14/05/18

Artigo: Resquícios da Revolução Industrial – Consumo Excessivo. Por Prof. Fábio Junior da Silva

Colunistas

Ter muito mais do que se precisa e pode se consumir na sociedade imediatista e contemporânea que tornou-se objeto de consumo e não consumo do objeto é uma herança industrial do começo do século XIX, e início do século XX -- trazendo esse raciocino o Oxford traduz que consumo é, “Uso que se faz de bens e serviços produzidos.”

Então é preciso aprender a se desprender de tantas coisas que se tem, pois você já percebeu que possui apenas dois pés, dois braços e um corpo para que isso não seja diagnosticado como doença pela conceptualização da autora – que “O “comprar descontroladamente” pode ser classificado na categoria dos “Transtornos de Controle de Impulsos não Especificados” pelo DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Um dos motivos que leva ao consumismo exagerado é a exposição constante e inevitável às estratégias do comércio, que acaba por determinar o que seria importante ou conveniente para a pessoa. Um indivíduo com baixa autoconfiança poderá ceder mais facilmente às tentações do consumo, uma vez que pode possuir autorregras de que é impossível viver sem a aprovação social. É comum encontrarmos pessoas que sofrem por não se sentirem parte integrante de um grupo determinado, ao qual gostariam de pertencer. Muitos chegam a fazer dívidas para comprar objetos ou bens materiais que não seriam realmente necessários por alimentarem a “crença” de que se tornariam mais felizes após adquiri-los. Como conseqüência, além de terem que encarar o fato de que a felicidade não veio como conseqüência do gasto, ainda precisam, muitas vezes, arcar com os custos desproporcionais ao orçamento próprio.” (Psicóloga Tatiana Berta, 2018).

Na narrativa da profissional é algo a se refletir como a sociedade está se comportando e os negócios com relação ao consumo que implica diretamente na saúde do cliente com endividamento e destruição das famílias e os deixando-os por muitas vezes na linha da pobreza. Cabe a reflexão se o “cliente” é visto como um cifrão ($)? É a única coisa que importa? E o quando ele vai gastar? O quanto ele vai consumir? E qual a minha rentabilidade liquida do mês? “Segundo pesquisa da organização internacional WorldWatch, 20% da população mundial, que habita principalmente os países ricos do hemisfério norte (Estados Unidos e Europa), consomem 80% dos recursos naturais e energia do planeta e produzem mais de 80% da poluição e da degradação dos ecossistemas. Enquanto isso, 80% da população mundial, que habita principalmente os países pobres do hemisfério sul, ficam com apenas 20% dos recursos naturais.

Olhando à sua volta, você já pensou de quantos bens poderia abrir mão, sem muito sofrimento? b) Nas organizações de hoje, em que a capacidade de produção de bens é praticamente ilimitada, existem limites éticos, que deveriam cercear a guerra pelas vendas? c) O que o consumidor ganha com a forte concorrência entre as organizações? d) Conta à história que o filósofo grego Sócrates (470-399 a.C.) costumava dizer, na sua época, ao frequentar um mercado: “Estou apenas observando para ver quanta coisa existe que eu não preciso para ser feliz.” (Portal Educação, 2018).

Como está o setor comercial, já bateu as metas? E nosso marketing está agressivo persuadindo até os seres extraterrestes para comprar, consumir, consumir, consumir... . Parou para se pensar que a sociedade está doente e tudo por conta do capitalismo agressivo e desequilibrado. Acabaram-se os valores organizacionais que presava pela fidelização do cliente e bem estar. Sendo assim necessário será necessário não apenas um planeta, e sim vários planetas para aglomerar tantos bens e serviços desejados e produzidos pela indústria do consumo.

Prof. Fábio Junior da Silva, ADM – CRA- 13.040. Professor universitário, pós-graduação MBA, pesquisador e ativista sustentável.

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