Foi com grande satisfação que acompanhei a minissérie sobre a vida do ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek de Oliveira apresentada na TV Globo, afinal a televisão é, atualmente, o maior meio de comunicação de massa que se pode dispor para educar, e a EDUCAÇÃO significa o melhor caminho para que o povo brasileiro assegure seu rumo certo para um futuro mais digno. “Povo que não tem memória não tem história”, baseada nesse raciocínio tenho vibrado quando vejo na TV, ao alcance de todas as camadas sociais, a nossa história, a História do Brasil, sendo contada, mostrada, conhecida e aprendida pelas novas gerações. Isso é muito importante para uma verdadeira Nação. Diante desse contexto, procuro não perder nenhum capítulo de todos os maravilhosos trabalhos que apresentam uma época dos nossos antepassados, assim foi com a história de Euclides da Cunha, em Desejo, Casa das Sete Mulheres, (que até comprei o livro) e outras tantas preciosidades. Porém acho de fundamental importância que não se fuja do que realmente aconteceu. Quanto mais realidade e fidelidade aos acontecimentos, aos costumes, arquitetura, figurinos, hábitos, etc, daquele momento, melhor para o público. É fundamental essa coerência, o que até certo ponto os elencos têm demonstrado. (No meu caso, ainda menina, acompanhava nas extintas Revistas Cruzeiro e Manchete as aparições públicas da família de JK e lembro alguns detalhes chegando a ser muito bom ver que na tela se retrata o mais fiel possível a HISTÓRIA como ela é). O mesmo aconteceu no filme: “Getúlio”, sobre o ex-presidente brasileiro que se suicidou saindo da vida pra entrar na História.
No entanto, lendo o nosso Diário de Pernambuco, constatei, na coluna do jornalista Sebastião Nery, que houve críticas acirradas contra o contexto divulgado aos telespectadores. Chegaram a intitular a matéria de: “O JK da série doida”, inclusive porque o próprio comentarista, jornalista e escritor, conheceu o personagem e detalhou alguns aspectos de sua personalidade e agora está lançando o Livro: “Ninguém Me Contou, Eu vi”, trazendo relatos vividos e presenciados por ele.
Estamos num momento, por tudo que tem nos acontecido na área da política, em que as pessoas fazem questão de não serem mais enganadas, pois não se pode mais acreditar em nada que se ver ler ou escuta, sem procurar conferir. Chega de mentiras! Estamos fartos de farsa e conversa mole. Um trabalho desse porte é uma preciosidade, um documentário, tem que ser tratado com seriedade por ser sociologia pura. Então, fica um apelo para que o povo brasileiro, que na sua maioria não gosta de ler, pelo menos seja informado, esclarecido através dos meios de comunicação, dos fatos históricos desse país, com veracidade, quanto mais real melhor, numa didática de transmitir e ensinar pela telinha aquilo que não se busca nos livros nem arquivos. A verdade, por mais cruel que seja é sempre mais bem-vinda do que uma manipulação, pois cedo ou tarde cai a máscara e fica a decepção.
Assim se faz alguma coisa em prol do conhecimento de um pouco da nossa História de maneira simples, fácil e prazerosa, fazendo um grande favor aos brasileiros que não podem ignorar nem tão pouco aprender erradamente sobre os vultos influentes e modificadores de uma época, por sinal, até certo ponto, recente.
os autores, Maria Adelaide Amaral e toda sua equipe merecem nosso aplauso como também o elenco que se esmera em retratar fielmente os personagens, ficando a sugestão de não se afastar do que realmente aconteceu, mesmo sabendo que é necessário um pouco de ficção, mas, insisto quanto mais realismo melhor, mesmo porque é salutar saber da verdade sem enganação nem distorções para não haver contradição nem equívoco. É maravilhoso se enveredar pelo passado, como um arqueólogo reconstituindo peças que nos leva a descobrir os porquês das coisas, pois um povo sem memória histórica, sem culto ao passado, que desconhece suas origens, não tem futuro.
Que a Revista VEJA que se mantém como mais conceituada no meio de informação séria, verídica, atual corajosa e acreditável, publique reportagem completa sobre a vida e obra do falecido ex-presidente, JK, a fim de que possamos tirar as dúvidas sobre tão interessante assunto.


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