15/06/19

100 anos do Central - QUANDO O "FOOTBALL" DESEMBARCOU NA "PRINCESINHA DO AGRESTE". por Walmiré Dimeron

Foto do acervo do Professor Machadinho, que consta na mesma (o 13º, da esquerda para a direita).
Num campinho improvisado no Largo do Rosário, jovens se digladiavam, literalmente, em meio à poeira, divididos em dois "teams": o A e o B, embalados por suas respectivas torcidas organizadas, comandadas pela Professora Sinhazinha e D. Deolinda Pinto, então primeira-dama.

 
Era o nascente Central Sport Club, fundado a 15 de junho de 1919 na sede da 
Banda Commercial, gentilmente cedida pelo Professor Vicente Monteiro, onde o boêmio e "orador oficial de Caruaru" Chico Porto, presidente interino, transmitiu de imediato o cargo ao primeiro presidente eleito, José Faustino Vila Nova, obviamente com um longo discurso, como de costume.



Foi o pioneiro a ser fundado oficialmente, com a empolgação de universitários, jovens e comerciantes visionários, congregando os nomes mais expressivos da sociedade de então. 

Segundo a tradição, teria sido batizado em alusão a Estrada de Ferro Central de Pernambuco, chegada à cidade em 1895, trazendo os ares do progresso e das novidades. 


A simbologia centralina nasceu de forma simplória: segundo o Professor Machadinho, ex-jogador do time nos primórdios, as cores preto e branco foram escolhidas em face do símbolo do clube, a patativa, “pássaro de canto harmonioso, muito comum, formoso e cantador do agreste”. 

A história é longa, já dura cem anos e não toda cabe aqui. Saudações ao alvinegro, representante legítimo do que há de mais cativante na memória caruaruense.

*Walmiré Dimeron é historiador

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