“What Happened to your hand?”, ou, em português, “O que acontece com a sua mão?”, é uma das obras mais destacadas de Harry Anderson (1906-1996). Nesta obra, o artista norte-americano ‘traz’ Jesus para os tempos modernos. A pintura, publicada em 1944, gerou uma certa animosidade na época, mas depois foi aceita por tocar no coração da plateia.
A cena retratada na pintura lembra o versículo 06 do capítulo 13 do livro de Zacarias, no Velho Testamento: “E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.” Alguns estudiosos da Bíblia aplicam esse texto como uma predição do flagelamento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O autor da pintura, Harry Anderson, nasceu em Chicago no ano 1906. Em 1925, focou na vida acadêmica ao ingressar no curso de Matemática da Universidade de Ilinois. Com um talento especial para a pintura, desenvolveu peças das mais variadas, inclusive com amplo valor comercial – até mesmo para a Coca-cola!
Em 1944, Anderson converteu-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia. A decisão foi seguida por momentos de disciplina, tendo em vista que ele tinha o hábito de beber socialmente, mas os adventistas são abstêmios. Em seu espólio, conta com cerca de 300 pinturas feitas para a IASD.
Outro ponto que merece destaque na vida de Anderson foi que, nos anos 1960, ele foi contratado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) para uma frira. Apesar de Anderson ter uma alergia a tinta a óleo, que lhe provocavam dores estomacais, ele aceitou o convite. Algumas vezes, debatia com os líderes mórmons sobre questões doutrinárias divergentes, mas sempre com respeito e elegância.
Para Anderson, a pintura não era uma mera expressão artística, muito menos uma mercadoria para ser comercializada. Era uma expressão da fé. Quão belo exemplo ele nos traz para os dias de hoje! Pensemos que o mesmo Cristo que responde à garotinha o que houve com Suas mãos também indagará a nós o que fizemos com nossas mãos enquanto na terra. Que possamos ser como o próprio Anderson, aquele que pintou o amor de Deus como expressão de fé.
Jénerson Alves -


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