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| Imagem Ilustrativa - Encontro de Governadores
Governadores
divulgaram carta aberta neste domingo (19/4) repudiando
participação e discurso do presidente Jair Bolsonaro em ato pelo
fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo
Tribunal Federal) e contra as medidas de isolamento social pela
epidemia do coronavírus. Eis a íntegra
da carta (433
KB).
A
carta está em nome do Fórum Nacional de Governadores, mas foi
assinada por governadores de 20 Estados: Alagoas, Amapá, Bahia,
Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo,
Sergipe e Tocantins.
O
documento não foi assinado pelos governadores do Acre, Amazonas,
Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rondônia e Roraima.
Na
carta, os governadores manifestam apoio aos presidentes da Câmara
dos Deputados e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre
(DEM-AP), respectivamente.
“Nesse
momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos
testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara
têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios brasileiros. Ambos
demonstram estar cientes de que é nessas instâncias que se dá a
mais dura luta contra nosso inimigo comum, o coronavírus, e onde,
portanto, precisam ser concentrados os maiores esforços de socorro
federativo”,
diz trecho do documento.
Os
gestores dos Estados brasileiros também afirmam que diante da
pandemia da covid-19 deve-se “superar
eventuais diferenças” políticas “através
do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades”. “A
saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de
interesses políticos, em especial nesse momento de crise”,
afirmam.
Frequentemente,
Bolsonaro critica duramente os governadores por eles não adotarem
medidas que flexibilizem o isolamento decretado por causa da
covid-19, como a determinação de abertura de comércios.
Dizem
ainda que as medidas de isolamento decretadas se dão com base
em “indicativos
da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela
experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da
pandemia”.
A
manifestação pelo fechamento do Legislativo e do Judiciário foi em
frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde Bolsonaro
se reuniu com os filhos, o senador Flávio Bolsonaro
(Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o
vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
No
ato, os apoiadores do presidente gritavam “fora,
Maia“,
em referência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
carregavam diversas faixas a favor do AI-5 (Ato Institucional 5,
decreto emitido na Ditadura Militar que dava ao presidente a
prerrogativa de fechar o Congresso e cassar mandatos de
políticos; leia
aqui a íntegra do texto)
e defenderam uma “intervenção
militar”.
Em
1 discurso de 2 minutos e 30 segundos, o presidente disse que foi no
ato porque acredita nas reivindicações dos manifestantes. Afirmou
que não quer negociar com políticos questões relacionadas à
continuidade do isolamento social, decretado nos Estados pelo
governadores e prefeitos para evitar a propagação da covid-19
–doença causada pelo novo coronavírus.
poder360
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20/04/20
Governadores divulgam carta em repúdio a discurso de Bolsonaro em ato pelo AI-5
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