Nunca mais fui moleque bom
nunca mais fui caçar fruta madurapara matar minha fome
e saciar minha vontade de morder
nunca mais fui buscar na natureza
o que tanto a minha natureza precisae tudo isso porque um dia
colhi a fruta errada e provei
morangos, maçãs e goiabas
são venenos para quem amaquem morde um morango
parece sangrar ao redor da maçã
e da goiaba nem gosto de falar
pois tenho vergonha de certas coisas
por isso procuro sempre
caminhar um pouco mais pela mata
e poder encontrar frutas diferentes
umas que não se come na horaoutras que servem apenas para tocar
por isso caminho procurando
cajá, mangaba e araçá
não sei por que tanta vontade estranha
pois o cajá é procura que cansa
mangaba só quem sabe colher
e araçá quase não existe mais
e eu querendo saborear você sabor único do amor impossível
como ter agora cajá, mangaba e araçá.
Versos da poesia Cajá, mangaba e araçá de Rangel Alves da Costa
Câmera e Coração é uma coluna semanal, aos domingos, assinada pelo fotógrafo Vladimir Barreto Rodrigues.
Fotografia vista como a arte de escrever com a luz, assim, com os olhos do fotógrafo, vemos como ele enxerga o mundo à sua volta. Poesia composta de luz, momentos e sentimentos.
Vladimir já atuou como repórter fotográfico no Jornal do Commercio e na Prefeitura Municipal de Caruaru. Atualmente responde pelas fotos da Câmara Municipal de Caruaru.


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