
No silêncio de meu quarto,
Vejo o fado me sangrar.
Vejo um monte de gente a galopar.
No barulho na metrópole,
No impulso do desejo,
Mas nada é como antes.
Sinto o teu beijo me cercar.
Mas nada é elegante no esgoto perto
do bar.
Quantos mares fazem um pescador?
Uma moça sozinha e um rapaz
sorridente.
Um pelotão de gente a gargalhar.
A vida agora é além mar...
Urbano Laefa
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