29/08/19

Clube do Filme - Crítica: Era Uma Vez... Em Hollywood por Mary Queiroz*


Certamente que você já assistiu alguns destes filmes Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill Bill, Bastardos Inglórios, Django Livre, Os Oito Odiados, Jackie Brown e À Prova de Morte, mas claro, se não teve o prazer de assistir, pelo menos ouviu falar do estilo do grande cineasta que esteve a frente destes projetos, o Quentin Tarantino, que ao longo de sua carreira, criou um estilo próprio de fazer filmes. O jeito que Tarantino conta suas histórias, foi tão bem aceito pela crítica especializada e pelo público, que logo ele recebeu várias indicações e também premiações do Oscar, o reconhecendo e o consagrando como um importante cineasta contemporâneo.

Tarantino consegue deixar sempre o espectador imerso nas suas obras, isso porque nelas há o cuidado de trazer diálogos inteligentes, politizados e ricos de referências da cultura pop, além dos personagens super desenvolvidos e apresentados de forma impactante, difíceis de serem esquecidos, porque é com o jeito deles que o espectador vibra, se emociona, sente raiva, dor, ódio, amor e tudo de sentimento que podemos imaginar. Sem dúvida alguma, Tarantino tem uma capacidade nata pra criar tramas com narrativa não linear, mas que funciona brilhantemente dentro da proposta. Este grande gênio, ainda é capaz de surpreender sempre com as reviravoltas extraordinárias presentes em todos os seus filmes, encaixando com perfeição o excesso de violência gratuita, justificada dentro da narrativa, que mostra a necessidade pra ela se fazer presente no contexto.


E agora, novamente somos agraciados com mais uma obra deste grande cineasta, Era Uma Vez... Em Hollywood, filme que traz uma proposta um pouco diferente dos filmes anteriores, mas que é fenomenal também, porque durante as suas quase três horas de duração, conseguimos identificar cenas que fazem referência aos filmes anteriores, além de ser propriamente dito uma verdadeira homenagem ao cinema, diferente gêneros e também aos astros e estrelas que fazem parte do universo da Sétima Arte. O filme se passa em Los Angeles, 1969, tem como personagens principais Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê, Cliff Booth (Brad Pitt) está decidido a fazer o nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, o que os acaba levando aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha).

Tarantino pega como referência, o caso real da atriz Sharon Tate, pra contar sua história, introduzindo dentro do contexto, personagens complexos, sensíveis, graciosos e macrabros, como Cliff Booth, Rick Dalton, Sharon Tate e todos da Família Manson respectivamente. Foi jogando estes personagens meio que soltos dentro da narrativa que a personagem Sharon Tate, atriz iniciando sua carreira, deslumbrada com o mundo da fama, vai ganhando nossa atenção, enquanto Rick Dalton, com carreira consolidada, enfrenta a agonia de ver que precisa fazer algo pra se manter nos holofotes e em evidência, como também o seu dublê Cliff Booth que já não mais encontra espaço pra trabalhar vai comandando o resto da história. É um filme super bem produzido, sendo fiel a época. Figurinos, carros e ambientes reconstituídos na prática. O resultado a gente nota em cada cena, nos cenários, nas estradas, no vai e vem dos personagens que passeiam pra lá e pra cá, com o propósito de entregar ao máximo ao espectador qual seria a sensação de viver na década de 60 em Hollywood. Não é preciso falar do desenvolvimento dos personagens porque se tratando de Tarantino, já sabemos que ele sempre trabalha com elenco de peso, grandes atores que no fim, fazem juntos um grande trabalho.


As atuações estão fabulosas, Leonardo DiCaprio está impecável num papel que explora o máximo seu talento como ator. Acho que ninguém mais faria o que ele fez. Interpretar um personagem que interpreta vários outros personagens dentro de um filme que traz trechos dele como ator em outros filmes requer dedicação total, principalmente dentro do gênero faroeste onde ele é apresentado sempre como vilão, mas que na sua vida, é totalmente o oposto, o cara sensível, inseguro e que está lutando pra entregar o melhor de si, se cobrando exigentemente pra chegar ao ápice da perfeição nos seus papéis. Já Brad Pitt rouba a cena por ser o personagem mais complexo, e que propositalmente a narrativa faz questão de ir entregando suas camadas ao poucos. Aparentemente um cara gentil, sorriso franco, mas que deixa sempre a dúvida no ar sobre sua outra face. Como um cara tão gentil, amigo, e companheiro pode ser um cara também letal, perigoso e temido. Ah Brad Pitt, como nós gostaríamos de ter mais umas três horas pra te ver em cena neste mesmo personagem. Margot Robbie, é apresentada de forma graciosa. Talentosa como sempre, enche nossos olhos com sua competência. Impossível não vibrar com seu carisma e jeito espontâneo. Foi uma ideia genial de Tarantino, pegar a história real de uma atriz, pra fazer o paralelo com o personagem de Leonardo DiCaprio, ela mostrada no início da carreira, ele exibido já com uma carreira sólida, mas ameaçada diante das mudanças. Daí a gente tem dois personagens, pra contar as fases da carreira de qualquer artista, ou seja, o início da fama, a fama conquistada e o medo de ser esquecido. Outros grandes atores também participam da trama com participações pequenas, como é o caso de Al Pacino e Kurt Russell. Já outros são lembrados como é o exemplo de Bruce Lee, interpretado por Mike Moh, numa cena totalmente inesperada e divertida.


Era Uma Vez.. Em Hollywood, é uma obra prima pra ser apreciada e aplaudida em todas as suas cenas, especialmente no final, onde entrega seu melhor, ou seja, uma cena bastante violenta, mas como sempre justificada e necessária pra saciar a curiosidade e espera do espectador pra ver onde toda aquela história toda iria levar seus personagens. É mais que um filme. È uma aula sobre cinema, sobre o legado do gênero faroeste, sobre a trajetória dos atores, sobre quem é apaixonado pela arte de fazer filmes, sobre quem sabe contar boas histórias, além de carregar em seu contexto cenas geniais, planos que valorizam os Western Spaghetti de Sergio Leone e seus close-up extremos. No fim, Tarantino mais uma vez faz acontecer, mas não só faz, ensina como algo pode acontecer, e faz isso contando uma gostosa história, divertida, humorada, bem dosada no suspende e na violência.
#Assista
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PROGRAMA CLUBE DO FILME

Neste sábado, às 13h, tem o seu programa de cinema pela Rádio Cultura do Nordeste, o CLUBE DO FILME. Apresentado por Edson Santos e Mary Queiroz.

"UM PASSEIO PELAS MÚSICAS DO CINEMA" é tema do programa neste sábado. Quais as músicas mais inesquecíveis dos filmes? Existem músicas que fazem mais sucesso que o filme? Quais as músicas mais lembradas do cinema? Tudo isso é muito mais no Clube do Filme. Participação de Bento Gomes e Wanduy Braga. Tudo isso é muito mais no Clube do Filme. Ouça pelo site: www.radioculturadonordeste.com.br Acompanhe ao vivo pela LIVE do facebook: www.facebook.com/RadioCultura1130

ESTREIAS DA SEMANA
IT CAPITULO 2
27 anos depois dos eventos de "It - A Coisa", Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta à cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do Clube dos Otários para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo de uma vez por todas. Mas quando Bill (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jack Ryan) e Eddie (James Ransone) retornam às suas origens, eles precisam se confrontar a traumas nunca resolvidos de suas infâncias, e que repercutem até hoje na vida adulta.

BACURAU
Pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa.

Assista o Trailer:


PROGRAMAÇÃO DO CENTERPLEX CINEMAS
 DE 29/08/2019 a 04/09/2019

CARUARU 01

NADA A PERDER PARTE 2 NAC (PARIS FILMES) BIOGRAFIA - Nacional - 12 Anos - Duração: 96min. Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 14h00 Sáb., Dom., Feriado: 14h00

VELOZES E FURIOSOS HOBBS DUB (UNIVERSAL) AÇÃO - Dublado - 14 Anos - Duração: 136min. Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 20h30 Sáb., Dom., Feriado: 20h30

BRINQUEDO ASSASSINO DUB (WMIX) TERROR - Dublado - 16 Anos - Duração: 90min. Qui., Sex., Seg., Ter.: 16h30 - 18h30 Sáb., Dom., Feriado: 16h30 - 18h30

CARUARU 02

BACURAU DUB (VITRINE FILMES) FICÇÃO CIENTIFICA - Dublado - 16 Anos - Duração: 132min. Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 15h15 - 18h00 - 21h00 Sáb., Dom., Feriado: 15h15 - 18h00 - 21h00

CARUARU 03

ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD DUB (COLUMBIA) DRAMA - Dublado - 16 Anos - Duração: 161min. Qui., Sex., Seg., Ter.: 16h40 - 20h00 Sáb., Dom., Feriado: 16h40 - 20h00 Qua.: 16h40

O REI LEAO DUB (DISNEY) AVENTURA - Dublado - 10 Anos - Duração: 120min. Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 14h00 Sáb., Dom.: 14h00

TOY STORY 4 DUB (DISNEY) ANIMAÇÃO - Dublado - Livre –

Duração: 100min. Sex.: 08h00

IT CAPITULO 2 DUB (WARNER BROS) TERROR - Dublado - 16 Anos - Duração: 169min. Qua.: 20h00

CARUARU 04

O REI LEAO 3D DUB (DISNEY) AVENTURA - Dublado - 10 Anos - Duração: 120min. Qui., Sex., Seg., Ter., Qua.: 15h00 - 17h40 - 20h15 Sáb., Dom., Feriado: 15h00 - 17h40 - 20h15

*Mary Queirozapresenta com Edson Santos o Programa Clube do Filme aos sábados, 13 horas na Rádio Cultura do Nordeste. Também transmitido pelo site: www.radioculturadonordeste.com.br E ao vivo pela LIVE do facebook: www.facebook.com/RadioCultura1130.


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