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Doi na minha consciência
Ver o teu solo manchado
Com o vírus da inclemência
Banhando o chão com o sangue
Das vítimas da violência
Caruaru, tu és grande,
Tens ares de majestade
Não podes tornar-se vítima
Desta criminalidade
Que enodoa a tua flâmula
Com a tinta da crueldade
Teus filhos estão sofrendo
Com incertezas e medos
Sob a mão de homens cruéis
Que elaboram vis enredos
Deus queira que não derramem
O sangue d'outros Tancrêdos
A sociedade espera
Que consiga proteção
Após o governador
Instalar o batalhão
Que mesmo que não resolva
Melhore a situação
Mas precisa que os políticos
Ajam com mais consciência
Pois é urgente sair
Deste estado de emergência
Que corta os sonhos do povo
Com a foice da violência
Ninguém consegue tranquilo
Ir pro mercado ou pra feira
Se vê alguém numa moto
Entaboca na carreira
Começa um deus nos acuda
Que parece até zoeira
O roubo de celular
Virou banalização
Tem gente que vai na loja
E já tem essa intenção
E compra dois aparelhos
Um pra si, um pro ladrão
Nossa cidade não pode
Ficar refém da maldade
É preciso edificar
O trono da lealdade
Com as torres da justiça
Da virtude e da verdade
Crer que a mudança é possível
E juntos vamos crescer
Com mais Polícia na rua
Com mais ações do poder
Porque no conflito cósmico
O amor tem que vencer
Vamos sonhar para o sonho
Podermos realizar
Pra cidade ter mais paz
E ser melhor pra morar
Pois Caruaru tem jeito
É preciso acreditar!
Jénerson Alves
é poeta, jornalista e Colaborador

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