Tempo da simplicidade,
Que caminhei sem pressa,
Que pouco medo despertava,
Que via tudo bem ali,
Que nenhuma sombra vislumbrava,
Porque a vida era assim.
Tempo que brincava sem horas,
Que não passava correndo,
Que ocupava lá fora,
As brincadeiras sutis.
Tempo que moveu o tempo,
Para um novo tempo,
Tão estranho tempo,
Onde não tenho tempo,
De guardar o tempo,
Porque tudo é líquido e veloz...
Onde não consigo acompanhar o tempo,
De infinitas percepções e informações,
E nas esquinas e estradas da vida,
Corro atrás do tempo,
Que se esvai no tempo,
Que perdeu o tempo,
Que não dá mais tempo,
Para tudo recomeçar...
Agora, o que vou fazer?
Correr confusamente,
Contra o tempo, que não me dá mais tempo,
De alcançar o tempo, para tudo realizar...
Paro em agonia,
Vendo o tempo acelerar,
E eu só a imaginar,
Como vou fazer,
Para o tempo acompanhar,
Vinda daquele tempo,
Em que podia sonhar,
Pra chegar nesse tempo,
Que é puro acelerar...
Mas que tempo!
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| Lucimary Passos |
Poesia criada, na manhã, desse 07 de setembro de 2023, às 05:48 de uma manhã nublada, um pouco fria, onde o tempo já fugia...
Caruaru, 07.09.2023


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