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18/12/22

Prefeito Rodrigo Pinheiro anuncia que 2023 será de "Geração de Emprego, Renda e Qualificação Profissional"


A informação foi repassada durante entrevista ao blog na Confraternização com a imprensa, na quinta, 15. Essa é uma das novidades que teremos nos projetos da gestão: "São várias ações de infraestrutura, obras, educação, saúde... daremos continuidade no Juntos pela Segurança e entre as novidades Geração de Emprego, Renda e Qualificação Profissional, no dia 22 de dezembro será publicado o primeiro edital de vários que teremos até o fim do próximo ano" disse Pinheiro.

Sobre a relação com a imprensa, ele considera que tem sido assertiva: "Divulgou de maneira correta todas as ações da prefeitura. Aquilo que tiver negativo, a imprensa tem que apontar e a gente corre atrás com toda nossa equipe para resolver determinadas situações.

Rodrigo também falou sobre a relação com a Câmara de Vereadores e com a futura governadora, Raquel Lyra: "Raquel entende dos problemas de Caruaru, sabe onde precisa ser investido, precisamos esperar o tempo certo. Não é fácil pegar a máquina como ela está pegando agora."

NOVAMENTE EM BRASÍLIA 

O prefeito vai à Brasília essa semana em busca de mais recursos, ainda nesse final da gestão Bolsonaro, mas mostra-se altruísta com Caruaru pois sinaliza que independente de quem estiver na condução do país vai permanecer mantendo articulação: "A partir de janeiro de 2023 o presidente é Lula, teremos novo ministério e equipe já composta por Pernambucanos, vamos também atrás de recursos para melhorar a vida dos Caruaruenses", finalizou Pinheiro.

Confira a entrevista completa:



01/08/22

O olhar da gestão Rodrigo Pinheiro sobre a Cultura de Caruaru

Entrevista completa está disponível nas redes do blog: Youtube, Instagram e facebook.

A Prefeitura de Caruaru, através da Fundação de Cultura e demais secretarias envolvidas, apresentou, recentemente, na Sala de Monitoramento do Palácio Jaime Nejaim, o novo projeto do Parque Ferroviário de Caruaru – Estação Armazém de Cargas, localizado na Estação Ferroviária. Porém, não foi apenas esse fato que movimentou o segmento cultural do município após o São João, é que nessa configuração nova, que o prefeito Rodrigo Pinheiro vem dando a sua gestão, foram nomeados presidente e vice da Fundação de Cultura.

Estive na sede provisória da FCC, conhecendo pessoalmente Rafael Martiniano, que assumiu a presidência, e na ocasião conversei com Herlon Cavalcanti que assumiu como vice. Completando o quadro, Herlon falou outros nomes, como os de Fernanda e Leonardo, na gerencia geral, Pedro Aguiar na estrutura de palco, som, etc... estão compondo os quadros da Autarquia.

"Já existe um cronograma de atividades estabelecendo um calendário Cultural, com MOTOFEST, FESTIVAL IVANILDO VILA NOVA, NATAL" ... disse Cavalcanti, acrescentando que para além dos eventos não será descuidado o desenvolvimento das políticas públicas, nesse sentido cada segmento representado no Conselho Municipal de Política Cultural de Caruaru (CMPC) será ouvido pelo presidente, para que cada um deles apresente suas demandas para esse próximo período e acrescentou: "Entidades e associações já estão sendo visitadas ou recebidas pelo presidente, queremos avançar nessas pautas ampliando e realizando junto, pois política pública é aquela que fica no cotidiano" vaticinou. 

Estátua reformada está em um pedestal, mede 8m e foi construída em concreto. Feita por Caxiado. Foto: Fábio Jordão.

Herlon revelou também mais detalhes sobre o evento "Saudade, meu remédio é cantar", nesta terça, 2, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga, com a estátua restaurada e homenageando três compositores de Caruaru, Janduhy Finizola, Onildo Almeida e Nelson barbalho (este último in Memorian).

Na entrevista, Cavalcanti explicou sobre a estrutura de como ficará os espaços lá da antiga Estação Ferroviária, áreas as quais serão restauradas, novos espaços estarão harmonizados com os que já existiam "A plataforma terá uma nova cara sem perder a característica histórica, a própria cor, que foi descoberta pelos pesquisadores será recuperada, o Mamusebá, o Instituto Histórico, salas de reuniões e os demais segmentos no Comboio da Cultura".

Foi abordado ainda, na entrevista, o fato dos artistas que se apresentaram no São João deste ano, ainda não terem recebido seus cachês; a questão da Biblioteca Municipal e Casa da Cultura José Condé; a reinauguração do Museu do mestre Galdino, e outras questões relativas ao universo artístico do município.

ASSISTA:



26/06/22

"Sigo com Raquel, mas sou prefeito e tenho de tomar conta de Caruaru", Rodrigo Pinheiro

Prefeito da Capital do Agreste, Rodrigo Pinheiro tem recebido adversários e irritado a aliada

Folha de Pernambuco

Ele tem 40 anos e menos de três meses como gestor de uma das maiores cidades do interior pernambucano. Formado em administração/marketing, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSDB) vem mostrando garras de leonino. Nos festejos juninos, recebeu em seu camarote, no Pátio de Eventos, todos os pré-candidatos ao Governo de Pernambuco. Os adversários elogiaram a acolhida e observaram a inquietação do jovem.

A aliada e ex-prefeita, também pré-candidata ao Governo, Raquel Lyra, chegou a se irritar e achar estar perdendo espaço. Nos bastidores, todos desconfiam que, solteiro e sem filhos, o prefeito esteja aproveitando para consolidar seu projeto político e construir sem amarras um caminho para reeleição, em 2024. Com o mesmo prazer de praticar exercícios, comer massas e reunir amigos (alguns que guarda da infância), garante coordenar e estar à frente da campanha de Raquel. Tem gente pagando pra ver.

Confira entrevista com o prefeito (As perguntas foram respondidas por WhatsApp entre um evento e outro):

Como foi a articulação para que você se tornasse o vice de Raquel Lyra? Quem o indicou? Quem escolheu seu nome? Quando essas negociações começaram?

Em 2015, quando foi iniciado o planejamento para o plano de governo, fiquei responsável pela parte do desenvolvimento econômico, por ser empresário e conhecer de perto a realidade econômica do município. Fiz inúmeras reuniões com empresários de vários setores de Caruaru, ajudando na montagem do plano de governo. Eu e Raquel éramos do PSB. Quando ela saiu do partido, ingressamos no mesmo dia no PSDB. Foi daí que veio o convite. Também já havia uma ligação familiar. Meu pai foi secretário na primeira gestão do pai dela, João Lyra Neto, como prefeito de Caruaru. À época, meu pai ficou responsável pela mudança da Feira de Caruaru para o Parque 18 de Maio. O convite foi feito diretamente por Raquel e avalizado por João Lyra Neto. A ideia era ter um vice jovem, sem vínculo político. Eu sempre participei das campanhas, mas nos bastidores. Estreamos, eleitoralmente, em 2016, como vice. Fomos para o segundo turno e ganhamos a prefeitura.

A condição de vice deixa o político meio escondido? Pouquíssimas pessoas, fora de Caruaru, tinham ouvido falar no seu nome antes de a prefeita deixar o Executivo municipal. Ela brilha demais? Você a considera uma mulher atuante?

É evidente que o cargo principal numa gestão municipal é do prefeito ou da prefeita, no caso da então prefeita Raquel Lyra é natural que ela tenha as atribuições dela, e eu, como vice, as minhas atribuições. Ela fez o papel dela, que, inclusive, foi muito bem feito, tanto é que alçou ela à pré-candidatura ao Governo do Estado, devido ao que fez à frente do executivo municipal, onde foi a primeira mulher eleita e reeleita prefeita aqui do município. Eu cumpri bem o meu papel como vice, tanto é que fui convidado novamente para fazer parte da chapa na reeleição em 2020, e agora estou cumprindo o meu papel como prefeito na cidade de Caruaru.

De onde vem esse traquejo de transitar com desenvoltura em meio às várias forças políticas? Por que foi tão importante receber os adversários Anderson Ferreira, Miguel Coelho, Marília Arraes e Danilo Cabral no camarote do Pátio de Eventos?

Meu pai tinha essa habilidade, ele também foi empresário aqui na cidade, além de ter sido presidente do Central Sport Club de Caruaru, secretário municipal e vereador. Enfim, eu sempre tive essa característica dele, de dialogar e de transitar bem em todos os cantos. Por ser empresário, a gente precisa ter essa habilidade de saber potencializar aquilo que se tem de melhor. Eu faço isso muito por conta dessa experiência empresarial, que vai além de Caruaru, pois tenho negócios em outras cidades também. Tudo isso pra mim é muito normal e tranquilo, é o meu perfil, eu sou assim. Sempre trabalho dialogando e ouvindo as pessoas. A gente que é empresário tem de saber escutar para poder potencializar e fazer com que a empresa cresça. Na prefeitura não é diferente.

Você apoia a candidatura de Raquel Lyra ao Governo de Pernambuco? Pretende seguir de mãos com ela dadas quando as campanhas forem oficializadas? Vai ficar só em Caruaru ou estenderá o palanque a outros municípios?

Caruaru é uma cidade central, dentro do Agreste e de Pernambuco. É claro que uma campanha feita aqui reverbera para todas as cidades. Nós vamos coordenar e estar à frente da campanha de Raquel Lyra governadora aqui em Caruaru, mas é fato que ela vai ecoar para as várias cidades circunvizinhas, não tenha dúvida. Uma campanha forte em Caruaru, com certeza, gera visibilidade para todo o Agreste pernambucano. 

Como tem sido sua relação com outros prefeitos? Tem trocado ideias com eles ou ainda não teve tempo para isso?

Estivemos em Brasília na Marcha Nacional dos Prefeitos, quando tivemos a oportunidade de conversar com vários gestores municipais. Participamos de diversos grupos de WhatsApp e da Frente Nacional de Prefeitos, além da própria Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Mas a gente sempre dialoga com outros prefeitos, e os problemas das cidades quase sempre são os mesmos, mudam suas particularidades.

Nos bastidores, comenta-se que sua movimentação tem irritado a pré-candidata tucana. Outros chegam a dizer que você fará o possível para prejudicar Raquel....

Os comentários são naturais no meio político, sejam eles positivos ou negativos. E eu estou procurando fazer o meu trabalho. Ela é pré-candidata, eu apoio a candidatura dela. Mas estou à frente da maior prefeitura do interior de Pernambuco e tenho, de forma institucional, de trabalhar em prol da cidade, fazendo o melhor possível aqui dentro da prefeitura, como chefe do Executivo municipal. Portanto, minha prioridade é a Prefeitura Municipal de Caruaru. Eleitoralmente sigo com ela, voto em Raquel Lyra para governadora. Mas sou prefeito, e claro, o prefeito tem de tomar conta da cidade.      

Você considera a ex-prefeita uma mulher ousada, corajosa, a ponto de lançar-se numa campanha contra a neta de Arraes e o candidato do governo? Você teria essa disposição na condição dela?

O trabalho que Raquel fez em Caruaru na sua eleição e na sua reeleição levou a população a aprovar sua gestão e a alçou a pré-candidata ao Governo do Estado. Aliás, foi uma convocação do grupo político que nos cerca, não foi uma decisão dela. Claro que tem de ter coragem para assumir uma pré-candidatura. Mas essa definição partiu de vários líderes que compõem o nosso grupo e que acreditam nela como uma grande governadora, assim como foi uma grande prefeita de Caruaru. Quem é candidato não escolhe adversário. 

O cenário hoje mostra um Rodrigo Pinheiro em busca de autonomia, dependendo cada vez menos dos Lyras para uma possível reeleição em 2024. A que forças você pretende se aliar para garantir essa conquista?

Estou como prefeito de Caruaru até 2024. Este ano, a eleição é para governador. Eu não sou candidato este ano. Estou fazendo meu trabalho como prefeito, à frente da maior cidade do interior de Pernambuco. E tenho plena convicção de que, quando Caruaru vai bem, Pernambuco também vai bem. Então, não estou preocupado com a eleição de 2024, sigo trabalhando, até lá, da melhor maneira possível, dialogando o máximo possível e, claro, trazendo o máximo possível de recursos para que a gente possa fazer Caruaru crescer ainda mais. 

Você está há quanto tempo no PSDB? Está satisfeito com o perfil da legenda?

Ingressamos no PSDB em 2016, com Raquel Lyra, João Lyra Neto e todos que fazem e compõem nosso grupo em Caruaru. De lá pra cá, me sinto muito confortável e tranqüilo dentro da legenda, que tem diversos serviços prestados ao país: já elegeu e reelegeu presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais durante vários mandatos, além de vereadores em Caruaru. A maior bancada de vereadores aqui é do PSDB.  

Quais são seus projetos políticos? Quando vai dormir, você se imagina além do gabinete de uma prefeitura do Agreste pernambucano?

Meu maior projeto político é trabalhar, a cada dia, melhor e mais por Caruaru como prefeito. Tive essa oportunidade de assumir a prefeitura no dia 31 de março deste ano, e, de lá pra cá, durmo tarde e acordo cedo todos os dias trabalhando por Caruaru.

Blog da Folha/Betânia Santana

15/05/22

Paulo Muniz: "Ações e Atividades da ACACCIL serão de transparência, eficiência e diálogo"

A Acaccil, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, realizou no último sábado, 14, a eleição da nova diretoria para o período de 2022 a 2024. Como divulgamos em primeira mão, a chapa eleita foi a liderada pelo acadêmico Paulo Muniz.

Paulo Muniz Lopes é natural de Recife, filho de Jonas Lopes e de Rosa Lopes Muniz. É casado com Maria Eveline, tendo quatro filhos: Maria Paula, Clarissa, Helder e Pedro Renato. É bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife/UFPE, pós-graduado em Direito do Trabalho pela Universidade Católica de Pernambuco e em Ciências Humanas e Sociais pelo Instituto Mistici Corporis, da Itália.

É o Diretor Presidente da Associação Caruaruense de Ensino Superior e Técnico – ASCES e Reitor do Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-UNITA). De 2006 a 2009 foi Secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC.

Ele nos fala sobre seus planos e projetos para esse novo momento da entidade que completa 40 anos.

O senhor assume a presidência num momento histórico da Academia, quando ela comemora 40 anos, como se sente, agora recém-eleito para essa nova etapa em sua vida?

PM - Assumirei a Presidência da ACACCIL com bastante motivação, todavia, ciente de que são imensos os desafios de mantê-la atuante e em perfeita sintonia com as finalidades estabelecidas por seus fundadores, 40 anos atrás. Desta maneira, a minha atuação será no sentido de potencializar os talentos e esforços dos acadêmicos e acadêmicas que compõem nossa entidade, buscando conduzi-los na direção do desenvolvimento da cultura, ciências e letras, em todas as suas manifestações, bem como estar atentos à preservação do patrimônio histórico e cultural de Caruaru. Tanto quanto reverenciar o passado, também é trabalho da Academia o de estimular a construção presente e futura das nossas expressões artísticas, culturais e científicas.

Quais são os seus planos para a realização durante a sua gestão na ACACCIL?

PM - Nossa proposta é que as ações e atividades da ACACCIL sejam pautadas e reconhecidas pela transparência, eficiência e diálogo com as pessoas e entidades, públicas e privadas, que atuam na expressão e no fomento cultural, científico e literário. Para tanto, vamos discutir, construir e divulgar um calendário permanente das nossas atividades, além de atrair as parcerias necessárias que lhe deem sustentação. Pretendemos, ainda, tornar a sede da Academia um espaço que acolha projetos e iniciativas na área cultural e artística, sejam eles locais ou não, assim transformando-a em constante polo de expressão culturais. Queremos, portanto, que a comunidade reconheça a ACACCIL como um ambiente que estimule as manifestações populares e que se habitue a frequentá-la. 

Quais são as principais dificuldades e facilidades que vai encontrar para a realização de seus projetos como presidente dessa importante entidade?

PM - Inicialmente, é necessário esclarecer que não existem projetos pessoais do Presidente da ACACCIL. Os projetos e ações sempre serão a expressão da coletividade presente na Academia. A minha tarefa será a de coordená-los, de modo a fazê-los mais visíveis e, desta forma, reconhecidos pela comunidade. Quanto às dificuldades, sabemos que a área cultural e literária depende muito dos recursos públicos que a fomente, e estes estão cada vez mais escassos. Desta maneira, será prioritário buscar identificar e concorrer aos editais públicos – mas, também, os privados – que financiem as iniciativas que visam apoiar as atividades científicas, culturais e literárias. Dentre as facilidades, sem dúvida, destacamos a qualificada presença de acadêmicos e acadêmicas que são referência em suas áreas de atuação e que contribuirão com o seu empenho e compromisso. 

Deixe uma mensagem para os amantes da literatura.

PM - Se amam a literatura de fato, que não se afastem dela. Pelo contrário, que demonstrem a sua paixão fazendo-a chegar àqueles que, não a conhecendo, não a amam, como você, ainda.

Saiba mais:

Paulo Muniz éÉ advogado e foi assessor jurídico de diversas empresas, entidades sindicais e organizações não governamentais. Na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Pernambuco, integrou a Comissão de Ensino Jurídico (2004-2006), a Comissão de Direitos Humanos (2007-2009) e a Comissão de Direito Educacional (2010-2014).

Enquanto docente É professor universitário, leciona na Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-UNITA) e ensinou na Faculdade de Pernambuco (FAPE) e no Instituto de Ensino Superior de Olinda (IESO). Também professor visitante do Instituto Universitário Sophia, de Florença – Itália.

Integra, desde 2009, o Comitê Científico Internacional da Rede Universitária para o Estudo da Fraternidade – RUEF, atualmente com sede em Maracaibo – Venezuela, da qual é seu Secretário-Geral.

De 2009 a 2010 foi Secretário de Educação, Esportes, Juventude, Ciência e Tecnologia de Caruaru – PE, havendo, no mesmo período, sido eleito membro da Diretoria da UNDIME/PE – União dos Dirigentes Municipais de Educação de Pernambuco.

Integrou, de 2009 a 2016, o Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, do qual foi Presidente da Câmara de Educação Básica.

Integra, desde 2017, o Fórum Nacional de Educação – FNE, representando a Associação Brasileira das Universidades Comunitárias - ABRUC.

Desde 2016, integra a Diretoria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior – ABMES.

Desde 2019, integra a Diretoria da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias – ABRUC, sendo seu Vice-presidente, atualmente.

De 2006 a 2018, integrou a Diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru - ACIC.

Em 2012, publicou o livro “A Fraternidade em Debate: percurso de estudos na América Latina” (São Paulo, Editora Cidade Nova, 2012).

Em 2014, publicou o livro “Fraternidade e Humanismo: a transdisciplinaridade no pensamento de Chiara Lubich” (São Paulo, Editora Cidade Nova, 2014).

ATIVIDADE ACADÊMICA LITERÁRIA

Em 2011, foi admitido na Academia Caruaruense de Letras Jurídicas – ACLJ, sendo o seu Presidente de 2015 a 2019.

Em 2013, foi admitido na Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras – ACACCIL, tendo sido seu Vice-Presidente para o biênio 2014-2015.

COMENDAS

Título de Executivo do Ano, oferecido pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru – ACIC, em dezembro/2005;

Medalha do Mérito Odontológico Pernambucano, oferecido pelo Conselho Regional de Odontologia – CRO/PE, em outubro/2008;

Medalha de Mérito Educacional Paulo Freire, oferecido pelo Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, em outubro/2009;

Título de Cidadão de Caruaru, oferecido pela Câmara Municipal de Caruaru, em novembro/2011;

Medalha do Mérito Desportivo Universitário de Pernambuco, oferecido pela Federação Acadêmica Pernambucana de Esportes, em dezembro/2012;

Medalha de Mérito José Rodrigues de Jesus, oferecido pela Câmara Municipal de Caruaru, em setembro/2021.

21/08/20

Riá: "No meio do caminho são muitos obstáculos, mas com foco e determinação passei por eles"


Ela tem mais de vinte anos de carreira, canta e compõe, dou aulas de canto, musicalização e produção musical esteve conosco no sábado passado no programa Cultura e Cidadania na rádio Cidade FM e agora concede essa entrevista a Lindenberg Roseno. Confira:

Fala um pouco sobre quando você decidiu viver de arte e onde tudo começou e quais foram os desafios que você enfrentou nesse período?

Riá - Sempre fui apaixonada pela música! Desde de criança, sempre soube que seria uma cantora, mas aos 18 anos tudo começou. Hoje já são 22 anos de carreira, nesse caminho decidi estudar a Licenciatura em Música com Habilitação em Canto Popular, me formei, sou professora de Canto e música, e foi daí que um mundo de possibilidades se abriu! No meio do caminho são muitos obstáculos, mas com foco e determinação, passei por eles, e os frutos venho colhendo e cada dia mais construindo!


Quais são as suas influências para o desenvolvimento dessa linguagem musical? Tens algum tipo de influência hoje?

Riá - Venho construindo meu repertório sendo fiel as minhas raízes, ancestralidade! Minhas referências são da infância, escutar vinil com meu pai, onde ele me apresentava, grandes nomes como, Elis, Clara Nunes, Chico, Caetano, Chico Anísio, Baianos e os Novos Caetanos e tantos outros... Minha infância foi rica, entre a Serra do Ororubá, onde meus familiares da parte da meu pai, são todos indígenas, eu sou descendente dos Xukuru, e cada dia venho honrando minhas raízes... Dou outro lado vem minha mãe, brejeira, das terras do Sertão! Buíque, Arcoverde e o Vale do Catimbau!

Lá eu vivi as férias de janeiro, cresci nos Matos e a cidade me foi oportunidade de crescimento! 

Qual a sua visão sobre o mercado considerando a cena da arte contemporânea? 

Riá - Não é fácil, viver de música ou qualquer área da arte/cultura. O mercado é cruel, pois existem muitas pessoas por aí sem visibilidade, acho que apostar nos estudos na área abre portas, viver de música é também oportuniza-la de outras formas.


Quais são as habilidades fundamentais para o artista no cenário atual?

Riá - Estudar, procurar sempre as oportunidades, fazer amigos do meio, cantar o que acredita!

Qual ou quais projetos você está trabalhando nesse momento?

Riá - Vários, o Meu disco em especial, fui aprovada pelo Funcultura (Fundo de Cultura do Estado de Pernambuco). Daí venho compondo, fazendo parcerias, encontrando lindas pessoas nesse processo! Trabalho os meus cursos que irei lançar pela internet, claro na minha área, Aguardem! Estudando e participando de vários editais! Esperem as lives!


Qual a mensagem você gostaria de deixar para os amantes da arte e todo o público que está lendo essa entrevista agora?

Riá - Acreditem em si! Foco, força e muito estudo!

18/07/20

Entrevista com Joanatan Richard - por Lindenberg Roseno*


Ele é guitarrista, cantor e compositor pernambucano, iniciou carreira em 1993, no final dos anos 1990 fundou The Bluz, icônica banda de blues do Nordeste.

Em carreira solo, toca um alegre e explosivo rock dos anos 50 com muita personalidade, trazendo rock ‘n’ roll, Blues e rockabilly como ingredientes, fazendo um trabalho autoral e pioneiro no Norte/Nordeste em seu gênero e especificidades. Suas canções, tem sido tocadas em rádios no Brasil e em vários continentes. Vamos saber um pouco mais sobre a arte e o que pensa Joanathan Richard. 

1 - Fala um pouco sobre quando você decidiu viver de arte e onde tudo começou e quais foram os desafios que você enfrentou nesse período?

Sempre quis viver de arte, pois ainda na infância, mesmo brincando com "mini-acordeon" da Hering, flauta doce, xilofone, queria mesmo ser desenhista, artista plástico, ilustrador, por influência dos quadrinhos sempre fui intenso nas coisas que gostava e sentia vocação.


No final dos anos 1980, ao conhecer o trabalho de Elvis Presley, que meu rumo começou a ir no caminho musical, em 1991 comprei meu primeiro violão na extinta "Patricinha Discos"(na Rua da Matriz), dai cada vez mais crescia a ideia de ser músico-artista, mesmo estudando artes plasticas no curso do professor Ricardo Bívio (Doutor em Belas Artes).

Em 1992 toquei contrabaixo com extinta banda Patota (juntamente com Alexandre Rasec, Lucivan Max, Dinho Nascimento, Clovinho... ) no Fest Vida no Auditório da FAFICA, que juntamente com uma apresentação em duo com Alexandre Rasec no Rotary Club Caruaru Sul, foram minhas primeiras apresentações.

Grandes desafios para quem não tinha muita grana, era acesso a informações e foi tudo muito na tora, coisas típicas de “um rapaz latino americano, sem dinheiro no banco e do interior”, aprendi  basicamente só a tocar violão e a cantar, cheguei a estudar coisas básicas de violão por um mês com Seu Manu, depois mais um mês com Alexandre Piula (hoje mora em Minas Gerais) ele que me ensinou a primeira escala de blues e depois alguns meses no conservatória CEMU de Olinda, ia com alguns amigos uma vez por semana estudar teoria e umas poucas coisas na prática.


2 - quais são as suas influências para o desenvolvimento dessa linguagem musical? Tens algum tipo de influência hoje?

- Na música ouvia Luiz Gonzaga, Azulão, Trio Nordestino, Paulo Sérgio, Roberto Carlos, Jovem Guarda, etc, por influência do meu pai, que tinha muitos discos dos nomes citados, além de Trio Elétrico Dodô e Osmar, Ed Lincolm e muitos outros...

Através de Elvis Presley, passei a buscar conhecer mais e mais nomes da música norte americana (anos 50) e britânica, Little Richard, Bill Haley, Buddy Holly, Carl Perkins, Chuck Berry... na sequência muitos dos anos 60 e 70 , The Beatles, Rolling Stones, The Animals, Iron Butterfly, Creedence, Jimi Hendrix, Stepenwolf, Janis Joplin, Deep Purple, Carlos Santana, Black Sabbath, Led Zepelin, Nazareth, Queen, Dire Straits ... 


Sem contar o blues e o jazz, desde a década de 30 até os tempos atuais, Muddy Waters, John Lee Hooker, Pinetop Perkins, Billie Hollyday, John Mayall Blues Breakers (não confundir com o atual John Mayer, kkk), Eric Clapton, Johnny Winter, os irmãos, Jimmy e Stevie Vaugham, 

E meio que "fora dessa curva", muitos artistas nacionais, como Betinho e seu conjunto (pioneiro da guitarra rock no Brasil nos anos 50, depois coincidentemente esteve em Caruaru no Vale da Bênção pois abandonou a música secular)... Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, The Angels, Luzinho e Seus Dinamites, Os Mutantes, muita coisa da tropicália (Caetano, Gil, Gal, Tom Zé...), Casa das Máquinas, O terço, Secos & Molhados, Ave Sangria, Pholhas... 


Nos anos 80, Iron Maiden, Marty Friedman, Ozzy, Randy Roads... Na verdade, "um moi", não dá pra lembrar e enumerar tudo aqui, só milhares (risos). 

- Hoje, digo mais recentemente, muito me chamou a atenção, Muse e Amy Whinehouse, Los Hermanos "Ventura", não me lembro de outros que me tocaram tanto.

3 - Qual a sua visão sobre o mercado considerando a cena da arte contemporânea? 

Na minha opinião e experiência própria, apesar da internet e facilidades digitais, terem lados muito positivos como ferramenta democrática e acessíveis para qualquer um, ao mesmo tempo gerou uma imensa pulverização, um bolo de informações que se misturam e confundem o povo que já tem dificuldade para assimilar, distinguir e ir atrás de material cultural.


Se nos anos 80 Raul já dizia que tinha "muita estrela para pouca constelação", imagina hoje (risos). Eu sei que a maioria não vai concordar comigo, mas vejo como um momento catastrófico, mesmo antes da pandemia, uma geração doente e escrava dos mesmo benefícios que a informação e possibilidades instantâneas nos trazem. 

E pra piorar, como sabemos no Brasil uma verdadeira minoria dá de fato valor a arte, paga ingressos, compra discos, até mesmo quem se diz de uma determinada tribo que tem esses costumes como fetische, "NOVOS ARTISTAS" são cada vez mais desvalorizados, ficaram apenas nos medalhões. 

4 - quais são as habilidades fundamentais para o artista no cenário atual?

LITERALMENTE: "Assobiar e chupar cana".

Habilidade para criar não só sua arte, mas gerar conteúdos o máximo que puder, para tentar se "destacar" no meio da multidão que também clama por atenção nessa era.


Gerenciar suas carreiras, administrar seus direitos autorais e divulgar de forma eficaz seus lançamentos nas diversas plataformas digitais. 

Mas ter bons contatos acredito que sempre será um grande fator divisor de águas, "amigos poderosos" ou que tenha influencia em determinados meios pode te levar além do que somente suas próprios esforços podem.

5 - Qual ou quais projetos você está trabalhando nesse momento?

Diante de tantas influências musicais, gostaria antes de elucidar algumas facetas de Joanatan Richard.

The Bluz (como banda de fato) - Banda de blues-rock Cristã-Católica, primeira no contexto autoral geral (incluindo secular) em Pernambuco e primeira no segmento cristão no Brasil. 

Joanatan Richard (carreira solo) - Trabalho que em geral com características vintage, passando pelo rock dos anos 50 e início dos anos 60, além de Surf Music (instrumental), blues, etc.


Joanatan Richard and His Beatful Boys (Eu com uma banda fictícia) - Compreende um estilo mais voltado para os anos 50, totalmente em inglês, e diria que o de estilo mais "roots": rockabilly, rock 'n' roll, doo-wop, etc. 

Atualmente estou com três novos álbuns para lançar, possivelmente nesta ordem pelo andar das coisas:

- "Fake Blues Sessions" (formato álbum, talvez single antes)> Joanatan Richard no estilo blues-rock, poderia até dizer que representaria muito bem o que seria a sequência do som da The Bluz, porem com letras mais subliminares. Nesse caso canções em inglês

- "Rocks e Lambrettas, Sodas e Baladas" Joanatan Richard e seu conjunto (Formato álbum)> o que se chama de "pré jovem guarda", rock ingênuo feito no Brasil no fim dos 50 até 1ª metade dos 60, e em parte autobiográfico, em português e uma em italiano, que revira momentos de minhas lembranças na rua preta de minha infância, lugares, etc. 

- "1976" - Phonosíntese (novo projeto, banda fictícia) ainda em fase de gravação, onde até o momento gravei maioria dos instrumentos e canto. Trabalho todo em português, que traz minhas influências do rock feito no Brasil principalmente nos anos 70 (Raul Seixas, O Terço, Mutantes, Guilherme Arantes, Rita Lee e Tutti Frutti, Joelho de Porco, Belchior, Zé Ramalho, Ave Sangria, etc) e algumas pitadas dos anos 80 e atualidades.

6 - Qual a mensagem você gostaria de deixar para os amantes da arte e todo o público  que está nos ouvindo agora?

Não basta "transferir" as responsabilidades para os setores públicos ou privados, a valorização da arte começa por cada um de nós, se pagando o ingresso para apresentação, comprando a música, o álbum (seja digital ou físico), apoiando vaquinhas virtuais.


Curtir, comentar nas redes sociais é bom, é ótimo, tem que fazer mesmo, nós artistas nos sentimos motivados e fortalece nossos canais, mas além de inscrever-se pra ajudar a monetizar, é necessário apoiar na prática. 

Sei que não dá para apoiar ou acompanhar todos artistas do Brasil ou da região, mas se pelo menos os que dizemos gostar mais, do estilo por exemplo.

Se digo que gosto de estilo, metal, por exemplo, se a pessoa diz que gosta do som da Alkymenia por exemplo, por que não comprar o CD dos caras? Ao invés de ficar reclamando que o governo não apoia?

Eu digo sem medo nenhum de errar, se 10% das pessoas (das que curtem vinil ou CD) que dizem gostar do meu trabalho comprassem meus álbuns (ou mesmo colocassem minhas músicas pra tocar nas plataformas digitais) eu me consideraria um artista de sucesso nesse quesito.


Ninguém deve nada a ninguém, nem a mim... Há exceções, mas minha maior decepção não foi por falta de reconhecimento do público que só conhece música de má qualidade, mas com o público de alguns nichos e "elites" de gêneros musicais para os quais já que direcionei meu trabalho e que tanto elogiavam meu trabalho.

*Lindenberg Roseno é músico, psicanalista e apresentador do programa Cultura e Cidadania na rádio Cidade FM 99.7.

28/05/20

Gabriel Sá celebra 20 anos de carreira com "Ser Negro" nesta sexta


Amanhã, 29, é o aniversário do nosso querido Gabriel Sá! Cantor, ator, diretor, coreógrafo, cenógrafo, figurinista e muitas outras habilidades. Gabriel concedeu entrevista a Lindenberg Roseno, que divide conosco a bancada do Cultura e Cidadania na rádio Cidade FM 99.7. Ele fala sobre sua carreira musical e sobre seu novo trabalho. Confira: Lindenberg Roseno - Fala um pouco sobre quando você decidiu viver de arte. Quais foram os desafios que você enfrentou nesse período? Gabriel Sá - Minha vida artística começou fazem 20 anos de carreira, e ela começou através do teatro com Nildo Garbo, da dança com o estúdio Marlene Vilarinho, da música com a professora Eliane Chagas. Os desafios são imensos. A gente sabe o quanto é forte o Desafio do artista local. A cada dia a arte tem, que resistir para poder a gente ultrapassar todos os obstáculos e alcançar o que almejamos. LR - Quais são as suas influências para o desenvolvimento dessa linguagem musical? GS - Sim, com toda certeza. Todos tem uma influência, uma base de inspiração. Eu costumo dizer que minha base de inspiração musical veio muito inspirada a partir de Prince. Vários artistas também nacionais, como Elza Soares, Clementina de Jesus, Mariene de Castro e nossos artistas locais, como Almério, Gabi da Pele Preta, Isabela Moraes... Essas influencias a gente vai abraçando porque estamos sempre em movimento.


LR - Qual a sua visão sobre o mercado considerando a cena da arte contemporânea?
GS - A tecnologia tem vários pontos positivos e alguns negativos. O mercado de trabalho hoje é muito mais fácil. Antes a gente ficava muito preso a gravadoras, etc. Mas hoje são inúmeros trabalhos de qualidade, alcançando perfeições, buscando perfeições. A gente tem que está conectado e se movimentando sempre. Eu acredito que a cena contemporânea é muito resistente. Tem muita força e muita garra. fala sobre o hoje, sobre militância, sobre política, sobre o que está engasgado. Como no movimento pós ditadura que fez nascer vários movimentos com artistas. Eu creio que a cena contemporânea está nesse aspecto. LR - Quais são as habilidades fundamentais para o artista no cenário atual? GS - O artista precisa ser de "mil e uma utilidades". Quando não temos patrocinadores, quando não temos um público de uma perspectiva nacional, a gente atua como produtor, figurinista, ator, coreógrafo, cenógrafo, ... desenvolvendo funções para que a coisa flua da melhor forma possível, então adotamos várias habilidades.



LR - Qual ou quais projetos você está trabalhando nesse momento? GS - Em fevereiro eu dirigi um espetáculo chamado "Maria da Lanterna", que estreou em Alagoas e aqui em Caruaru. E nessa sexta (29) o público vai conhecer o link vídeo do novo CD que em breve estará em todas as plataformas digitais. O CD "Pássaro Mensageiro". O "Ser Negro" é uma composição do caruaruense Rosberg Adonai. Uma música muito importante para o movimento negro e para todas as pessoas que militam. Passando o isolamento, retornaremos também com o espetáculo Maria da Lanterna. LR - Qual a mensagem você gostaria de deixar para os amantes da arte e todo o público que está nos ouvindo agora? GS - Quero dizer ao público que degustem o artista local. O artista que já está lá em cima já foi um artista local. Como fazer? Ouvindo nossas músicas, assistindo nossos espetáculos, os shows, entrar nas plataformas, curtir e se inscrever nos nossos canais. Seguir nossos canais, pedir nossas músicas nas rádios. Dessa forma os amantes da arte podem nos ajudar e fazer com que o artista solte para o universo toda sua arte.

Logo mais à zero hora, no canal de Gabriel Sá.

28/03/20

"Falta alimentação e material de limpeza" diz Williams sobre a realidade dos profissionais de Circo


Williams Wilson de Santana é titular na cadeira de Circo no Conselho Estadual de Política Cultural. Palhaço, ator e encenador. Cursou os cursos de Formação do Ator (UFPE), Licenciatura em História (UNICAP), Especialização em Gestão Cultural (MinC/Fundaj/UFRPE), e Mestrado em Cultura e Sociedade (UFBA). Atuou como Gerente de Cultura do Cabo de Santo Agostinho, Gerente de Teatro da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Gestor do Teatro Luiz Mendonça / Parque Dona Lindu, e atualmente, Secretário Executivo de Gestão Cultural do Recife. Fundou o Centro CARCARÁ em 2004 e o Circo-Escola Carcará no Cabo de Santo Agostinho, integrante da Rede de Circo do Mundo – Brasil. Ele nos fala sobre as dificuldades do setor diante desse período de quarentena em relação ao COVID 19.

Você é representante do setorial de Circo no CMPC/PE. Qual é a realidade dos profissionais do Circo no momento?

Williams - Os circos vivem da praça da alimentação e da bilheteria, ou seja, só entra algum recurso quando tem espetáculo. Existe também a possibilidade de realização de apresentações “compradas. Como isolamento social os circos estão parados por duas semanas. Os pequenos e médio estão passando aperto. Falta alimentação e material de limpeza. Eles também estão de “quarentena” porque os circos são o local de morada deles.

Que medidas práticas estão sendo tomadas (há reuniões, encaminhamentos, etc...), por parte do Conselho e do Governo de estado para ajudar a amenizar essas dificuldades?

Williams - A Comissão Setorial de Circo de Pernambuco, que é um órgão de assessoramento do Conselho Estadual de Políticas Culturais se mobilizou e entregou um documento para o Secretário de Cultura de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, fazendo várias reivindicações. Dentre elas, o pagamento imediato das parcelas atrasadas do Funcultura 2018 e 2019 (não apenas para os circenses), o adiamento de todos os editais abertos, a negociação com o Detran-PE para prorrogação do prazo de licenciamento dos veículos, além de um auxílio financeiro para os circos, trupes e artistas independentes. Os Editais foram prorrogados e começaram a pagar o Funcultura. Tivemos duas reuniões virtuais com a Assessoria de Circo da Secult-PE para levantarmos a demanda para o auxílio financeiro, esperamos na próxima segunda, 30. 
Mas principalmente estamos articulando os agentes locais das cidades onde os circos estão. Estamos fazendo contato com as Prefeituras, Organizações Sociais e Culturais, artistas, agremiações carnavalescas, quadrilhas juninas, etc. E as pessoas têm nos ajudado com alimentos.

Por parte da sociedade civil, quem quiser e puder ajudar o que pode ser feito?

Williams - Tomando todas as medidas de higiene para evitar a propagação do Corona Vírus, as pessoas podem reunir alimentos e material de limpeza e higiene pessoal e levar nos circos. Chama o pessoal da religião, do esporte, da associação comunitária, dos partidos políticos da sua cidade (ou de outra cidade de onde o circo estiver, e que você tenha amigos), sensibiliza, fala que são trabalhadores da cultura que, temporariamente estão impedidos de trabalhar, e que precisam da ajuda de todos. Essa é a nossa estratégia no momento. Talvez haja a necessidade de abertura de uma conta para angariar recursos. Estamos estudando essa possibilidade.

Outra forma fundamental de ajudar é divulgar nossa causa como agora.

27/03/20

COVID 19 - Artistas se mobilizam para ajudar artistas

Riá idealizou a campanha
Riá é cantora, professora de Música e Canto, pesquisadora e produtora. Formada pelo Instituto Federal de Pernambuco e colunista do blog Cultura e Cidadania. Sensibilizada pelas dificuldades do segmento artístico diante das restrições por conta do novo coronavirus criou a campanha "Entreter, Resistir e Sobreviver". Vamos saber com ela mais informações sobre essa iniciativa.

Você está organizando a campanha #entreterresistirsobreviver, como surgiu essa ideia? 

Riá - Eu pensei nessa possibilidade e idéia! Mas várias instituições já estão abraçando, como AMP Articulação Musical Pernambucana, Soplar, Cantoriah Produções que é minha empresa. Daí a #entreterresistirsobreviver nasceu!

Explique melhor como funciona e como as pessoas podem ajudar.

Riá - Nós artista somos resistência dia a dia né mesmo? Viver de música, dança, artes plásticas seja qual for o direcionamento, no nosso país, Estado e cidade, há muita dificuldade, não temos muitas oportunidades! Ou estuda e se profissionaliza ou está fadado ao fracasso, talento não é visto como mão de obra! Infelizmente!

A idéia surgiu através de apelos que vejo nas redes sociais, grupos de WhatsApp, onde muitos artistas estão falando: E agora o que vamos fazer? A necessidade de estarmos em casa é fundamental e relevante e as medidas emergenciais do poder público pode até acontecer, mas até agora, nada né mesmo? Tem gente que vive de tocar em bares fim de semana, ou shows, aulas particulares, nada juridicamente reembolsável, ou carteira assinada... E já tem gente passando necessidade!Somos a classe mais massacrada, a cultura sempre é cortada de tudo na primeira crise, neste caso específico devido a saúde de todos, foi inevitável!

Então, é uma forma emergencial de todos receberem por seus trabalhos sem correr riscos, entretendo, resistindo e sobrevivendo!

Arte de Noelli Marão
No caso dos artistas, quem precisar receber esse apoio o que deve fazer?

Riá - Vai funcionar assim: O contratante acorda o valor que será pago e atravéz de transferência bancária, ou boleto etc... e o show será feito por webcam, WhatsApp vídeo, Skype, da melhor forma que os dois combinarem! 
Seja o valor que for, será bem vindo nesse momento de sofrimento.
A Ajuda de todos que podem retirar de seus honorários um valor simbólico, empresários, qualquer pessoa, eu mesma nesse momento que tenho como ajudar, vou contratar também!
É feito para todos os artistas. 
A forma de participar é compartilhar, marcar pessoas importantes, e ser colocado na lista que venho fazendo, pra também divulgar nas redes sociais, o que agora precisamos fazer é pedir ajuda de todos, das mídias, do poder público, pra colocarem o olhar sensível para os artistas mais necessitados!

Eu e um grupo de amigos estamos nos articulando pra enviar essa lista aos empresários pra essa ajuda e caridade! Pois ajudar não dói não machuca, só nos faz bem!
#entreterresistirsobreviver

Essa campanha estará sendo feita para os artistas de Caruaru, que contam com a ajuda de todos os caruaruenses... E Recife estará participando também com ajuda de todos da capital... No Rio de Janeiro a amiga Mara Rubia da Soplar Comunicações estará também ajudando e fazendo a acessória tanto para Pernambuco, como o Rio.

Mais informações:

Riá 81 9.9157-4837
@cantoriah e @riah_cantora

23/12/19

“A participação popular é uma das marcas do nosso trabalho”

Foto: Roberto Soares

Após ter ficado em terceiro lugar nas eleições para prefeito de Caruaru em 2016, o Delegado Erick Lessa chegou à Assembleia Legislativa no ano passado. Por não fazer parte de nenhuma ‘linhagem’ política tradicional da Capital do Agreste, ele foi alvo de holofotes durante o ano inteiro. Para alguns analistas políticos, Lessa seria uma “incógnita”. O deputado respondeu com uma postura baseada em poucas palavras e muitas ações, desenvolvendo um trabalho marcado pela participação popular, mobilizando os cidadãos e articulando medidas com o Poder Executivo Estadual. Nesta entrevista ao nosso blog, o deputado aponta as principais características do mandato, demonstra preocupação com o extremismo ideológico na política nacional e sinaliza os rumos para as eleições do próximo ano. Confira:

Já estamos em dezembro. Quais pontos o senhor destacaria como mais relevantes neste primeiro ano de mandato?

Deputado Erick Lessa – Tem sido um ano de muito trabalho. Faço parte de mais de 10 colegiados da Assembleia Legislativa – inclusive na condição de presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo, além de coordenador-geral da Frente Parlamentar de Segurança Pública. Apesar de trabalhar na capital, continuo vivendo em Caruaru, conversando com as pessoas e sentindo na pele a realidade do município.
Posso dizer que um dos pontos distintivos do nosso trabalho é a interiorização, com estímulo à participação popular. Promovemos audiências públicas em cidades como Caruaru, Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe e Canhotinho, aproximando a estrutura da Assembleia Legislativa da população. Essas audiências geraram resultados. Por exemplo, a audiência que fizemos em Caruaru sobre a Feira da Sulanca resultou na elaboração de um relatório do Corpo de Bombeiros alertando para a falta de estrutura do local. Em Santa Cruz, realizamos uma audiência com mais de mil pessoas para debater a Lei Federal nº 13.855/2019, que dificultaria a vida dos loteiros. Após a audiência pública, o governador assinou um decreto-lei regulamentando o transporte alternativo no estado, oferecendo tranquilidade e dignidade para mais de 30 mil famílias que dependem deste tipo de atividade.

No projeto Deputado Presente, há um diálogo com a comunidade onde se realiza, já aconteceram ações assim no Inocoop, Cidade Alta, Agamenon e Adalgisa Nunes.
A participação das pessoas também tem sido uma das tônicas de nossa atuação. Exemplo claro é o Residencial Luiz Bezerra Torres. No dia 26 de setembro, realizamos no local o projeto Deputado Presente. As principais demandas apresentadas pelos cidadãos foram falta de segurança pública e água. Em menos de um mês, articulamos a estrutura móvel das polícias Militar e Civil, e levamos uma comitiva de moradores para conversar com o gerente executivo da Compesa, no sentido de buscar soluções para o abastecimento de água no residencial. Entendo que, no momento atual, as pessoas não querem exercer a cidadania apenas no momento do voto, mas também atuar efetivamente nas decisões.
Para finalizar esta resposta à sua pergunta, permita-me apresentar mais um exemplo: no dia 15 de outubro, realizamos uma audiência pública para debater o aumento da população em situação de rua em Pernambuco. As pessoas que vivem em situação de rua deram seus testemunhos e contribuições, ao lado de secretários de Governo e representantes da Defensoria Pública do Estado e da União. Como uma proposta de minorar a questão, nós apresentamos uma Proposta de Emenda à Constituição de Pernambuco, para que a Carta Magna do estado passe a ter um olhar específico a esta parcela da população, e também elaboramos um projeto de lei que estabelece que os municípios realizem levantamentos periódicos acerca das pessoas em situação de rua, para que sejam implementadas políticas públicas de proteção a estes cidadãos, muitas vezes tratados como invisíveis por uma sociedade injusta e excludente.

Quais as principais dificuldades encontradas, que foi necessário superar?

EL – Não costumo olhar para as dificuldades, embora reconheço que existem desafios a serem superados em todas as atividades que a gente se propõe a executar. O risco de ser atingido por pedradas acontece quando a pessoa se propõe a ‘ser vidraça’, mas eu nunca me omiti no cumprimento do dever. O líder negro cristão Martin Luther King dizia: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito”. É pensando desta forma que desvio das pedras no caminho e continuo a jornada. Percebo que, cada vez mais, as pessoas estão entendendo nossa forma diferente de fazer política: olhando nos olhos e, com sinceridade, buscando encontrar soluções para os problemas da comunidade.

Percebemos que o senhor tem um bom alinhamento com o governador Paulo Câmara, que se coloca em um campo de centro-esquerda e oposição ao atual Governo Federal. Ao mesmo tempo, o senhor também se identifica com a ala mais conservadora no campo da direita na política nacional. Como o deputado se define politicamente?

EL – O cientista político Norberto Bobbio diferencia que enquanto a esquerda é baseada na linha teórica da igualdade social, a direita defende a liberdade individual. Porém, o extremismo no enquadramento ideológico que assola o Brasil atualmente está promovendo muitos danos. Há vícios de ambos os lados, dificultando a dialética e o diálogo sadio, maduro e não-maniqueísta. Quatro séculos antes de Cristo, Aristóteles já afirmava que “a virtude está no meio”. Parece-me que, ainda hoje, precisamos entender melhor este pensamento, que não tem a ver com ‘mediocridade’, mas com equilíbrio.

"Fé em Ação" mobiliza dezenas de voluntários para levar solidariedade e cidadania a várias comunidades, na zona rural e urbana.
Convém ressaltar que a Constituição Federal define o Brasil como um “Estado Democrático de Direito”. Este conceito implica na soberania popular, no respeito à vontade da maioria (democracia), mas também no respeito às minorias (direito). Assim, defendo o Estado Democrático de Direito. Apoio o trabalho, a geração de riquezas aliada ao desenvolvimento social, à valorização da família, ao respeito à propriedade, e a um Estado que preste serviços públicos com eficiência, respeitando os limites da democracia.

Os bons indicativos da prefeita nas pesquisas que têm sido divulgadas pela imprensa apontam que ela venceria no primeiro turno das eleições do próximo ano. Porém, quando somamos os índices dos possíveis candidatos opositores, que possivelmente estariam juntos num eventual segundo turno, ela perderia. Nesta ótica, a pergunta é: qual sua real projeção diante destes números e, como se auto avalia neste processo em relação a 2020?

EL – Muitas lideranças políticas e pretensos candidatos a vereador têm me procurado. Eu venho conversando com eles, procurando construir pontes, alinhando filiações. Se o povo quiser e houver permissão do partido, serei candidato a prefeito no próximo ano. Porém, a preocupação excessiva com as eleições, por vezes, desconecta os agentes políticos das reais necessidades das pessoas. A minha prioridade agora é trabalhar, sem interferência das questões de coloração partidária. Meu compromisso é com o povo de Caruaru e da região, que quer ser atendido com serviços públicos que realmente funcionem. O que me motiva a trabalhar é o amor por Caruaru. Esta foi a cidade que escolhi para viver e criar minha família. Meu desejo é contribuir ainda mais para que tenhamos a cidade que merecemos, onde as pessoas possam viver com mais justiça, segurança, educação, saúde, infraestrutura e dignidade.