
Não quero ser voz dos tolos,
Tampouco dos meros críticos,
Mas digo que estou cansado
Dos pensamentos raquíticos
E tomei a decisão:
Eu quero, nesta Eleição,
Demitir velhos políticos!
Aquelas velhas raposas
Que vivem causando danos:
No palanque, xinga o outro,
Não tem propostas nem planos,
Pra ganhar faz jogo imundo,
Parece Copa do Mundo:
Vem de quatro em quatro anos!
Quem vê a história vê
Que a Eleição de oitenta
Teve pai, avô e tio
De quem hoje se apresenta
Querendo enganar o povo,
Dizendo que é o “novo”,
Mas que tem a mesma venta...
Foi gente que no passado
Governou com altivez,
Foi pro poder com poder
Mas no poder nada fez.
Pôde fazer, mas não quis,
Quer nos fazer de imbecis
Indo ao poder outra vez!
Pra ganhar a eleição
Faz mais de um cambalacho:
Leva mala, compra voto,
Usa cabo, faz capacho,
Paga cana, diz que anima,
Mas depois que está em cima
Esquece quem está embaixo.
Tem candidato que faz
Muitas intrigas e rolos,
Dá panela, dá penico,
Colchão, bolachas e bolos,
Depois de eleito, o sacana
Para o povo dá ‘banana’
E diz que nós somos tolos!
Pois quem compra nosso voto
Pra ganhar a eleição,
Vai pegar o que gastou
Do erário da nação.
Por ausência de virtude
Pega a verba da Saúde,
Cultura e Educação...
Assim o povo padece
Pela ausência de serviços.
Falta luz, escola, creche,
Ninguém fala em compromissos,
É o político luxando
E o povo se ferrando...
Não podemos ser omissos!
Disseram que tem prefeito
Com o discurso barato,
Falando pros contratados:
“Vote no meus candidato,
Se quiser ter mais sossego,
Ou vou tirá-lo do emprego
Porque não gosto de ingrato!”
Mas não se pode votar
Por pressão nem violência,
Por ameaça de ódio,
Politicagem, influência,
Fala de padre ou pastor,
Mas vai de cada eleitor,
Pela própria consciência!
Tem muita gente dizendo
Que não deseja votar,
Que só vai votar em branco,
Que não vai participar...
Mas fazendo tais nuances
Só faz aumentar as chances
Do mau político ganhar.
É preciso pesquisar
A vida do candidato,
Se tem um passado limpo,
Se tem um viver exato,
Qual sua reputação...
Eleger um cidadão,
E não dar poder pra um rato!
Eu mesmo já decidi
Em quem é que vou votar:
Candidato ficha limpa,
Com trabalho pra mostrar...
E vou votar satisfeito,
Mas depois de vê-lo eleito,
Também vou fiscalizar.
Não quero os velhos políticos
Ditando a vida da gente,
Como na República Velha,
Do cabresto, chapa quente,
Eu sonho com novidade,
Com paz, com dignidade,
Com um país diferente.
Deputado federal
E estadual também
Senador, governador
E o presidente que tem
Pra se escolher este ano
Têm de mostrar o seu plano,
Têm de ser gente de bem!
Político que fez besteira,
Que já foi encarcerado,
Que já roubou nosso povo,
Que já causou desagrado,
Não dou voto nem aceito,
Que o futuro não é feito
Com as práticas do passado.
Portanto, digo pra todos,
Com meus sensos analíticos,
Com a sensatez dos sábios,
Com perspicácia dos críticos:
Sete de outubro que vem,
Só vote em gente de bem,
Demita os velhos políticos!
Um comentário:
Jénerson Alves...Sempre bom ler esse poeta.
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