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01/02/19

II Batista Bíblica recebe presidente da Câmara neste domingo


A Segunda Igreja Batista Bíblica em Caruaru estará recebendo a presença do presidente da Câmara Municipal de Caruaru, Lula Torres, neste domingo, 3.

A programação festiva ainda contará com a participação de Jaelcio Tenório que vai ministrar a Palavra.

A II Igreja Batista Bíblica fica na rua Arquimedes Fabrício, 317. Jardim Liberdade (próx. ao Colégio Gianete Silva). O culto começa às 19 horas.

12/12/18

Ex-integrante da banda Yahoo, Sergio Knust morre aos 52 anos

Corpo do guitarrista, que sofreu acidente de carro, foi encontrado nesta segunda-feira (10), em Nova Friburgo (RJ)

O músico Sergio Knust, ex-guitarrista da banda Yahoo e Novo Som morreu aos 52 anos. Ele estava desaparecido desde uma apresentação na noite de sábado (8). A família registrou o sumiço do artista no domingo (9), mas seu corpo só foi encontrado na manhã da segunda-feira (10). O guitarrista sofreu um acidente de carro em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro.
Por 15 anos, Sergio Knust integrou na banda Yahoo. Formado em 1988, o grupo fez sucesso em trilhas de novelas, com hits como Mordida de amor, Caminhos de sol e Sonho encantado. O guitarrista ocupou a vaga deixada por Robertinho do Recife, em 1990.

Após sair deixar a banda, no início dos anos 2000, Knust integrou o Novo Som, grupo que une o estilos gospel e pop rock. Ao longo da carreira, ele trabalhou com as cantoras Aline Barros, Tânia Mara e Wanessa Camargo.



O veículo do guitarrista caiu numa ribanceira na estrada que liga Nova Friburgo a Teresópolis, próximo a um espaço de eventos na saída da cidade de Friburgo. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma pessoa que trabalha no local viu o carro caído em meio à vegetação assim que chegou pela manhã, e acionou as autoridades.

Quando a equipe de resgate chegou ao local, encontrou o músico já morto, segundo informações do portal A Voz da Serra. A perícia foi acionada por agentes da Polícia Rodoviária para colherem evidências das circunstâncias que causaram o acidente, já que na pista não há marcas de pneu, assim como na vegetação que cobre a área. Há a suspeita que o veículo de Sérgio Knust tenha capotado na curva e descido a ribanceira, parando atrás de uma casa.


O corpo do guitarrista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Nova Friburgo, onde será examinado para determinar as causas da morte. Sérgio Knust havia se apresentado na cidade na Queijaria Escola, no distrito de Conquista.
Sérgio deixa a esposa, Lana Rodes (atriz e cantora) e a filha Manuela. A família ainda não divulgou informações sobre o velório e sepultamento. “A todos que se mobilizaram em orações e buscas, nossos sinceros agradecimentos. Infelizmente coube a mim informar que meu irmão deixa esse mundo. Seu carro foi encontrado hoje, após uma capotagem, e ele não resistiu. Estamos com o coração triste, em oração, para que ele seja recebido em paz junto a Deus!”, disse a irmã do músico, Andréa Knust.

Carreira

Cristão, Sérgio Knust era um requisitado músico no meio gospel e secular. Nos anos 1990 estudou Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e formou-se bacharel em violão pelo Conservatório Brasileiro de Música.

Multi-instrumentista, compositor e arranjador, tocou em bandas como Novo Som e Yahoo, além de tocar e gravar com artistas diversos, como Aline Barros, Davi Sacer, Marina de Oliveira, Cassiane, Fernanda Brum, Bruna Karla, Gisele Nascimento, Michelle Nascimento, Jozyanne, Wanessa Camargo, Fagner, Dudu Falcão, Tânia Mara, Fafá de Belém, LS Jack e Eliana, entre outros.

Ao longo dos anos 2000, teve composições gravadas por artistas como Flordelis, Pedro & Thiago, Wanessa Camargo e Xuxa. O músico, que completaria 53 anos no próximo dia 19, atualmente se dedicava a dar aulas na Cidade das Artes, e planejava uma mudança para Nova Friburgo para iniciar parcerias com músicos locais.

Nas redes sociais, o cantor e pastor Kleber Lucas lamentou a partida do amigo: “É desse sorriso que vou me lembrar para sempre! Descanse, meu mano”.

“Notícia triste, mais um amigo se foi de maneira trágica. Meu Deus que dias difíceis”, escreveu o pastor, cantor, compositor e produtor Emerson Pinheiro. “Lamentamos muito por essa grande perda para a nossa música e para a humanidade”, publicou Jairo Bonfim”.

Davi Sacer, que trabalhou com o músico, também manifestou pesar: “Triste notícia! Perdemos um dos melhores guitarristas que conheci”.

Fonte: GospelMais


19/11/18

Edmilson do Salgado vai à Juazeiro pedalando


O vereador Edmilson do Salgado (PCdoB) já está de volta à Caruaru, mas acaba de chegar de sua 15ª viagem de bicicleta para Juazeiro da Norte – Ceará, rumo ao Santuário de Padre Cícero. 

São de 160 km com pernoite em Cruzeiro do Nordeste; depois, mais 150 kms com descanso em Serra Talhada; em seguida, cortando o Sertão, mais 170 até Missão Velha (CE) e, enfim de romaria pedalando, mais 46 kms com a chegada a Juazeiro do Norte – com visita à Matriz e todo o conjunto de monumentos do santuário do Padre Cícero. Junto com amigos e familiares.

Foram 526 km de bicicleta percorridos. "Juazeiro do Padre Cícero é uma tradição de fé e devoção iniciada há 15 anos" comentou o vereador.

31/10/18

501 anos da Reforma Protestante - A Reforma Protestante em 5 pontos


O lema da revolução espiritual da Reforma Protestante continua vivo e pertinente: “Ecclesia reformata, semper reformanda est”, em bom português, “Igreja reformada, sempre se reformando”. Aqui vai um guia para as 5 Solas, os princípios que nortearam o movimento:

“Toda escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (1Tm 3.16,17)

Durante a Idade Média a Igreja Cristã perdeu de vista que o único referencial autorizativo para questões de fé e prática é a Bíblia Sagrada, também denominada de Escritura. A tradição, a palavra do Papa, as decisões dos Concílios, a razão e os sentimentos se introduziram como “concorrentes”. A Reforma do século XVI resgatou o princípio de que somente a Palavra de Deus pode decidir sobre o que deve ser crido e como a vida cristã deve ser vivida. Diante do tribunal que exigia sua retratação, Lutero disse: “Minha consciência está alicerçada pela Palavra de Deus […] Assim Deus me ajude. Amém!”

SÓ A GRAÇA:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9)

“Graça é o favor divino, imerecido, que elege, redime, regenera e preserva o pecador para promovê-lo ao céu”. Com o passar dos séculos, a Igreja cristã introduziu na sua compreensão de salvação a ideia do mérito, desviando-se do padrão apostólico original. Na teologia medieval, formulada por Tomás de Aquino, a natureza humana passou a ser considerada potencialmente boa, rompendo-se radicalmente com o conceito bíblico, também defendido por Agostinho, de que o homem nasce com o coração corrompido. “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.10-13)

SÓ A FÉ:

“[…] visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1.17)

A justificação somente pela fé foi a grande redescoberta que proporcionou a conversão de Martinho Lutero. Por muitos anos, desde que se tornara monge agostiniano, sua alma permanecia sem paz, uma vez que a doutrina oficial da Igreja dizia que a salvação era alcançada através das obras. A Reforma começou com a negação radical dessa ideia antibíblica, quando Lutero fixou suas 95 teses na porta da Igreja em Wittemberg como uma reação à infame venda de indulgências – certificado emitido pelo Papa e vendido para quem desejasse ter seus pecados perdoados. “O homem não é justificado por obras da lei e sim mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 2.16). Esse foi o entendimento e o ensino claro dos apóstolos sobre o único meio através do qual o pecador pode ser salvo – mediante a fé!

SÓ JESUS CRISTO:

“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12)

O único Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo. Esse foi o ensino apostólico: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Na era medieval, a Igreja se distanciou desse padrão introduzindo os sacerdotes, os santos, a própria Igreja e a Virgem Maria como mediadores concorrentes de Jesus Cristo. A Reforma enxergou com clareza esse desvio e o corrigiu, retornando ao padrão apostólico. Ninguém pode usurpar o lugar exclusivo de Jesus Cristo na salvação dos homens – Só Ele conseguiu viver sem pecar contra Lei de Deus e só Ele morreu como um inocente no lugar de pecadores culpados. Ele é o “Cordeiro de Deus” (Jo 1.36)

SÓ A GLÓRIA DE DEUS:

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31)

A mais exigente declaração dentre os cinco pontos cardeais da Reforma é essa que estabelece toda glória a Deus. A era medieval corrompeu aos poucos esse padrão apostólico, transformando a fé cristã numa religião centrada no homem e não em Deus. A doutrina exaltava o homem, o culto era antropocêntrico, a Igreja transformou-se numa agência política e o sacerdócio era mais profano do que sagrado. O espetáculo da idolatria reinante na cristandade medieval era a mais gritante evidência de que o interesse pela glória de Deus havia sido abandonado. A teologia de João Calvino enfatiza compreensivelmente a soberania divina pela simples razão de tributar toda glória a Deus. O luterano J.S. Bach assinava todas as suas partituras com SDG, “Soli Deo Gloria”.

Texto retirado do folheto da Igreja Presbiteriana Cidade Nova em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante.

17/06/18

O perfume do amor e a essência da adoração

Maria derrama um caro perfume sobre os pés de Jesus, para depois enxugá-los com seus cabelos. (Imagem: Youtube)
“E, estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lhe sobre a cabeça, quando ele estava assentado.” (Mateus 26.6 e 7)
Existem ao menos quatro tipos de perfume, sendo que cada um pode representar um tipo de amor: o amor passageiro, que logo termina; o amor mais emotivo, mais inconstante; o amor consciente, mais controlado; e o amor que ultrapassa o tempo, que entra para a eternidade. Este tipo de amor é o mais raro e valioso.
A essência do perfume mais barata é a cítrica, pois é considerada mais leve, com menor aroma, um tipo de perfume que representa o nível menor de amor, que no grego pode ser representado pela palavra “eros”, que é o amor erótico, baseado em aparência, um amor passageiro.
O outro tipo de essência do perfume, que representa o amor emotivo, mas inconstante, é a essência apimentada, que possui algum valor monetário. Esse tipo de perfume representa o amor “storge”, que é o amor afetivo. Apesar de ser um tipo de amor valioso, ele é inconstante e limitado.
Também existe o perfume amadeirado, que representa o amor consciente, que é mais forte, com uma essência mais pura e que marca mais onde passa, tornando o seu valor ainda maior. Esse tipo de essência representa o amor “fileo”, que é um amor equilibrado, porém controlado e limitado.
O perfume de maior valor é o que tem a sua essência oleosa, que representa o maior tipo de amor, o amor perfeito, que é o amor “ágape”. Este tipo de amor é o mais raro e valioso. Muitos consideram este o modelo de amor divino, amor incondicional e cultivado conscientemente. É o amor perfeito.
Na Palavra de Deus, existe a história de Maria de Betânia, uma mulher que expressou o mais alto nível de amor, quando decidiu ofertar uma essência pura, de grande valor. A história desta mulher é tema de um dos livros que escrevi, o livro “Maria de Betânia, A Face do Amor”. Nele falo sobre como esta mulher conseguiu demostrar o mais belo sentimento por Jesus Cristo.
Essa mulher humilde conseguiu demonstrar o valor de seu sentimento por Jesus Cristo, quando derramou sobre o Senhor o que ela tinha de melhor, conforme no texto em epígrafe. Ela doou o que tinha de mais valioso, que era uma essência cujo valor era equivalente a um ano de trabalho. Por isso, diante da sua atitude, Maria se tornou um modelo de adoração.
Isso aconteceu quando Jesus Cristo estava participando de uma ceia, na casa de Simão, o leproso. Naquela ocasião, em meio aos convidados, Maria surpreende a todos derramando o perfume sobre Jesus Cristo. A Bíblia diz que aquela ceia havia sido organizada para o Senhor: “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele” (João 12.2).
Maria derramou nos pés de Jesus um frasco inteiro de um unguento caríssimo, uma essência oleosa, representando o amor mais precioso. Maria “[...] tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (João 12.3).
Judas Iscariotes criticou a atitude de Maria, argumentando que o vaor daquele perfume poderia ajudar aos pobres, pois tratava-se de um “nardo puro”, cujo valor era de cerca de “trezentos denários”. Porém, Judas foi repreendido pelo Senhor Jesus, pois aquele gesto representava o maior amor, o amor “ágape”.
A essência de Nardo (Nardostachys jatamansi) era feita a partir de uma planta originária do Nepal, China e Índia. Portanto, era uma essência valiosa, um óleo usado como perfume ou para fins medicinais. Este óleo vinha dentro de um vaso, que no caso de Maria era o de alabastro, um tipo de cerâmica especial.
Maria de Betânia demonstrou um tipo de amor valioso, cujo perfume pode ser refletido através de toda a obra de Deus em favor da humanidade. Este amor é chamado no hebraico de “ahava”, um amor puro e verdadeiro.
A palavra hebraica “ahava” nasce a partir de duas outras palavras, que são “hav” e “ahav”, a primeira palavra significa “dar”, enquanto que a segunda significa “amado”. A junção destas duas expressões hebraicas forma à palavra utilizada para exprimir amor, o que significa que “dar é fundamental para amar”.
A Bíblia é um livro que expressa este mais puro amor, ela fala de Deus que criou o mundo para amar, e ainda que o homem tenha caído, ele ainda continuou amando. O amor de Deus é demonstrado por meio da sua doação, da sua oferta.
A Palavra de Deus diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16).
A Bíblia revela este amor de maneira tremenda, de várias formas, com todos os níveis, e a definição do amor vem exatamente da palavra de Deus. E este amor deve ser compartilhado como um perfume que se espalha no ar, alcançando toda a humanidade.
Na época de Jesus Cristo, quando Maria de Betânia derramou sobre ele aquele perfume, havia o costume das noivas trabalharem durante todo o ano para comprar a essência que seria derramada sobre o noivo na lua de mel. O gesto de Maria de Betânia representava que ela o amava e queria ter um relacionamento verdadeiro com Jesus, tipificando a Igreja.
A Igreja é a noiva que um dia será buscada por Jesus Cristo, mas que precisa trabalhar para ter o que oferecer ao Senhor naquele grande dia. Por isso, a Igreja precisa trabalhar e amar ao Senhor com todas as suas forças, pois assim conseguirá oferecer a essência da adoração de maneira verdadeira e sincera.

Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

14/05/18

Campanha chama igrejas evangélicas à oração pelas crianças e adolescentes socialmente vulneráveis


“Fui alcançada pela graça de Deus por meio da minha tia Alda, irmã do meu pai. Debaixo de uma frondosa árvore tamarindeira no sertão de Pernambuco. Ela contou uma história pela qual entendi que Jesus queria entrar no meu coração e limpar toda a sujeira presente ali. Gostei da ideia. Jesus passou a ser meu companheiro, depois meu salvador, mais tarde meu conselheiro e finalmente meu Senhor e Rei.”
O trecho do relato de Elsie Gilbert mostra como a graça salvadora de Deus atravessa gerações e alcança as crianças. É com gratidão por essa fidelidade de Deus que a Rede Mãos Dadas convida a igreja brasileira a participar do 23º Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças e Adolescentes Vulneráveis.
O mutirão acontece no período de 1 a 3 de junho e é uma oportunidade de interceder pelas crianças e adolescentes que por motivos diversos e complexos são privadas de um lar seguro, onde possam dar e receber afeto, bem como ter todas as demais condições básicas para se desenvolverem de forma saudável.
O tema da campanha deste ano, baseado em Salmos 100.1-2, 5, “Fidelidade de Geração em Geração”, é um convite para agradecer a Deus por tudo que ele já fez pelas crianças, enxergar o que Ele está fazendo e orar com confiança pelo o que Ele fará.
Para os interessados em participar do mutirão, a Rede Mãos Dadas oferece gratuitamente diversos conteúdos e ferramentas que auxiliam na execução da campanha. No site você encontra o Guia da Campanha com estudo bíblico, dinâmica de oração para crianças, uma história de oração, dados, motivos de oração etc; Apresentação em Power Point ou Prezi (Animada) para cultos ou reuniões em grupos; e ainda a Declaração da Rede Mãos Dadas sobre Direito à Convivência Familiar e Comunitária.
De acordo com a Rede Mãos Dadas, “o objetivo destas atividades é mobilizar nossos leitores à oração. Queremos que eles se sintam desafiados e encorajados a realizarem momentos de oração em grupo onde quer que tenham influência para assim proceder. Com 23 mutirões realizados, podemos dizer que uma geração inteira cresceu debaixo de nossas orações. Daí o apelo para que gastemos um pouco de tempo em agradecimento por tudo o que Deus já fez.”
Como surgiu o Mutirão de Oração pelas Crianças e Adolescentes Vulneráveis
O Mutirão Mundial de Oração por Crianças Socialmente Vulneráveis foi a princípio uma iniciativa de uma rede de organizações sociais cristãs que se chamava Viva Network e que tinha abrangência global. Hoje é uma iniciativa da Viva, agora uma organização formal sediada na Inglaterra. A Rede Mãos Dadas começou a divulgar esta iniciativa no Brasil em 2003. De lá para cá, todos os anos, milhares de cristãos no Brasil se reúnem para interceder pelas crianças na primeira semana de junho. Nos levantamentos feitos até hoje constatou-se um fato curioso, que a maioria dos intercessores do mutirão são eles mesmos crianças. No ano passado relatórios postados no site da Rede Mãos Dadas demonstram que aproximadamente 56.885 pessoas oraram.
A vigésima terceira edição da campanha será realizada no Brasil pela Rede Mãos Dadas com o apoio financeiro da Junta de Missões Mundiais, Visão Mundial e Editora Ultimato, Missão Aliança, ACRIDAS e Exército de Salvação. Duas redes parceiras se empenham na divulgação do mutirão para o Brasil: Aliança Evangélica e RENAS. E contará com o compromisso de todos os parceiros institucionais da Rede Mãos Dadas com divulgação e execução nas suas redes de contatos.
Contato para mais informações: elsie@maosdadas.org ou cartas@maosdadas.org. Fonte: Ultimato

13/05/18

Você já orou por seu filho hoje? - por Jénerson Alves


Contexto blogweb

Uma simples ação desenvolvida pelo projeto Desperta Débora em Caruaru-PE me levou à reflexão. No centro da cidade, mulheres apresentavam uma faixa com esta indagação: “Você já orou por seu filho hoje?” Mais do que uma simples pergunta, o questionamento representa a necessidade de os pais conquistarem o coração dos filhos para os desígnios do Senhor.

Ora, a ausência de exemplos dos pais na caminhada da fé pode gerar muitos danos para os filhos. No livro Faith of the Fatherless: The Psychology of Atheism (“A fé dos Orfãos: A Psicologia do Ateísmo”), o psicólogo americano Paul Vitz mostra que grandes expoentes do ateísmo tiveram problemas com os pais, a exemplo de Sigmund Freud, Joseph Stalin, Jean-Paul Sartre e até Adolf Hitler e Richard Dawkins.

Um estudo divulgado pelo grupo Barna há alguns anos mostrava que, em média, três em cada cinco jovens cristãos abandonam a igreja após completar 15 anos de idade. Um dos principais motivos apresentados para esse fato é a experiência superficial com o cristianismo.

E não há nada mais profundo do que uma família que se entrega ao Senhor. Há na História da Igreja inúmeros exemplos de pessoas que tiveram a vida transformada por causa da ação de parentes. Porém, um dos relatos mais expressivos é o de Agostinho. Filho da piedosa cristã Mônica e do pagão Patrício, ele próprio chegou a dizer que bebeu do amor de Cristo através do leite da mãe. Porém, durante a juventude, abandonou a fé e entregou-se aos prazeres e à seita dos maniqueus, afundando sua vida em problemas. Apenas aos 32 anos regressa à fé que lhe ensinara sua mãe e tornou-se uma das mais proeminentes figuras do Cristianismo, com reconhecimento incontestável até os dias de hoje.

Vemos que as orações e as lágrimas de uma mãe podem produzir verdadeiros heróis da fé. O pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes afirma: “Os pais e as mães precisam ser modelos para os seus filhos. Não ensinamos apenas com palavras, mas, sobretudo, com exemplo. Um exemplo vale mais do que mil palavras. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz de fazê-lo. Os pais e as mães precisam ser coerentes. Eles precisam viver o que ensinam e ensinar o que vivem. Eles precisam ser o espelho de seus filhos. O espelho é mudo, mas é eloquente”.

Somente com bons exemplos de cristãos, de todas as gerações, atuando juntos na família, sob a liderança do Espírito Santo, cumpriremos o propósito do Senhor Deus para este tempo, deixando um legado às próximas gerações a contribuindo para a expansão do Reino de Deus na terra.

01/04/18

PÁSCOA: ELE É O MEU ÊXODO E A MINHA ALEGRIA! Caio Fábio


Na Páscoa verdadeira acontecem duas mortes: a do Cordeiro e daqueles por quem Ele morreu.
Na morte de Jesus eu não escapei da morte, eu morri com Ele, a fim de poder viver com Ele.
Se Jesus morreu, mas eu escapei de morrer com Ele, significa que Ele não morreu por mim...
Entretanto, Jesus morreu por mim independentemente de que eu tenha aceitado morrer com Ele, em Sua morte.

Assim a Graça principia...
Afinal, Cristo Jesus deu a vida por nós, sendo nós ainda alienados Dele por completo.
Todavia, uma vez que eu celebre a Páscoa como morte de Jesus, o Cordeiro, por mim, então, por tal consciência, segundo Paulo, eu devo também me considerar morto para o pecado e vivo para Deus.

É como tudo o mais que seja de Deus!...

Começa sempre unilateral, mas, depois que existe consciência e alguma fé, o que se diz aos discípulos é o seguinte: Você quer perdão..., mais perdão..., perdão sempre... — então, perdoe sempre, até 70 x 7 num único dia!
É por isto que somente os misericordiosos alcançam misericórdia sempre!

Entretanto, em Páscoas de Ovo... — não há lugar para a Cruz, e, muito menos, para se celebrar a nossa própria morte com Jesus.

Ninguém quer morrer...
Todo mundo quer viver, viver e viver.
Mas não há vida em Jesus sem que eu aceite que a morte de Jesus quer ser a minha morte...

Este é o ensino de Paulo o tempo todo, à exaustão.

O convite da Páscoa existencial do Novo Testamento é para que nós nos conformemos com Jesus na Sua morte, a fim de obtermos superior ressurreição.

E mais:
No ensino de Paulo o morrer com Jesus, o aceitar as implicações de Sua morte, trazia como conseqüência a consciência de nossa morte para o viver segundo o capricho, o egoísmo, o “si-mesmo”.
Entretanto, Paulo diz: “Fazei morrer a vossa natureza terrena”... — e a descreve tal natureza como sendo aquilo que mata a alma e o espírito; a saber: maldade, luxuria, inveja, prostituição, amargura, ódio, gritarias e maldade no falar; entre tantas outras coisas.

Assim, a verdadeira Páscoa existencial, segundo o Evangelho, é todo dia; e é algo que a gente faz...

Existe a dimensão do “fazei” no Novo Testamento!

Está Tudo Feito para que, em mim, possa ser feito; e em tal tarefa sou colaborador de Deus, abrindo o ser para que a operação do Espírito não encontre o pior adversário da Graça, que é a nossa própria indisposição de aceitarmos a cura como morte... em Jesus.

Sim! Nossa cura é morrermos; a fim de que possamos provar a outra vida, que não é no além ainda, mas aqui e agora; já.

Hoje, mais do que nunca antes, por imposição do amor de Deus em meu favor na história, sei o que é estar morto enquanto se está vivo.
Antes de tudo..., para mim era como para mim é hoje em termos de compreensão. Todavia, não em termos de real entendimento.
O entendimento é um discernimento engendrado em nós pelo Espírito, em razão do casamento da Palavra e da Experiência. Ora, é isto que nos leva a gloriamos-nos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, experiência e esperança em plenitude.

Desse modo, tive que sentir na carne o significado de estar morto para o mundo, para todo o mundo e pra todo mundo, ao ponto de virar um fantasma, ao ponto de não ser conhecido nem pelos mais conhecidos, ao ponto de me perguntar: Mas como não vêem que eu sou ainda eu mesmo em Cristo?
Entretanto, dou muitas graças a Deus pela experiência da morte; e, creia, até me alegro quando, ainda hoje, sou tratado como morto — pois, aprendi como é grande a liberdade de um morto!

Na realidade me refiro de modo alegórico à minha experiência de morrer ante os sentidos do mundo [incluindo no mundo a “igreja”], pois, foi por ela, pela libertação do Super-Ego do Mundo sobre mim, que pude provar a alegria de outra vez servir a Deus como no principio de tudo: livre e alegremente.

Hoje sinto que já há grupos querendo diminuir a minha Páscoa em Jesus.
Sim! Já há pessoas querendo dizer que “expressões” devo usar ou não. Rsrsrs.
Tolos. Não vêem que estou morto para os caprichos de vocês!

Não queriam que eu voltasse a falar nunca mais!...

Agora querem me censurar em nome do pudor e das boas expressões da religião!...

É mais ou menos assim...
Antes gritavam:
Matemo-lo!
Como não mataram, então, dizem:
Vistamo-lo!

Ora, digo isto apenas para ilustrar o fato que, quando morremos com Jesus, quando nossa reputação, justiça-própria, glória, honra, e tudo quanto seja importante e elevado entre os homens, acaba para nós, então, aí é que começa a vida.

Com isto não recomendo a ninguém a experiência da busca de uma catástrofe. Apenas digo que é pelo querer, pelo fazer, pela decisão... que se pode, dia a dia, ir fazendo morrer a nossa natureza terrena; na mesma medida em que apenas nos gloriemos em Jesus, na Cruz, na Vida que é; e, assim, vivamos em novidade de vida; não segundo o mundo; não para chocar ninguém; mas apenas para dar o testemunho da nova consciência segundo a fé, que é pura para comer e beber com gratidão, e feliz para testemunhar somente pela alegria da libertação.

Todavia, saiba:
Uma das primeiras manifestações de que de fato morremos com Jesus, é o abdicar de toda importância humana que se contraponha à simplicidade do que seja a Verdade em Jesus.

E mais:
Os mortos já não têm mais divida alguma!
Quem serão os credores que entrarão na morte para cobrar ao morto? Sim! Se o morto morreu em Jesus, na Cruz?

Paulo diz: Aquele que morreu já não tem dívidas!
Assim, fique livre para andar livre; e isto só acontece quando se caminha exclusivamente segundo o Evangelho.

Desse modo, estou ressuscitado com Jesus. E, por causa Dele, a morte já não tem domínio sobre mim.

Todo dia é uma nova vida!

Nele, que é a nossa Páscoa,

31/03/18

Jesus nunca fez segredo de que ressuscitaria ao terceiro dia


Em seu discurso no dia de Pentecostes, Pedro declarou à multidão: “Deus ressuscitou Jesus, livrando-o do poder da morte, porque não era possível que a morte o dominasse” (At 2.24, NTLH).
Essa convicção inabalável e contagiante de Pedro nasceu quando ele viu o túmulo de José de Arimateia vazio e quando Jesus em pessoa apareceu para ele e os demais discípulos. Pedro deve ter se lembrado das vezes em que o Senhor anunciava como certa sua ressurreição. Uma coisa (a ressur­reição) confirmava a outra (a promessa da ressurreição).
Na ocasião em que se apresenta como o Bom Pastor, Jesus explica que dá a sua vida para recebê-la de volta. No mesmo discurso, ele decla­ra que tem o poder, ou a autoridade, ou o direito, tanto para entregar sua vida como para tomá-la de novo (Jo 10.17-18).
Logo após a solenidade da transfiguração, ao descer do alto monte, Jesus pediu a Pedro, Tiago e João que fizessem segredo daquele evento “até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos” (Mc 9.9).
– Tenho um Senhor que antecipa com igual ênfase sua morte voluntária e seu retorno à vida.

29/03/18

Lava-Pés - Rubem Amorese


O apóstolo Pedro, já velho, se lembra daquela noite, no cenáculo, tão marcante em sua vida: “Nunca me lavarás os pés!”. Pobre Pedro! Ele nunca vivera, e jamais viveria, uma celebração da Páscoa como aquela.
Daqueles pés que tu lavaste,
O mais imundo era o meu!
Dos corações que confortaste,
Um deles quase se escondeu.
Essa bacia que tomaste!
Quem poderia compreender?
E, de joelhos, te humilhaste;
Súbito exemplo a oferecer.
Não o entenderás agora;
Só depois que eu me for;
Não o esquecerás lá fora,
Será este o teu louvor.
Aqueles pés se recusaram [a]
Da humilhação participar.
Mas sabes bem por onde andaram:
Água e toalha, a trabalhar.
Quantas estradas palmilharam,
Teu evangelho a anunciar!
Mas sabes bem, não se cansaram
De teu amor testemunhar.

Ultimato

18/02/18

A videira e os ramos - John Stott

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Em sua alegoria da videira e dos ramos, é quase certo que Jesus estava pensando em Israel, a videira escolhida que Javé havia plantado em Canaã, e supondo a continuidade entre Israel e a nova comunidade de Deus. A mensagem essencial da alegoria é clara, a saber, que o propósito de Deus é que seu povo frutifique, do mesmo modo que é função da videira produzir uvas.
É surpreendente como muitos cristãos imaginam que ser frutífero signifique ser bem-sucedido em ganhar almas para Cristo. O evangelismo é, de fato, uma parte muito importante em nossa vocação cristã, mas, se observarmos o Antigo e o Novo Testamento, veremos que as uvas na videira de Deus eram a justiça e a retidão, enquanto que no Novo Testamento o fruto do Espírito é a semelhança com Cristo (Is 5; Gl 5.22-23; Cl 1.10).
Quais são, então, os segredos da videira frutífera? O primeiro segredo é a poda da planta. Deus é um jardineiro incansável, podando todo ramo que dá fruto para que frutifique ainda mais. Essa poda é, por certo, uma ilustração do sofrimento e trata-se de um processo drástico. O arbusto é cortado geralmente no outono, o que, para os leigos, parece extremamente cruel. Às vezes resta apenas um toco — nu, cerrado, marcado e mutilado — mas quando a primavera e o verão retornam, os frutos aparecem em abundância. A faca dolorosa da poda esteve em mãos seguras. Alguma forma de sofrimento é praticamente indispensável à santidade.
O segundo segredo da frutificação é a “permanência” dos ramos na videira. Essencialmente, ser um cristão é estar “em Cristo”, organicamente unido a ele. Assim, permanecer em Cristo é manter e desenvolver um relacionamento já existente. Além disso, trata-se de um relacionamento recíproco, uma vez que permanecemos em Cristo e Cristo em nós. Para que ele permaneça em nós, devemos permitir que ele assim o faça, que ele seja cada vez mais aquilo que é: nosso Senhor e o Doador de nossa vida. Mas, para permanecermos em Cristo, devemos ouvir o que ele nos diz, como nos lembra o bispo J. C. Ryle: “Permaneçam em mim. Agarrem-se a mim. Colem-se firmemente em mim. Vivam a vida de comunhão íntima comigo. Cheguem cada vez mais perto. Passem todo o fardo para mim. Lancem todo o peso sobre mim. Nunca se soltem de mim nem por um momento sequer”.

Trecho extraído do livro A Bíblia Toda, o Ano Todo.

04/02/18

CONTRA OS CONTRA TUDO... PARA OS OUTROS! Caio fábio

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Não tenho nada contra os conservadores, contra os liberais, contra os fundamentalistas, contra os amorais, contra os imorais, contra os irreais, contra os viscerais, contra os animais, contra os intelectuais, contra os vegetarianos, contra os marcianos, contra os romanos, contra os islâmicos, contra os cristãos, contra os sacristãos, contra os universais, contra os católicos, contra os evangélicos, contra os budistas, contra os confucionistas, contra os americanos, contra os africanos, contra os gays, contra os heterossexuais, contra os normais, contra os anormais, contra os sãos, contra os loucos, contra os muitos ou contra os poucos. 
Só sou contra uma coisa: que qualquer desses grupos ou convicções sejam intolerantes com as diferenças do outro!
Tirania é sempre a imposição de uma visão contra a de todos!
Creio que todo ser humano tem o direito de viver como crê. Mas também creio que ninguém tem o direito de perseguir quem crê diferente.
Ora, o fato de eu crer no Evangelho não me faz um Contra. Contra é quem não crê no Evangelho. Mas quem crê na Palavra apenas vive a Palavra.
Desde que o Verbo se fez carne que a melhor pregação é a vida encarnada, é o simples ser e existir!
“Que vos amais uns aos outros, para que o mundo creia”, foi a declaração de única possível eficácia do Evangelho feita por Jesus.
O Evangelho não é contra. Ele é favor. É Graça. É vida. É!
Minha inconformação com este século não faz de mim um ser “do contra”, mas sim um ser “em transformação”, e isto se dá no interior. Nesse caso, a mensagem não é um discurso, mas apenas a expressão incontestável da vida na paz e no perdão.

Caio

28/01/18

Velhinhos Gente Boa por Ruben Amorese

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Tenho observado os idosos à minha volta, com a perspectiva do “eu sou você amanhã”. E percebo que já apresentamos, hoje, sinais do que seremos quando nos faltarem forças para sermos gente boa, e sobrar apenas o que realmente somos.

Ao fazer essa avaliação, vejo grande vantagem nos velhinhos sorridentes, alegres, bondosos, de fácil trato, que gostam de gente, de criança, de parque, de viagens em cadeira de rodas, de empregados, de arrumadeiras, de fisioterapeutas, médicos, enfermeiras etc., enchem o peito com o ar da montanha dos balões de oxigênio e sentem carinho num banho de toalha. Velhinhos gente boa. Mesmo quando são maltratados e esquecidos, vivem melhor. E morrem melhor. Talvez porque tenham vivido melhor.

O problema, a meu ver, é como chegar a ser gente boa, de modo que, quando as forças faltarem, sejamos naturalmente assim. Será uma condição que se adquira? Que se aprenda? Que se cultive? Há alguma coisa que eu possa fazer, hoje, para ser um “velhinho gente boa” amanhã?

Em minhas observações, percebo que a maioria dos idosos alegres também são gratos. Sim, agradecem por tudo; e com aquele sorriso enternecedor. Hum, eis meu fio-de-meada: a gratidão traz contentamento; este puxa a alegria; e esta traz felicidade. O coração alegre e feliz atrai companhia; o ingrato afasta; o coração grato nos faz confortáveis no mundo; o ingrato nos faz vítimas dele; o coração grato constrói para si e para os outros; o ingrato é sabotador dos outros e até de si mesmo.

Passando da psicologia para a teologia, penso que não exista gratidão sem alguma consciência de graça. Graça, aqui, é a dádiva imerecida; o presente. Gratidão é o resultado misterioso, em nosso coração, do reconhecimento de que recebemos algo a que não tínhamos direito. Exemplo: se você pagou, não precisa agradecer. Veja como o apóstolo Paulo toca no assunto, ao dizer que Abraão foi justificado pela fé: Ora ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e, sim, como dívida (Rm 4:4). E a razão que apresenta para o cultivo de um coração grato: E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? (1 Co 4:7).

De volta aos velhinhos, penso no poder formador (e conformador) da gratidão. Talvez seja por isso que Paulo insista conosco, em direção a Deus: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (1 Ts 5:18). Já em direção às pessoas ele recomenda: seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos (Cl 3:15). Que verso interessante! O apóstolo insere a gratidão como “ingrediente” de um convívio pacífico e harmônico no corpo de Cristo.

E como podemos cultivar, hoje, esse coração grato, de modo a que venhamos a ser gente boa quando as forças nos faltarem e só restar o que realmente somos? Deixando que a gratidão conforme nossa personalidade. Talvez, num primeiro momento, buscando perceber a graça que existe nas coisas que nos acontecem. Ao reconhecer que coisas boas não vieram de nós mesmos; ao perceber que muito pouco do que temos foi de alguma forma comprado ou pago; ao distinguirmos dádivas nas alegrias e também nas limitações e tristezas, começaremos a percorrer o caminho da gratidão; começaremos a desenvolver em nós uma crescente sensibilidade para “o que nos é dado”, gratuitamente. O resultado é que começaremos a agradecer. Desenvolveremos uma atitude agradecida.

Mas talvez ainda não seja gratidão. Acho que há um passo seguinte; o fenômeno misterioso, que simplesmente acontece em nosso coração: sentimo-nos alegremente gratos.

Claro, poderíamos nos sentir incomodados; revoltados por depender tanto dos outros ou de Deus para ter nossas necessidades satisfeitas. Sim, alguns prefeririam poder adquirir tudo o que precisam, de modo a não dever nada a ninguém. Muito menos a Deus. Certamente, alguns até tentam. (e tendo o conhecimento dele, não o reconhecem como Deus, nem lhe dão graças. Achando-se muito espertos, tornam-se loucos” — minha paráfrase de Rm 1:21,22). E, ao tentar, conscientemente ou não, permitem que atue em seus corações o poder formador da ingratidão. Serão velhinhos rabugentos. Morrerão sozinhos e pedindo para não serem incomodados. Achando que o mundo lhes deve muito, porque foram injustiçados pela vida.

Termino tentando propor (a mim mesmo) a ótica do ditado popular, que sugere “fazer de um limão uma limonada”. Ou seja, buscar dentro de si uma atitude, uma força capaz de transformar o azedo do limão, em algo doce e gostoso. O ditado não nos ensina como fazer isso. Também o popular não nos diz o “como” do ditado: “para bom entendedor, meia palavra basta”, ou sua versão mais divertida: “para bom entendedor til é acento”. Então, se não é preciso explicar a bons entendedores como fazer limonadas, aqui vão algumas frases para definir um coração grato. Sem muitas explicações. Quero chegar a ser velhinho, com um coração parecido. É por isso que estou pensando nisso hoje.

Para um coração grato, refeição é banquete;
para um coração grato, barraco é um lar;
para um coração grato, bicicleta é condução;
para um coração grato, sorriso é dia de sol;
para um coração grato, bolinho de chocolate é pétit-gâteau;
para um coração grato, cobertor “parahiba” é edredon;
para um coração grato, atenção é carinho;
para um coração grato, lembrancinha é consideração;
para um coração grato, barraco limpo é aconchegante;
para um coração grato, fogueira é lareira;
para um coração grato, desconto é presente;
para um coração grato, manhã de chuva é dia lindo;
para um coração grato, manhã de sol é nova vida;
para um coração grato, crítica é aula.

Bem — você pode estar pensando —, para alguém que perdeu o juízo, essas coisas fazem sentido. Mas não para uma pessoa normal.

De fato, não estou falando de pessoas normais; estou falando de gratidão; estou falando de um mistério da alma.

20/01/18

A voz de Jesus Cristo por Ed Renê Kivitz

“Qualquer pessoa pode mudar de opinião, e algumas vezes bastante rapidamente. Mas, raramente acontece que alguém mude de opinião pelos argumentos de um outro que decidiu convencê-lo. Assim, se, por uma verdadeira preocupação de difundir a verdade você resolveu fazer alguém evoluir, não diga: vou demonstrar-lhe que está errado, mas, vou ajudá-lo a descobrir a verdade por si mesmo. Muitas vezes o outro estaria pronto para aceitar ”a” verdade e não a “sua” verdade. Por que você monopoliza a verdade?

Ela existe independentemente de você. Em noventa por cento dos casos, quando você a açambarca, você a turva. Se você quiser ser bem sucedido em suas discussões, esqueça-se e respeite o outro. Não seja o rico que dá uma esmola ao pobre, mas o amigo que corre em direção ao amigo para se unir a ele, e com ele descobrir a verdade. Trata-se de uma verdade religiosa? Então nunca se esqueça que o cristianismo não se demonstra por meio de raciocínios ou de idéias, pois antes de ser uma doutrina, o cristianismo é uma pessoa. A verdade é Cristo. E não se discute Cristo, acolhe-se Cristo. ‘Discutir religião’ é, antes de tudo, dar testemunho e ajudar o outro a encontrar Cristo”.

Esses conselhos do vigário católico Michel Quoist, em sua obra Construir o homem e o mundo, me fizeram lembrar de Amos Oz, um dos mais renomados escritores israelenses da atualidade, dedicado a promover a conciliação entre judeus e palestinos em Israel. Ao citar um provérbio árabe: “não se bate palma com uma única mão”, o co-fundador do movimento pacifista Paz Agora, diz que “o coração do conflito israelense-palestino é um choque entre certo e certo, e muitas vezes um choque entre errado e errado”. Adverte que “é difícil ser profeta numa terra de profetas”, mas ainda assim arrisca uma profecia (e que profecia): ”um dia chegará em que haverá uma embaixada israelense na Palestina e uma embaixada palestina em Israel. Essas duas embaixadas estarão a uma distância que será coberta a pé, porque uma delas estará em Jerusalém Ocidental, a capital de Israel, e a outra ficará em Jerusalém Oriental, capital da Palestina. Extremistas dos dois lados continuarão a fazer de tudo para sabotar um compromisso histórico e a paz – mas a paz chegará, porque a maioria dos dois povos a quer e porque os extremistas são minorias nos dois lados”.

Amos Oz acredita que somente os moderados podem promover a paz. Extremistas, fanáticos e fundamentalistas são incapazes da auto-crítica, raciocinam em termos nós contra eles, são monotemáticos, não sabem dialogar, apenas debater, são passionais em sua leitura da realidade, seletivos em suas informações, e geralmente desonestos intelectualmente. Não sabem argumentar, sabem gritar, agredir e explodir gente inocente.

Esta é também a lógica de Ayaan Hirsi Ali. Nascida na Somália e criada numa família islâmica de acordo com as tradições da religião, a ativista e escritora, autora de Infiel (2007), A virgem na jaula (2008), e o mais recente, Herege (2015), é conhecida pelos seus posicionamentos críticos ao Islã. Entre suas teses, está a convicção de que somente os muçulmanos que vivem no Ocidente, convertidos aos valores ocidentais, podem promover a reforma e a salvação da religião islâmica.

Eis alguns valores ocidentais listados por Hirsi Ali como essenciais para a busca de uma coexistência pacífica apesar das distinções abissais entre culturas e religiões: individualidade, independência e responsabilidade: cada pessoa decide sua vida, seu rumo, seu caminho; diversidade de ideologias; Constituição acima dos livros Sagrados; leis e regras estabelecidas pelo povo e não por um poder divino; igualdade de todos perante a Lei; liberdade de crença; possibilidade de construir o futuro (contra o fatalismo); bom senso no julgamento dos valores religiosos.

Esses três posicionamentos têm em comum a convicção de que o diálogo e a tolerância são possíveis apenas àqueles que aceitam o fato de que vivem num mundo em que os valores e crenças religiosos não podem ser mais impostos ou tomados como verdades absolutas universais. O Iluminismo, movimento filosófico do século 18, destituiu a religião de seu locus dogmático absolutista. Ninguém mais pode falar em nome de Deus. Apenas em nome do “seu Deus”. Ninguém mais detém a verdade. Apenas “sua verdade”. O que para os religiosos foi uma perda, para a sociedade plural foi imprescindível como alternativa para a possibilidade de uma sociedade onde é possível conviver em paz entre os divergentes.

A tradição judaico-cristã está na base das grandes conquistas da cultura ocidental: os valores que dão origem e sustentam às noções modernas de direitos humanos e das liberdades individuais, como por exemplo crença e culto, opinião e expressão. É surpreendente, portanto, que os cristãos tenhamos um dia imposto nossas crenças sobre outros povos usando a força da espada e o braço militar do Estado, tenhamos massacrado culturas e populações nativas da América Latina, promovido a escravidão, patrocinado regimes totalitários nos países chamados de terceiro mundo, dado sustentação a organizações como a Klu Klux Klan e regimes como o Apartheid na África do Sul. Hoje fazemos o caminho da volta, buscando a superação de um modelo de expansão missionária colonialista, que confunde dar testemunho do evangelho com processo civilizatório eurocêntrico e norteamericano.

Sob pena de perdermos o bonde da história e ficarmos batendo bumbo sozinhos na praça, é urgente a reflexão corajosa a respeito de como podemos e devemos transitar na arena pública. Não tenho dúvidas quanto ao fato de que a voz de Jesus Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Temo apenas que a sociedade contemporânea não ouça essa voz, pois na boca dos extremistas e fanáticos a voz de Cristo se confunde com a voz do Diabo.

*[Publicado originalmente na edição 356 da revista Ultimato]