20/12/18

AQUAMAN por Mary Queiroz



A DC/Warner faz um filme de super-herói bem feito

Desde a trilogia Batman de Christopher Nolan, há cerca de 13 anos atrás que a DC/Warner não acerta a mão na produção deste gênero de filme. Foram decepções em cima de decepções, tirando raras exceções como O Homem de Aço (2013 de Zack Snyder) onde fomos apresentados ao novo Superman interpretado pelo carismático Henry Cavil, ou mesmo a expressiva revitalização do homem-morcego numa magistral interpretação de Ben Afleck em Batman Vs Superman – A Origem da Justiça (2016) filmes que apesar de contar com atores que vestiram literalmente o uniforme dos super-heróis, as adaptações feitas pelo estúdio e produtora, não cativou público.

A atmosfera dark da direção de Zack Snyder não estava funcionando e em Liga da Justiça (2017 de Zack Snyder) foi decepcionante . O filme é considerado o pior de toda franquia DC/Warner, mas, um havia surprendido e mostrou o quanto ainda se poderia salvar o Universo Cinematográfico da DC, como Mulher  Maravilha (2017 de Patty Jenkins). Roteiro simples, uma paleta de cores mais diversificada e o alto carisma de Gal Gadot, o filme conquistou o público e a crítica. Foi necessário que uma mulher mostrasse  como se faz um filme de sucesso.


Agora, a DC/Warner nos apresenta seu único filme deste ano, o AQUAMAN. Metade humano e semi atlante, Arthur Curry (Jason Momoa) parte em uma jornada junto de seus aliados Mera (Amber Heard) e Vulko (Willem Dafoe) para encontrar o tridente do rei, uma arma mítica capaz de controlar os sete mares. O trio precisa cumprir seu objetivo antes de Orm (Patrick Wilson), meio-irmão de Arthur que pretende derrubá-lo e tomar o trono de Atlântida.

Falar deste filme, e dizer que eke é simplesmente sensacional. Com a Direção de James Wan, diretor que traz em seu currículo filmes de terror como Jogos Mortais (2004), Invocação do Mal-1 e 2 (2013/2016) e filmes de ação, como Velozes e Furiosos 7 (2015). Aqui ele faz um trabalho onde envolve conscientemente e precisamente parte destes gêneros e nos entrega um filme bem redondinho, nos mostrando a origem de um super-herói sem exagerar em contar essa historia. Wan trabalha muito bem esse quesito, sem perder o fio condutor da trama, entrecortando a narrativa atual com flashbacks bem introduzidos e sequenciados fazendo o espectador entender perfeitamente o contexto inserido na história.


Ao nos mostrar a cidade submarina de Atlantida, somos brindados com uma visão extremamente futurista de uma civilização altamente evoluída tecnologicamente, em um visual repleto de cores e luzes neon, ressaltados pelos animais marinhos, numa qualidade em CGI de impressionar os olhos. Tudo está bem centralizado, com riquezas de detalhes em suas nuances e nós realmente acreditamos no que vemos, tamanha perfeição do que está sendo mostrado. Atlantida existe bem como todos os Outros 7 Reinos Marítimos. Um extraordinário espetáculo visual.

Os personagens também estão muito bem trabalhados. Jason Momoa nos entrega um Aquaman a principio alheio ao mundo de Atlantida, que prefere esquecer e se contentar em salvar os seres da superfície, onde ele se sente mais a vontade. Ao longo de sua jornada do herói, ele vai mostrando diversas camadas e amadurecimento até atingir e aceitar seu objetivo como Monarca de Atlanta. Seu par romântico, Mera, interpretada pela atriz Amber Heard, é de uma supremacia elegante ao demonstrar sua energia e força em convencer Aquaman a lutar do seu lado pelo reino atlante. Willem Dafoe nos entrega um conselheiro Científico de Atlantida ao mesmo tempo em que atua como mentor de Aquaman em sua jornada evolutiva, com toda a expressividade que seu papel exige.


Outro ator que também está bem centrado em seu personagem é Patrick Wilson, no papel o meio-irmão de Aquaman, Orm Marius, o Mestre dos Oceanos. As atitudes, os gestos, suas palavras soam tão verdadeiras que acreditamos nas suas intenções reais. Aqui, preciso enaltecer também a presença de Dolph Lundgren, no papel do Rei Nereus, da Nação Submarina de Xebel e pai de Mera. O Ator Yahya Abdul-Mateen II faz o Arraia Negra, outro arqui-inimigo do Aquaman. A motivação dele ao tornar-se o Arraia, é um dos pontos mais fortes do filme, pois vemos uma situação e duas reações distintas aqui. E finalmente, Nicole Kidman, como Atlanna, mãe do Aquaman e ex-rainha de Atlantida, bem como também, o Ator Temuera Morrinson, como Thomas Curry, pai do Aquaman. Apesar destes personagens terem pouco tempo de tela, é extremamente envolvente suas cenas. Há um laço de amor verdadeiro nas interpretações dos atores, que nos faz torcer por um final feliz para eles. A química entre os dois, funciona perfeitamente.

AQUAMAN é desses filmes que você deseja que não acabe tamanha qualidade vista na tela, valorizando ainda mais seus personagens carismáticos e suas grandes cenas de ação. As piadinhas não atrapalham e deixaram a trama mais divertida e leve. É um filme que tem um dos visuais mais exuberantes já produzidos para filmes de super-heróis. A DC/Warner finalmente acertou.

#Assista
#Aquaman
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PROGRAMA CLUBE DO FILME

Neste sábado, às 13h e na Rádio Cultura do Nordeste, tem  O  PROGRAMA CLUBE DO FILME,  apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz. 
Fechando o ano com a apresentação do quadro GRANDES ATORES, nossa homenagem será para LEONARDO DI CAPRIO: Sua carreira, seus filmes, sua evolução como Ator.   Nos estúdios da Cultura, a presença de Wanduy Braga e Edward Whats. O tão aguardado OSCAR, saiu tarde demais? Quais os filmes mais importantes de sua carreira? Tudo isso e muito mais, no Clube do Filme.
Ouça pelo site:  HYPERLINK "http://www.radioculturadonordeste.com.br" www.radioculturadonordeste.com.br
Acompanhe ao vivo pela LIVE do facebook:  HYPERLINK "http://www.facebook.com/RadioCultura1130" www.facebook.com/RadioCultura1130

ESTREIAS DA SEMANA

Em 1987, Bumblebee, um Autobot que a anos atrás lutou contra os Decepticons em seu planeta natal, Cybertron, encontra refúgio na pequena cidade californiana de Brighton Falls. Charlie Watson (Hailee Steinfeld), uma garota à beira dos 18 anos, encontra um Volkswagen Fusca. Após consertá-lo, Fusca se transforma, revelando ser Bumblebee. Ambos desenvolvem grande amizade enquanto são caçados por uma agência governamental: O Setor 7, liderado pelo Agente Burns (John Cena). Logo após fugirem da aldeia, eles descobrem que Bumblebee não é o único Transformer na Terra.
Filme norte-americano dirigido por Travis Knight e escrito por Christina Hodson. O filme deriva da franquia Transformers da Hasbro e se passa em 1987, 20 anos antes do primeiro filme da franquia, sendo assim uma espécie de prequela. O elenco é composto por Hailee Steinfeld, John Cena, Jorge Lendeborg Jr., Jason Drucker, Kenneth Choi, Gracie Dzienny, Rachel Crow e Pamela Adlon. As filmagens começaram em 31 de julho de 2017, em Los Angeles e San Francisco, Califórnia. O filme, que pela primeira vez não será dirigido por Michael Bay (embora ele ainda seja produtor) será lançado em 25 de dezembro de 2018.

O RETORNO DE MARY POPPINS



"Situado na década de 1930 em Londres, que é o período dos romances originais de P. L. Travers, a história segue Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), que agora estão crescidas. Michael está morando com seus três filhos (Pixie Davies, Nathanael Saleh e Joel Dawson) e a governanta Ellen (Julie Walters), na casa de Cherry Tree Lane. Depois que Michael tem uma perda pessoal, Mary Poppins (Emily Blunt) volta para a vida da família Banks. Ela é acompanhada por um acendedor de rua chamado Jack (Lin-Manuel Miranda), e uma prima excêntrica chamado Topsy (Meryl Streep).
Filme estadunidense da Walt Disney Pictures lançado em 25 de dezembro de 2018 que contará com a direção de Rob Marshall. O filme é a continuação do filme de Mary Poppins (1964). O filme foi divulgado no D23 Expo (um evento onde ocorre a divulgação de novos filmes e projetos da Disney). Em 15 de julho de 2017, a Disney posta em sua conta no Twitter um cartaz animado de Mary Poppins Returns.

MINHA VIDA EM MARTE

Fernanda (Mônica Martelli) está casada com Tom (Marcos Palmeira), com quem tem uma filha de cinco anos, Joana (Marianna Santos). Fernanda e Tom estão em meio a um desgaste, pelo convívio de muitos anos. Quem ajuda a acabar com essa crise é seu sócio Aníbal (Paulo Gustavo), parceiro inseparável durante a árdua jornada entre salvar ou pôr um fim ao casamento.Minha Vida em Marte é a segunda continuação do filme brasileiro de comédia Os Homens São de Marte... e É pra lá que Eu Vou. É dirigido por Susana Garcia e estrelado por Mônica Martelli e Paulo Gustavo.


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