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| Crédito da imagem: https://www.google.com/search?biw |
Vida mais orgânica, sobre vários aspectos, com uma exceção ou outra. Certo dia eu
estava pensando sobre isso, pois fui numa roça onde tudo era orgânico. Não tem
comparação. Não tem amontoado de pessoas. Eles vivem em menor número e até
distante um dos outros, mas pesar de ter menos pessoas, as que tem são geralmente mais
valorizadas, ou seja, valoriza-se muito os relacionamentos. Quando se encontram,
sentam e conversam bastante, olho no olho, face a face. Sem objetos modernos para lhes
tirar a atenção. Isto é muito importante e acontece ainda nos dias de hoje. As pessoas
são mais próximas e se preocupam mais com os outros. Vida em comunidade de
maneira muito saudável. Mesmo quando estão indo para o roçado ou vindo dele, ao se
encontrarem param e se dão atenção. Nada de correria. Perguntam pelos compadres e
comadres, se os meninos estão bem. Se tal animal melhorou da praga. E se oferecem
para ajuda mútua.
É gente que vive bem com os vizinhos. Pagam suas contas em dia, mesmo com
sacrifício financeiro e de local para pagamento. Só visam fazer o bem um ao outro. Isso
sim é que é cidadania. Mas ainda tem aqueles que insistem em dizer que manter o título
de eleitor em dia é que é ser cidadão!
Outra coisa também que observei é que eles têm atividades físicas constantes.
Academia? Sim, ela existe ao ar livre e está disponível o tempo todo. A vida no campo é
marcada por locomoções a pé, a cavalo, longas caminhadas, inclusive em terrenos
íngremes. O trabalho é mais braçal e feito em pé, o que possibilita estar em movimento
o tempo todo, facilita o fluxo sanguíneo, embora se saiba que os problemas de coluna os
atormentam bastante, ressecamento e câncer de pele. Mas também tenho visto algumas
Ongs fazendo um trabalho de assistência e orientação.
Que vontade de ter uma vida assim...
*José Nelson de Almeida Lima - é poeta cordelista, escritor, ator, produtor, palestrante.


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