06/12/22

A HISTÓRIA DO COLÉGIO DIOCESANO. por Hélio Fernando de Vasconcelos Florêncio

O grande destaque dessa foto, do final da década de 1920, da Praça Dantas Barreto, que a partir de 1931 receberia o nome de Praça Juvêncio Mariz e que a partir de meados da década de 1980 passaria a se chamar Praça Senador Teotônio Vilela, praça onde atualmente estão edificados os Blocos A e B da Prefeitura, além da sua beleza, é o nome lido na fachada, no destaque em vermelho, no primeiro prédio à direita de nº 71, onde foi fundado em 02/02/1927, o GYMNASIO DE CARUARÚ, atual Colégio Diocesano. A fundação do ginásio foi uma iniciativa do padre Júlio Cabral de Medeiros (vigário da Igreja Matriz e seu primeiro diretor) e dos professores José Florêncio de Souza Leão (vice-diretor) e Luiz Pessoa da Silva (tesoureiro).

Além das dificuldades naturais para manter um ginásio funcionando no interior do estado, nos idos de 1927, havia também a necessidade da legalização da instituição. O primeiro passo foi dado em 1933 quando, por mediação do prefeito Pedro de Souza, foi montada uma parceria entre o então Gymnasio de Caruaru e o Colégio Oswaldo Cruz do Recife, de propriedade e direção do professor Aluízio Pessoa de Araújo. O Gymnasio Caruaru passou a funcionar como uma filial daquela escola, permanecendo, inicialmente, o padre Júlio Cabral de Melo ainda como seu diretor e funcionando no mesmo local, observado na foto, da então já denominada Praça Juvêncio Mariz.

Nessa nova etapa, ainda em dezembro de 1933, o Dr. Luiz Pessoa da Silva, que tinha permanecido como professor, passou a responder pela Direção Geral. Na oportunidade, o estabelecimento requereu a fiscalização federal, quando, após inspeção preliminar em fevereiro de 1934, foi equiparado ao Colégio Pedro II do Rio de Janeiro, Na oportunidade, recebeu da senhora Lúcia Montenegro Barboza, recém nomeada Inspetora Federal junto ao Ginásio de Caruaru, autorização para realizar os Exames de Admissão. No ano de 1934, o Ginásio juntamente com a Academia de Comércio (Curso de Contabilidade), após aquisição do antigo sobrado de residência do prefeito João Salvador dos Santos, mudou-se para a Rua Sete de Setembro, no mesmo local onde anos depois funcionaria o Ginásio Sete de Setembro, que também se tornaria bastante tradicional.

Em 1936 Dr. Luiz Pessoa da Silva se associando ao comerciante José Galindo de Souza comprou de volta o Ginásio de Caruaru ao professor Aluízio Pessoa. Essa sociedade se manteria por mais alguns anos, até que o professor Dr. Luiz Pessoa da Silva comprou a parte de seu sócio, tornando-se seu o único proprietário. Daí para frente, a escola foi se afirmando como referência na educação privada da cidade, ganhando credibilidade e ampliando o número de alunos. Diante dessas condições, Dr. Luiz Pessoa iniciou a construção do moderno prédio na Rua Deputado Souto Filho, mesma ocasião que adquiriu as instalações da primitiva e extinta Faculdade de Odontologia (da qual foi o idealizador), na Avenida Manoel de Freitas, locais para onde o Gymnasio de Caruaru foi transferido no ano de 1941.

Posteriormente, no final da década de 40, com a introdução do curso científico, o Ginásio de Caruaru passou a ser denominado Colégio de Caruaru. Em 1960, Dom Augusto de Carvalho, o segundo bispo de Caruaru, em nome da Diocese, comprou o colégio ao professor Luiz Pessoa da Silva - em termos de instalações físicas somente o prédio da Rua Deputado Souto Filho - com o colégio passando a funcionar a partir de 1961 sob a denominação de Colégio Diocesano de Caruaru. O Colégio Diocesano é uma instituição considerada, já há um bom tempo, como um dos melhores educandários de todo interior do estado. Colégio do qual tive o prazer e a honra de ser aluno por 6 (seis) anos e professor, quando estudante de engenharia, por 3 (três) anos. O Colégio Diocesano é o terceiro educandário mais antigo em funcionamento de Caruaru, sendo superado apenas pelo Colégio das Freiras vindo de 08/09/1920 e pelo Grupo Escolar Vicente Monteiro, este o mais antigo, de 23/01/1896.


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