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| Apenas o fim do mundo, peça do Grupo Magiluth em cartaz hoje no SESC, desencadeia discussões em adaptação da obra do francês Jean-Luc Lagarce. Foto: Cacá Bernardes/Divulgação |
Após anos ausente da casa da família, o escritor Luiz retorna para comunicar aos pais e ao irmão que está prestes a morrer. O reencontro, apresentado no novo espetáculo do Grupo Magiluth, Apenas o fim do mundo, desencadeia discussões e resgata memórias silenciadas ao longo do tempo. A peça, que estreou no Sesc de São Paulo, e está em cartaz hoje, no SESC Caruaru, dentro da programação do FETEAG.
Em comemoração aos 15 anos do coletivo teatral recifense, o novo trabalho propõe uma retrospectiva da trajetória do Magiluth. “Em uma data como essa, decidimos nos voltar para o início, repensar o que já foi feito e nos voltar ao que nunca foi dito”, explica o ator Giordano Castro, que compõe o grupo ao lado de Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Lucas Torres, Mário Sérgio Cabral e Pedro Wagner. O coletivo surgiu no início dos anos 2000 na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Depois de Dinamarca (2017) e O Ano em que sonhamos perigosamente (2015), que traziam forte teor político, o coletivo aborda a discussão por um outro viés na atual peça em cartaz. “Não deixamos de pensar política, só mudamos o ponto de partida. O foco da discussão agora se tornou o seio familiar, que é o princípio de tudo. Pensar em família é pensar em política, principalmente dentro do contexto social brasileiro”, relata. Uma série de conflitos familiares eclodem e a temática perpassa a obra de maneira implícita, abrindo inclusive espaço para discussão sobre o vírus HIV e a AIDS.
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| Foto: Cacá Bernardes/Divulgação |
Ao invés do texto autoral, criado a partir dos jogos de cena, característica do grupo desde a criação, Apenas o fim do mundo aposta em uma adaptação de livro homônimo, escrito pelo francês Jean-Luc Lagarce nos anos 1990. A narrativa verborrágica do autor foi traduzida por Giovana Soar, da Cia Brasileira de Teatro, que dirige a peça ao lado de Luiz Fernando Marques. “Essa montagem é uma dramaturgia para ser ouvida, coloca o nosso trabalho de ator em um outro lugar, mas não é algo que fica longe do que fazemos. O jogo agora passa a ser a ressignificação do palco enquanto espaço físico”, explica Giordano.
SERVIÇO
Espetáculo Apenas o Fim do Mundo, do Grupo Magiluth
Quando: Sábado, 19 de outubro de 2019
Hora: 20h
Onde:Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Quanto: Entrada Franca.


Um comentário:
Bacana!!!👏👏👏👏👏🙏🏻❤
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