(Texto dedicado Eloá Cristina, minha "filha" de coração)
Cai.
Vinda de outrora galáxia.
Uma estrela'lma.
Pequena e de Luminosa Calma.
Cai na terra,
Lugar onde:
Nada dar,
Para receber.
Nada recebe,
Para agradeer.
Tudo esquece,
Para sobreviver.
Que sofre,
Para recorda que sempre é necessário aprender.
A estrela nasce de uma mulher,
Que desconhece o fluxo de Transcender.
"Mulher, a estrela ensinará a você."
Com muitos pais,
Sem paz nenhuma.
O pai biológico,
Não notará
a sua luz de candura.
Era assim sua vida errante.
Uma estrela cintilante,
Num mundo insignificante e hostil.
Sempre calma,
Acalmava quem buscava a ti,
com o mel de tua áurea,
A estrela afagava,
quem compreendia sua alma.
Agora,
conduzirá outro ser.
Outra estrela perdida,
que também cairá.
A estrela'alma será sua guia,
Nas veredas de agonia que é essa vida.
Enquanto o poeta,
Rima o ultimo verso,
Com os olhos cheios D'água.
Pois perdeu o contato com a sua calma.
Hoje para ele,
Só resta a madrugada.
Urbano Leafa, O despoeta
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