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| Foto: Adriano Monteiro |
Com
jeito bem contemporâneo e ‘caricato’ o “velório que normalmente faz a gente
chorar: neste a gente sorrir muito,” e está em cartaz até 17 de setembro – sexta,
sábado e domingo 20h.
Dinheiro,
luxo e poder na sociedade-irreal que pensam e deseja comprar amor, sexo,
intimidade relacionamento até “felicidade” no velório com uma mistura de luto,
drama, felicidade, ganância que explodem do interior das pessoas “velando o
morto”.
A
arte sempre imitando fidedignamente a realidade humana. E nada melhor do que o
teatro para avivar, questionar a sociedade seus padrões de comportamento e
ponderar seus limites.
A
peça traduz através de seu elenco valoroso que não é fácil ser ‘gay’, negro ou de
outro gênero, pobre e muito menos ir de encontro aos questionamentos da
sociedade - tradicionalista ‘intolerante’ e cheia de dogmas. A grande sacada da
peça são os questionamentos do cotidiano da nossa cidade e as homenagens aos
bairros importantes. Com satírica ao serviço público a ganância pelo o dinheiro
alheio. “As conversas e “fofocas” de uma cidade provinciana que todo mundo
cuida da vida dos outros”. A “religiosidade-espírita” como ‘crendice popular’ e
mecanismos sobrenatural de adivinhação ao passado-futuro e a busca pela “famosa
riqueza”, poder, luxo, vaidade e status.
Composto
pelo o incrível elenco de atores: Lourdes Maria – Zélia é viúva amorosa e
dedicada ao seu marido o defunto Gilmar Teixeira – Guiberto que é o “religioso-espírita” que processa sua fé. Naldo Venâncio – Edgar vivendo o drama é o preconceito
da sociedade pela a sua opção sexual, Alex Lee - Orlando o jovem empoderado que
manda no pedaço do trabalho, Welba Sionara – Eunice é aquela pessoa ambiciosa e
com pouca baixa autoestima na vida amorosa e supostamente recatada, Ednilson
Leite - Teteo que foi funcionário público por muitos anos.
Composta
pela brilhante ficha técnica: Autor -
Aziz Bajur, Encenação e Adptação – Maria Alves, Figurino e Cenário – Gabriel
Sá, Cenotécnico - Gilmar Teixeira, Elementos de cena e adereços - Gabriel Sá e
Ary Valença, Projeto de Iluminação – Rafael Dugue, Sonoplastia – Diego Simões,
Maquilagem - Equipe, Designer Gráfico – Ary Valença, Fotografia – Adriano
Monteiro, Diagramação Cenográfica - Marília Gusmão, Assessoria de Imprensa -
Andressa Aguiar, Direção de Vídeo – Menelau Júnior, Filmagem e Edição de Vídeo
Wesley Kedmo.
Realização -
Arena, Produção – Maktub e apoio cultural – Cemitério Parque dos Arcos Fundação
de Cultura e Turismo de Caruaru, IOC- Instituto de Olho de Caruaru, Manoel
Florência, Etiaquali, Buffet - Fábio Oliveira, Original Copiadora, Brind Fraf,
Cespam - Soluções para o Município e Curso de Português - Menelau Júnior. Essa
nova releitura e adaptação traz uma roupagem atual artística sociocultural e
estética para o brilho do espetáculo.
Trazendo
uma mensagem de amor às pessoas em quanto elas estão vivas e não deixem para
declarar seu amor a elas depois de ter ‘falecido’. A falta é uma ausência de
arrependimento? Seja por uma coisa boa ou ruim? Diga o quanto ela é importante e o quanto ama
e o que ela faz grande diferença na sua vida.
A
busca pelo o padrão tradicional da sociedade é uma forma monótona de se viver e
querer problematizar dramas e conflitos da vida real e materializar como ela é
de fato. Em tempos modernistas a “família é composta” pelo o marido a esposa e
mais uma “pessoa” em casos específicos que muitas vezes afronta à sociedade
intolerante pelos os seus padrões culturais que aceita política corrupta,
religião inquisitiva, estrupo em transporte público e assassinos homofóbicos. Todos
ser humano é livre e ele possui seu “livre” arbítrio na sociedade. Definir o
que é certo ou errado é um padrão comportamental que muda de acordo com a nossa
região geográfica.
A
escravidão no trabalho e a desumanidade com relação às pessoas que são os seres
mais preciosos e únicos. A busca pela a sobrevivência em tempos de crise como nestes
momentos difíceis, é preciso ser forte para não ceder às propostas “desonestas”.
Sim, está no teatro é reviver a vida sem corpo e com alma importunando a todos
e fazendo a todos refletirem seu mundo. Nada que um bom velório com ‘gosto’ e ‘tempero’
abrasileirado para rasgar o véu da sociedade desnuda que “cobre o sol com a
peneira”.
Prof. Fábio Junior da Silva,
ADM – CRA-
13.040.
Professor
universitário, pós-graduação MBA, pesquisador e ativista sustentável.


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