31/07/22

Morre aos 61 anos, no Recife, o poeta Miró da Muribeca

FOTO: Rodrigo Ramos/Secult-PE/Fundarpe


Faleceu, neste domingo (31), o poeta Miró da Muribeca. O comunicado foi postado nas redes sociais do artista. O artista lutava contra um câncer com metástase, descoberto em 2020. Miró deixa um filho e um neto.

"Comunicamos a todos os amigos, fãs e seguidores, que nosso poeta Miró da Muribeca encantou-se nesta manhã de domingo", diz a nota junto com uma imagem preta, simbolizando o luto. Artistas como os cantores Jorge Du Peixe, Karina Buhr, Alessandra Leão manifestaram pesar na postagem.

"Ele faleceu no Hotel Central, com o qual mantinha uma relação muito íntima. [Antes] Ele estava numa clínica particular internado, mas no começo do mês ele pediu para ir para o Hotel Central. Ele estava atendido por cuidadores, 24 horas por dia. Ele chegou a ter algumas internações rápidas já nessa fase terminal do câncer, contra o qual lutava há dois anos. Ele faleceu provavelmente dormindo. Quando amanheceu e foram checar os sinais vitais, ele tinha ido a óbito", contou o escritor Wellington de Melo, que era amigo, editor e biógrafo de Miró.

NOTA DE PESAR DO GOVERNO DE PERNAMBUCO

A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lamentam profundamente a passagem prematura do poeta, escritor e declamador pernambucano Miró da Muribeca. Nascido no Recife, João Flávio Cordeiro da Silva tinha 61 anos e faleceu na manhã deste domingo, 31 de julho.

Artista independente, Miró publicou os livros “Quem descobriu o azul anil?” (1984), “Ilusão de Ética” (1987), “Pra não dizer que não falei de flúor” (2004), “DizCrição” (2012), “aDeus” (2015), “O penúltimo olhar sobre as coisas” (2017), além da coletânea “Miró até agora” (2016). Sua última obra impressa foi “O céu é no sexto andar”, publicada em 2021.

“Miró era um talento desses que só Pernambuco produz: era inquieto, criativo e rebelde como um bom representante do nosso povo. Perdemos um artista das palavras, que retratou como poucos o cotidiano da periferia”, declarou Severino Pessoa, presidente da Fundarpe.

“A poesia pernambucana perdeu um dos seus grandes nomes. Miró da Muribeca deixa na memória e nas publicações uma imagem de artista expressivo e revolucionário”, comentou Oscar Barreto, secretário Estadual de Cultura.

Nenhum comentário: