O documentário “Zé Vicente da Paraíba uma História no Repente” será lançado nesta sexta-feira (25), às 17h, no Memorial Altinense (antiga cadeia pública), na cidade de Altinho (PE). A produção é do músico Herbert Lucena e do publicitário Ricardo Carvalho e conta com a apresentação do diretor teatral Nerisvaldo Alves.
O coquista e produtor Herbert Lucena, explica que a obra celebra o centenário do repentista. “Esse ano estamos homenageando o seu centenário com um documentário sobre a vida e a obra do poeta, narrado por dois dos seus quatros filhos, Wellington Vicente e Welio Cesar Vicente, pesquisadores da obra do mestre, amigos que conviveram com ele e artistas de vários segmentos musicais, que tem Zé Vicente como inspirações no seus trabalhos”, ressalta Lucena.
Zé Vicente da Paraíba
José Vicente do Nascimento nasceu em Pocinhos – PB, no dia sete de agosto de 1922.
Zé Vicente da Paraíba começou a tocar viola na adolescência, incentivado pelo pai, que o levava para assistir as cantorias de violeiros nas fazendas próximas a sua casa. Tornou-se profissional nos anos de 1940, tocando ao lado dos Irmãos Batista e Pinto de Monteiro.
Em 1955, gravou,ao lado do também repentista Aristo José dos Santos, o primeiro LP de cantoria do gênero, gravado no Brasil, pela extinta gravadora pernambucana Rozenblit. Na década de 1970, seus versos de "Quanto é grande o Autor da Natureza" foram gravados por grandes artistas da MPB (Zé Ramalho, Alceu Valença, Marília Pêra, Ruy Maurity).
Zé Vicente também foi o primeiro repentista-violeiro a ter um programa de rádio na antiga rádio Difusora em Caruaru nos anos de 1950.
Em 2005 gravou pelo selo Coreto Records, seu primeiro CD intitulado “Zé Vicente da Paraíba - Viola e Amigos”, produzido por Herbert Lucena, com um perfil inovador neste gênero musical, onde misturou poesias com violas, coco com hip hop e banda de pífano, dando uma nova sonoridade à cantoria.
O trabalho contou com participações de ilustres repentistas, tais como, Raulino Silva, Rogério Meneses, Hipólito Moura, Antônio Lisboa, Edmilson Ferreira, Raimundo Caetano, Severino Feitosa e Daudete Bandeira, Oliveira de Panelas, bandas de pífanos, o forrozeiro Valdir Santos, o coquista Herbert Lucena, João do Pife de Caruaru, Tavares da Gaita, e tantos outros gênios do improviso e da poesia nordestina.
Em 2006 recebeu o prêmio "Talentos da Maturidade", promovido pelo Banco Real na categoria Contador de História, com a história “Minha viola, minha vida”.
Em nove de maio de 2008, Zé Vicente partiu para cantar com outros poetas no céu. Figura lendária da tradicional cantoria paraibana e da cultura popular brasileira. “O velho cantador” permanece presente entre as novas gerações da viola, como símbolo de grande representatividade artístico-cultural e exemplo de dom e talento.

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