Este meu povo sofrido,
Que vive tão oprimido,
Tão ao descaso e na dor,
Que ainda acredita na vida,
Achando que a desdita
É vontade do Senhor.
Às vezes, fico pensando,
E a esta gente olhando.
Chego a desacreditar
Dos que dirigem a Nação,
Pois sem conscientização,
Isto nunca vai mudar.
Porém, digo sem segredo:
O que existe é medo,
Em lhes dar educação.
É que o povo consciente
Vai incomodar muita gente
E os homens não querem não.
Porque será neste dia,
Com a maior alegria,
Que eu feliz hei de ver
Cada um de nossos irmãos
A levantar a Nação
Por ter sabido escolher
Sentirá que a sua vida
Vinha sendo dirigida
Por mãos que só fazem ditar
Num jogo tão desigual,
Ajudando no final
Os que viviam a explorar.
Esqueceremos as dores,
Por sermos os vencedores,
E sabermos vislumbrar
Nova justiça surgindo,
E de mãos dadas exigindo
Povo em primeiro lugar!
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