28/05/20

Gabriel Sá celebra 20 anos de carreira com "Ser Negro" nesta sexta


Amanhã, 29, é o aniversário do nosso querido Gabriel Sá! Cantor, ator, diretor, coreógrafo, cenógrafo, figurinista e muitas outras habilidades. Gabriel concedeu entrevista a Lindenberg Roseno, que divide conosco a bancada do Cultura e Cidadania na rádio Cidade FM 99.7. Ele fala sobre sua carreira musical e sobre seu novo trabalho. Confira: Lindenberg Roseno - Fala um pouco sobre quando você decidiu viver de arte. Quais foram os desafios que você enfrentou nesse período? Gabriel Sá - Minha vida artística começou fazem 20 anos de carreira, e ela começou através do teatro com Nildo Garbo, da dança com o estúdio Marlene Vilarinho, da música com a professora Eliane Chagas. Os desafios são imensos. A gente sabe o quanto é forte o Desafio do artista local. A cada dia a arte tem, que resistir para poder a gente ultrapassar todos os obstáculos e alcançar o que almejamos. LR - Quais são as suas influências para o desenvolvimento dessa linguagem musical? GS - Sim, com toda certeza. Todos tem uma influência, uma base de inspiração. Eu costumo dizer que minha base de inspiração musical veio muito inspirada a partir de Prince. Vários artistas também nacionais, como Elza Soares, Clementina de Jesus, Mariene de Castro e nossos artistas locais, como Almério, Gabi da Pele Preta, Isabela Moraes... Essas influencias a gente vai abraçando porque estamos sempre em movimento.


LR - Qual a sua visão sobre o mercado considerando a cena da arte contemporânea?
GS - A tecnologia tem vários pontos positivos e alguns negativos. O mercado de trabalho hoje é muito mais fácil. Antes a gente ficava muito preso a gravadoras, etc. Mas hoje são inúmeros trabalhos de qualidade, alcançando perfeições, buscando perfeições. A gente tem que está conectado e se movimentando sempre. Eu acredito que a cena contemporânea é muito resistente. Tem muita força e muita garra. fala sobre o hoje, sobre militância, sobre política, sobre o que está engasgado. Como no movimento pós ditadura que fez nascer vários movimentos com artistas. Eu creio que a cena contemporânea está nesse aspecto. LR - Quais são as habilidades fundamentais para o artista no cenário atual? GS - O artista precisa ser de "mil e uma utilidades". Quando não temos patrocinadores, quando não temos um público de uma perspectiva nacional, a gente atua como produtor, figurinista, ator, coreógrafo, cenógrafo, ... desenvolvendo funções para que a coisa flua da melhor forma possível, então adotamos várias habilidades.



LR - Qual ou quais projetos você está trabalhando nesse momento? GS - Em fevereiro eu dirigi um espetáculo chamado "Maria da Lanterna", que estreou em Alagoas e aqui em Caruaru. E nessa sexta (29) o público vai conhecer o link vídeo do novo CD que em breve estará em todas as plataformas digitais. O CD "Pássaro Mensageiro". O "Ser Negro" é uma composição do caruaruense Rosberg Adonai. Uma música muito importante para o movimento negro e para todas as pessoas que militam. Passando o isolamento, retornaremos também com o espetáculo Maria da Lanterna. LR - Qual a mensagem você gostaria de deixar para os amantes da arte e todo o público que está nos ouvindo agora? GS - Quero dizer ao público que degustem o artista local. O artista que já está lá em cima já foi um artista local. Como fazer? Ouvindo nossas músicas, assistindo nossos espetáculos, os shows, entrar nas plataformas, curtir e se inscrever nos nossos canais. Seguir nossos canais, pedir nossas músicas nas rádios. Dessa forma os amantes da arte podem nos ajudar e fazer com que o artista solte para o universo toda sua arte.

Logo mais à zero hora, no canal de Gabriel Sá.

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