
Complexo de Polícia Científica de Caruaru teve
obra iniciada em 2011. Edital chega faltando 3 meses para final de mandato
Fonte: JC Online
Sem alarde, o Governo do Estado abriu licitação para escolher uma empresa para a conclusão das obras do Complexo de Polícia Científica de Caruaru, no Agreste.
As obras foram iniciadas em 2011, ou seja, onze anos atrás na gestão estadual do PSB.
A licitação foi aberta, sem alarde, pela Secretaria de Defesa Social a três meses do término do mandato do governador Paulo Câmara (PSB), que ficou oito anos no cargo.
A previsão é gastar até R$ 6.137.024,7454 com as obras. O custo pode dimunuir com a disputa entre as empresas interessadas.
As empresas terão até 14 de outubro para apresentar ao Governo as propostas de preço.
O Jornal do Commercio, em 2019, noticiou que as obras estavam abandonadas.
As obras do Complexo de Polícia Científica de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, começaram em 2011 e o equipamento já deveria ter sido entregue à população há anos.
Porém, próximo do fim de 2019, o que se vê é que o espaço está abandonado.
A estrutura que já havia começado a ser construída está com diversas infiltrações e parte da cobertura das salas caiu. Janelas que estavam instaladas foram quebradas. Ao redor do prédio, o mato está alto e até os tapumes caíram.
O complexo deveria abrigar o Instituto de Criminalística, o Instituto de Medicina Legal e o Identificação Tavares Buril (IITB). A obra é orçada em mais de R$ 4 milhões.
"É um complexo que era para ter sido entregue em 2012. Nós estamos em 2019 e faltando pouco para ele ser entregue, o Estado continua dizendo que vai renovar, vai fazer uma nova licitação para fazer isso, e até agora nada", disparou o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Rafael Cavalcanti, que denuncia a negligência do Estado.
Através de nota, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o prédio conta com segurança da Guarda Patrimonial e que em casos de roubo ou vandalismo, o 4º Batalhão da Polícia Militar é ativado de forma imediata.
Ainda segundo o texto, a obra é uma prioridade da gestão e foi incluída no plano de investimento para a segurança em 2019.
O projeto da obra foi finalizado e a licitação para a contratação da empresa de engenharia responsável já está em andamento.
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