Hoje o TOP 5 colunista é com Juce Bezerra, natural de Brasília ela veio trabalhar aqui. É Professora e musicista. Sua coluna MÚSICA E TRADIÇÃO CULTURAL é a mais recém criada e faz muito sucesso.
As cinco mais acessadas:
Descobrindo o Coco
Redescoberta do coco (Acesse Aqui)
Salve Zumbi, salve Dandara! (Acesse Aqui)
Bandas de pífanos de Caruaru e as novenas (Acesse Aqui)
O Hino de Caruaru (Acesse Aqui)
Vamos rever a sua campeã:
Descobrindo o Coco
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| Coco da Umbigada |
Ano passado, saí da minha Brasília amarela, de portas abertas para o Nordeste. Não imaginava que estava prestes a conhecer o país Caruaru, vizinho ao país Pernambuco. Será isso mesmo? Acho que sim.
Vi a magia e a beleza do coco acontecerem em junho deste ano quando fui em Arcoverde conhecer um pouquinho do São João de lá. Foi maravilhoso! Aos poucos, vou compreendendo os vários nomes do coco: coco de toré, coco de umbigada, coco de roda, coco de salão, coco de embolada e por aí vai! Sim, apesar da dança do coco estar no litoral, também teve seus primórdios no interior, nos canaviais, celebrando a mistura da cultura africana com a cultura indígena. Ficou curioso? Vou compartilhar com vocês um vídeo que fala toda a história do coco, as diferenças do coco do litoral e a do agreste, como tocar o coco e até como sapatear o coco:
Antes de vir para Pernambuco, eu achava que nunca tinha ouvido falar do coco. Ledo engano! Alguns artistas já haviam mencionado em suas músicas. Veja só!
O coco é marcado pela repetição, um jogo de pergunta e resposta, com letras que cantam sobre as festas, o cotidiano, amor, lamentos e, orgulho de representar o que se é. Minha leitura é de que é uma música/ dança que é feita para ser entoada em grupo; que a repetição indica a vida que pulsa nas batidas repetidas, mas cheias de vida como as batidas de um coração; é sim, resistência, de mostrar a cultura negra e indígena, de mostrar parte da história do povo brasileiro que não é contada.
Abaixo, fiz uma seleção de cocos muito bonitos e transcrevi uns trechos para vocês se sentirem tocados e, quem sabe, colocarem para escutar algum dia!


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