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segunda-feira, 10 de julho de 2017

SESC Caruaru apresenta: Concertos Partituras



SOBRE FRANCISCO MIGNONE
 
Compositor, pianista, regente e professor, Francisco Mignone nasceu em São Paulo, capital, a 03 de setembro de 1897. Iniciou os estudos de flauta com seu pai, Alfério Mignone, e de piano com Sílvio Motto. Estreou como flautista aos 13 anos de idade. No Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, estudou com de Savino de Benedictis e Agostinho Cantu, diplomando-se em 1917 em piano, flauta e composição. Nesta época, produziu muita música popular e de salão, que assinava com o pseudônimo de Chico Bororó. Em 16 de setembro de 1918 apresentou no Theatro Municipal de São Paulo algumas obras de sua autoria, como o poema sinfônico Caramuru (1917) e a Suíte campestre (1918).
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Com bolsa concedida pelo Governo de São Paulo viajou para Milão em 1920, onde estudou com Vincenzo Ferroni. Na Itália escreveu a ópera O Contratador de Diamantes, estreada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 20 de setembro de 1924. Ainda na Itália escreveu uma segunda ópera, L’Innocente, também estreada no Rio de Janeiro, em 05 de setembro de 1928.
 
Antes de voltar para o Brasil passou um período na Espanha (1927/1928), onde compôs a Suíte Asturiana (1928). Durante sua estada na Europa, Mignone participou de dois concursos promovidos pela Sociedade de Concertos Sinfônicos de São Paulo. No primeiro, em 1923, ficou com o primeiro prêmio com a peça Cenas da Roça. No segundo, em 1926, foi duplamente premiado, com as peças Festa Dionisíaca (1923) e No sertão (1925).
 
Retornou ao Brasil em 1929 e tornou-se professor do Conservatório Dramático e Musical. Também atuou como pianista acompanhador, tendo trabalhado com os tenores Beniamino Gigli e Tito Schippa. No Conservatório reencontrou Mario de Andrade, cuja pregação nacionalista foi importante para a reorientação estética da obra de Mignone. É o momento no qual compõe a 1ª Fantasia Brasileira, para piano e orquestra.
 
Em 1933 radicou-se no Rio de Janeiro, assumindo o posto de professor de regência do Instituto Nacional de Música, atual Escola de Música da UFRJ. Em 1939 foi efetivado no cargo. Em 1936 participou da fundação do Conservatório Brasileiro de Música, sendo seu primeiro vice-diretor. Nos dois anos seguintes realizou concertos na Europa, regendo diferentes orquestras, entre elas a Filarmônica de Berlim e a RAI de Roma.
 
Foi diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, presidente da Academia Brasileira de Música e da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Regeu o concerto inaugural da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio Ministério da Educação e foi seu primeiro regente titular. Ao longo de sua carreira recebeu diversos prêmios e honrarias como a Ordem do Rio Branco (1972), Prêmio Golfinho de Ouro do Governo do Estado do Rio de Janeiro (1979) e o Prêmio Shell de Música Brasileira (1982).
 
Sua obra é extensa e abrange os mais diversos gêneros, desde peças para piano, com destaque para as Lendas Sertanejas, as Valsas de Esquina, as Valsas Choro, quatro Sonatas e quatro Sonatinas; os Concertinos para fagote (1957) e clarineta, o Concerto para piano (1958), os bailados Maracatu do Chico ReiLeilão (1939) e Quincas Berro D’Água, peças orquestrais como Festa das Igrejas (1940) e a Sinfonia Tropical e as óperas O Chalaça (1972) e Sargento de Milícias (1980).
 
Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de fevereiro de 1986.

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