Toda solidão tem o seu corpo
às vezes apenas desejado
às vezes apenas na lembrança
de um tempo ido e que ficou marcado.
às vezes apenas na lembrança
de um tempo ido e que ficou marcado.
Toda solidão tem seu descanço
sem o desassossego de pensar
não repousa o corpo noutro corpo
mas tem o sono para flutuar.
sem o desassossego de pensar
não repousa o corpo noutro corpo
mas tem o sono para flutuar.
Toda solidão é pesada e fria
e fica leve e se consome
e deixa cicatriz quando quer posse
e beija um corpo sem saber seu nome.
e fica leve e se consome
e deixa cicatriz quando quer posse
e beija um corpo sem saber seu nome.
José Mário Rodrigues: nasceu em 23.7.47 em Flores (PE) e é jornalista profissional em Recife. Publicou 8 livros de poesia e escreve crônicas para o Jornal do Commercio e artigos para revistas especializadas.
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