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| Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe |
Um dos mais importantes festivais do audiovisual pernambucano acontece no Sertão do Pajeú para seis dias de mostras competitivas, oficinas e debates. O 12º Festival de Cinema de Triunfo acontece de 5 a 10 de agosto, no Cineteatro Guarany. Para esta edição, a Secretaria de Cultura de Pernambuco, por meio da coordenadoria de audiovisual, recebeu a inscrição de 344 filmes entre curtas e longas, dos quais 33 foram selecionados para o festival. As produções concorrem a diversas premiações, sendo o troféu oficial do festival – O Caretas – concedido aos filmes escolhidos pelos júris oficial e popular. O troféu faz referência às tradicionais figuras dos caretas, que percorrem as ruas da cidade durante o carnaval, há mais de 90 anos, com seus chicotes, chocalhos, ricos figurinos e mensagens satíricas trazidas em tabuletas. Confira aqui a programação completa do Festival de Cinema de Triunfo. O troféu – juntamente com prêmio em dinheiro no valor de R$ 4 mil – será concedido aos vencedores das categorias Melhor Longa Metragem (dois prêmios, um do júri oficial e outro do júri popular). Recebem também troféus as categorias: Direção, Fotografia, Montagem, Roteiro, Produção, Trilha Sonora, Direção de Arte, Som, Ator e Atriz.
Na categoria curta-metragem, também tem Troféu Careta para todas as categorias citadas acima, além de oito prêmios em dinheiro (quatro concedidos pelo júri oficial e quatro pelo júri popular), no valor de R$ 2 mil, para as categorias: Melhor curta-metragem Nacional, Melhor Pernambucano, Melhor Infanto-Juvenil e Melhor dos Sertões.
O Festival também concede outras honrarias. O Troféu Fernando Spencer será concedido para a/o melhor personagem da categoria longa-metragem. O Prêmio Cineclubista é concedido para “O Melhor Filme para Reflexão”. Criado pela Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC, o prêmio tem o objetivo de referendar filmes que estimulem o debate e que se destaquem nas suas propostas de narrativas em que conteúdos e estéticas sejam levados em consideração. Os filmes vencedores recebem uma carta oficial elaborada pelo júri com a justificativa da premiação e também um convite para exibição do mesmo em cineclubes filiados à FEPEC.
A ABD/APECI (Associação Pernambucana de Cineastas) também concede um troféu no Festival de Cinema de Triunfo ao filme que melhor represente a criatividade da produção cinematográfica.
HOMENAGEADOS - O Festival de Cinema de Triunfo homenageia esse ano a atriz Lívia Falcão e o cineasta Kléber Mendonça Filho. O jornalista, roteirista, produtor e diretor de cinema Kléber Mendonça vem colecionando prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema, ao longo de sua carreira. Começando com os curtas-metragens Vinil Verde (2004), Eletrodoméstica (2005) e Recife Frio (2009). O documentário Crítico (2008) foi o primeiro longa-metragem de Kleber. Em 2012 lança o aclamado O Som ao Redor, que o insere no hall de cineastas latino-americanos com projeção internacional. Em 2016 lança Aquarius, que recebeu o prêmio de melhor filme do World Cinema Amsterdam, festival de cinema da Holanda. No final de agosto, o diretor estreia seu novo longa, Bacurau, que venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes.
Lívia Falcão iniciou sua carreira de atriz no teatro aos quinze anos de idade, e aos 17 anos foi premiada como Atriz Revelação, por sua atuação na peça A Cantora Careca, de Ionesco. E de lá para cá não parou mais de atuar, seja no teatro, no cinema e na televisão. Em 1999, Lívia faz sua estreia como diretora teatral com a peça Dom Chicote Mula Manca e em 2008 dirigiu A Árvore de Julia do espanhol Luís Matilla. Participou também das montagens de Divinas e A Dona da História. No cinema fez os longas Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes; Onde Anda Você?, de Sérgio Rezende; O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes; O País do Desejo, de Paulo Caldas; Sangue Azul, de Lírio Ferreira e A Costureira e o Cangaceiro, de Breno Silveira. Também atuando na arte da palhaçaria, Lívia é diretora, no Recife, da Duas Companhias.
FORMAÇÃO - Além das mostras na tela, o festival abre espaço para a formação e a reflexão. O professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Bacharelado em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pernambuco, Rodrigo Carrero irá ministrar uma Oficina de Crítica Cinematográfica. As aulas acontecem desde o dia 29 de julho e seguem até o dia 2 de agosto, no Sesc de Triunfo.
PARCEIROS - O Festival conta com apoio institucional da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – CPRH, Instituto Federal Sertão-PE-Campus Serra Talhada, Prefeitura de Serra Talhada, Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), SESC-PE e TV Pernambuco. Tem como entidades parceiras: Associação Brasileira de Documentaristas, Associação Pernambucana de Cineastas (ABD-PE/APECI) e Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC). São festivais parceiros do Festival de Cinema de Triunfo: Cinema no Interior, Criancine – Festival de Cinema Infanto-Juvenil, Documentando, Mostra Absurda e VerOuvindo.
CEPE - Pegando carona no clima do Festival, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) cria espaço de convivência na cidade sertaneja. A cada um dos seis dias de programação cinematográfica, sempre entre 18h e 19h, um tema ligado à sétima arte toma conta da tenda aberta ao público em frente ao Cineteatro Guarani. Entre as convidadas e convidados, destaque para a produtora de cinema e cientista política Emilie Lesclaux, que trabalhou em produções premiadas internacionalmente como Aquarius (2016) e O Som ao Redor (2013). Ela estará ao lado da repórter especial da Revista Continente e crítica de cinema Luciana Veras, e da diretora de cinema e jornalista Clara Angélica, discutindo políticas públicas de cinema e formas de resistência, diante do atual cenário nacional.

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