Ano após ano, o centro velho do Recife vem apodrecendo diante dos olhos indiferentes de quem deveria proteger e preservar aquele patrimônio.
Hoje, no aniversário do Recife e de Olinda, por mais que a data mereça, não vejo motivos para festas.
Quando roubaram o letreiro original em bronze da fachada do São Luiz e parte dos tubos também em bronze da Ponte da Boa Vista, em 2007, nem de longe se imaginava o que estava por vir.
Roubo de placas históricas com informações importantes, como as da fachada do Arquivo Público e das pilastras da Ponte Maurício de Nassau; elementos artísticos e pedaços de monumentos arrancados; roubo de bustos como o de Frei Caneca e estátuas como a do finado e belo "Monumento ao Mascate"; prédios emblemáticos como o do Diário de Pernambuco servindo de abrigo de marginais e o do Liceu de Artes e Ofícios se dissolvendo; barracos erguidos na calçada da Capela Dourada, afastando dali fiéis e turistas; lixo; escuridão; mau cheiro; violência.

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