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15/09/17

Crítica: Velório á Brasileira – A Casa lotada no “TEATRO SESC Caruaru”. Por Prof. Fábio Junior da Silva

Foto: Adriano Monteiro
Com jeito bem contemporâneo e ‘caricato’ o “velório que normalmente faz a gente chorar: neste a gente sorrir muito,” e está em cartaz até 17 de setembro – sexta, sábado e domingo 20h.
Dinheiro, luxo e poder na sociedade-irreal que pensam e deseja comprar amor, sexo, intimidade relacionamento até “felicidade” no velório com uma mistura de luto, drama, felicidade, ganância que explodem do interior das pessoas “velando o morto”.
A arte sempre imitando fidedignamente a realidade humana. E nada melhor do que o teatro para avivar, questionar a sociedade seus padrões de comportamento e ponderar seus limites.
A peça traduz através de seu elenco valoroso que não é fácil ser ‘gay’, negro ou de outro gênero, pobre e muito menos ir de encontro aos questionamentos da sociedade - tradicionalista ‘intolerante’ e cheia de dogmas. A grande sacada da peça são os questionamentos do cotidiano da nossa cidade e as homenagens aos bairros importantes. Com satírica ao serviço público a ganância pelo o dinheiro alheio. “As conversas e “fofocas” de uma cidade provinciana que todo mundo cuida da vida dos outros”. A “religiosidade-espírita” como ‘crendice popular’ e mecanismos sobrenatural de adivinhação ao passado-futuro e a busca pela “famosa riqueza”, poder, luxo, vaidade e status.
Composto pelo o incrível elenco de atores: Lourdes Maria – Zélia é viúva amorosa e dedicada ao seu marido o defunto Gilmar Teixeira – Guiberto que é o “religioso-espírita” que processa sua fé. Naldo Venâncio – Edgar vivendo o drama é o preconceito da sociedade pela a sua opção sexual, Alex Lee - Orlando o jovem empoderado que manda no pedaço do trabalho, Welba Sionara – Eunice é aquela pessoa ambiciosa e com pouca baixa autoestima na vida amorosa e supostamente recatada, Ednilson Leite - Teteo que foi funcionário público por muitos anos.
Composta pela brilhante ficha técnica:  Autor - Aziz Bajur, Encenação e Adptação – Maria Alves, Figurino e Cenário – Gabriel Sá, Cenotécnico - Gilmar Teixeira, Elementos de cena e adereços - Gabriel Sá e Ary Valença, Projeto de Iluminação – Rafael Dugue, Sonoplastia – Diego Simões, Maquilagem - Equipe, Designer Gráfico – Ary Valença, Fotografia – Adriano Monteiro, Diagramação Cenográfica - Marília Gusmão, Assessoria de Imprensa - Andressa Aguiar, Direção de Vídeo – Menelau Júnior, Filmagem e Edição de Vídeo Wesley Kedmo.
Realização - Arena, Produção – Maktub e apoio cultural – Cemitério Parque dos Arcos Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, IOC- Instituto de Olho de Caruaru, Manoel Florência, Etiaquali, Buffet - Fábio Oliveira, Original Copiadora, Brind Fraf, Cespam - Soluções para o Município e Curso de Português - Menelau Júnior. Essa nova releitura e adaptação traz uma roupagem atual artística sociocultural e estética para o brilho do espetáculo.
Trazendo uma mensagem de amor às pessoas em quanto elas estão vivas e não deixem para declarar seu amor a elas depois de ter ‘falecido’. A falta é uma ausência de arrependimento? Seja por uma coisa boa ou ruim?  Diga o quanto ela é importante e o quanto ama e o que ela faz grande diferença na sua vida.
A busca pelo o padrão tradicional da sociedade é uma forma monótona de se viver e querer problematizar dramas e conflitos da vida real e materializar como ela é de fato. Em tempos modernistas a “família é composta” pelo o marido a esposa e mais uma “pessoa” em casos específicos que muitas vezes afronta à sociedade intolerante pelos os seus padrões culturais que aceita política corrupta, religião inquisitiva, estrupo em transporte público e assassinos homofóbicos. Todos ser humano é livre e ele possui seu “livre” arbítrio na sociedade. Definir o que é certo ou errado é um padrão comportamental que muda de acordo com a nossa região geográfica.
A escravidão no trabalho e a desumanidade com relação às pessoas que são os seres mais preciosos e únicos. A busca pela a sobrevivência em tempos de crise como nestes momentos difíceis, é preciso ser forte para não ceder às propostas “desonestas”. Sim, está no teatro é reviver a vida sem corpo e com alma importunando a todos e fazendo a todos refletirem seu mundo. Nada que um bom velório com ‘gosto’ e ‘tempero’ abrasileirado para rasgar o véu da sociedade desnuda que “cobre o sol com a peneira”.

Prof. Fábio Junior da Silva, 
ADM – CRA- 13.040.

Professor universitário, pós-graduação MBA, pesquisador e ativista sustentável.   

11/09/17

Crítica: A lei é para todos? Há seletividade no julgar o outro pela “classe-social”. Por Prof. Fábio Junior da Silva


Pré-estreia vip no shopping difusora em espaço workshop. Logo após foi assistindo com o ator participante especial do elenco no Planet Cinemas em sessão reservada com uma conversa que traduz e conceitualiza-se a problematização deste filme intitulado polícia federal, "A lei é para todos". Os bastidores da operação lava jato.
Na organização do evento: Paulo Nailson, Divanilson Galindo, Fábio Junior que é professor da faculdade Anchieta, Lino Portela, Edson Santos – Clube do Filme, Miguel Farias do Colaboratório.org, Rayane e Wagner Planet Cinemas, Welder, Nelson e Maysa- Shopping Difusora.
Entre os convidados ilustres Aray Marrocos, Titular da cadeira de Teatro do Conselho Municipal de Políticas Cultural de Caruaru, presidente da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras (Acaccil) e fundadora do TEA (Teatro Experimental de Arte). Cobertura ao vivo do Caruaru no face Portal Super Conteúdo e TV Jornal. Cordelista Nelson Lima, Prof. Jenéson Alves, Profa. Ivone Gomes e a cobertura do – com esse público intelectual – há algum sentido e impacto na sociedade com este filme?  Houve ‘partidarismo’ político?
Apenas a tradução da verdade do momento? Mesmo que não seja a verdade fato e fidedignamente. Vamos lá! O importante de tudo isso em meio essa construção e descontração de imagens de pessoas.
E que existem seres humanos neste processo doloroso de encontrar “quem roubou o meu queijo". O maravilhoso é que entre roubar o 'queijo' ou devolver o 'queijo' nesta narrativa fictícia e também baseada em fatos reais.
Quem brilha é o grande ator Adélio Lima caruaruense que saiu do TEA – Teatro Experimental de Arte e esteve na pré-estreia na cidade de Caruaru agreste pernambucano.  Foi notório que ele não esqueceu suas "raízes" em nenhum momento ele não se sentiu estrela mesmo sabendo que era uma.
Em alguns momentos do bate-papo ele se emocionou ao ser lembrado da sua trajetória até o reconhecimento como ator que possui hoje. Eu não gosto de falar neste dogma que ele é “negro” e ser reconhecido sem a cor dos padrões aceitável a sociedade é uma 'quebra de tabu' plena o século XXI. Ninguém diz que temos um grande “ator branco” reconhecido, amarelo, ruivo: ouvi atentamente Lázaro Ramos falando em uma entrevista nesta linha de pensamento. Isso é falta de caráter da sociedade, já ultrapassou o senso de pré-conceito.
Adélio faz parte do elenco da TV globo onde já fez muitos papéis de destaques. Que saiam muito mais atores como o grandioso ator Adélio Lima da terra de Vitalino para o mundo. Caruaru te Ama!

Prof. Fábio Junior da Silva, 
ADM – CRA- 13.040.
Professor universitário, pós-graduação MBA, pesquisador e ativista sustentável.