no local.

Para refazer todo serviço é um valor que a entidade não dispõe e vai precisar contar com ajuda de amigos e até mesmo uma campanha para conseguir reestruturar o local.
O espaço cênico foi construído por Argemiro Pascoal com os próprios recursos, e denominou-o de Teatro Lício Neves, em homenagem a Natalício Augusto Neves, jornalista e fundador da Casa da Poesia, conhecido ponto de encontro de intelectuais de Caruaru antigamente.

MOVIDOS POR PAIXÃO PELO TEATRO


Fundado no ano de 1962 em Caruaru pelo ator, diretor e dramaturgo Argemiro Pascoal, o Teatro Experimental de Arte (TEA) foi criado com o objetivo de trazer uma intensa dinâmica aos palcos da região, através do constante intercâmbio entre grupos regionais e nacionais, com a realização de festivais, mostras e principalmente cursos. Através desta prerrogativa, o TEA esteve sempre atento às últimas tendências no segmento. Essa busca pelo novo está implícito desde o seu primeiro nome, como Movimento Teatral Renovador.
Mas Argemiro não estava só. Como o teatro é a mais autêntica tradução da coletividade, outros grandes nomes estão entre os fundadores do TEA, como sua esposa, a atriz Arary Marrocos (que após a partida de Argemiro em 2012 continuou as atividades da companhia), Antonio Paulino de Medeiros, Carlos Fernandes da Silva, José Gustavo Córdula, Fernando Gomes de Oliveira, Edvaldo Pereira de Castro, Antonio Silva, Margarida Miranda, Maria José Bezerra, Abias Amorim, Paulo Roberto e Sá, Maria Ezinete de Melo, Inácio Tavares e Jonas Mendonça.









O TEA é o único grupo do estado a atuar ininterruptamente, desde a sua fundação. Em tempo de existência, é o segundo mais antigo, trazendo em sua bagagem mais de 60 espetáculos montados, além de oficinas, do Festival de Teatro do Agreste (FETAG), e do projeto Teatro na Comunidade, que leva espetáculos populares no formato palco ou em praças públicas pela região, seguidos de debates com os espectadores.

Filiado à Federação de Teatro de Pernambuco (Feteape), o TEA é considerado, por lei municipal, um órgão de utilidade pública. Na lista de fundação dos teatros no município é o mais antigo, ao lado do Difusora, veja: Teatro Municipal (1904), Cine Theatro Rio Branco (1922), Cine Theatro Caruaru (1939), Cine Santa Rosa (1947), Teatro da Rádio Difusora (década de 50), Teatro Lycio Neves (década de 60) e na década de 70 o Teatro Auditório da FAFICA – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru, o Teatro João Lyra Filho e o Teatro Joel Pontes na Casa de Cultura José Condé.




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