04/10/22

A TEMPESTADE MARÍLIA por Alvoníbal Aires Filho*

Domingo em Pernambuco, a Nau Palaciana foi atingida pela TEMPESTADE MARÍLIA, que com a força de seus ventos vindos de bombordo e estibordo, rasgou suas velas, quebrou seus mastros, e com suas ondas gigantes e revoltas, terminou por abrir um enorme rombo em seu casco, adernando a mesma.

A água entrou em grande volume, e poucos eram os botes salva-vidas para comportarem tantos sobreviventes. Devido a isso, muitos náufragos desta Nau arrasada, tiveram que se agarrarem aos vários destroços espalhados pelo mar para sobreviverem.
Alguns destes náufragos eu conheço pessoalmente, e que se quiserem sobreviver a partir de 2023, terão que nadarem até a praia mais próxima, e como todos sabem, “nadar dá trabalho, nadar dá muito trabalho”, e muitos não sabem o que é trabalhar há muito tempo, há muitas décadas, porque até hoje sobrevivem bem instalados em suas luxuosas cabines, de posse de seus cargos comissionados investidos pela nobreza, recebendo polpudos salários, banqueteando-se às custas do labutar e suor do sofrido povo pernambucano, que através do pagamento de altos impostos cobrados sem piedade, entregam baús e mais baús cheios de moedas de ouro e joias, para dar boa vida e bonança aos agora, náufragos à deriva.
“Nadar dá trabalho. Nadar dá muito trabalho. Como em todo Oceano, o Tubarão estará no caminho, à espreita para devorá-los, dando fim as suas insignificantes vidas para sempre”.
Alguns não chegarão até a praia.


*As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do blog.

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