Haydn, Mozart e Beethoven – por Jénerson Alves

novembro 07, 2018

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O século XVIII foi marcado pela presença de três verdadeiros gênios da música clássica. Haydn, Mozart e Beethoven formam uma trindade que sintetizam o Classicismo na história da música. Lembrá-los e ouvi-los consiste em uma tarefa civilizatória, por meio da qual a apreciação musical ganha contornos divinos, pois a modulação dos sons converte-se em uma experiência de elevação existencial.


Francisco José Haydn nasceu em Rohrau, uma pequena localidade próxima a Viena, no dia 31 de março de 1732. Ele foi o pai do quarteto – formado por dois violinos, uma viola e um violoncelo. Na execução das peças, tais instrumentos assumem uma identidade própria, mas se coadunam em uma expressividade maior, simbolizando a essência da vida humana. Entre as obras de Haydn, destaca-se ‘As Sete Palavras’, uma encomenda de um cônego de Cádis. As sonatas representam o sentimento das sete últimas mensagens de Jesus Cristo na cruz do Calvário.


Quando Haydn contava 24 anos, nascia Wolfgang Amadeus Mozart, no dia 27 de janeiro de 1756. Precoce por excelência, ele já tocava clavicórdio aos 3 anos de idade. Aos 14 anos, em uma visita à Capela Sistina, escutou o ‘Miserere’, de Allegri – cuja reprodução estava proibida sob penas muito severas. Porém, ao voltar para casa, o adolescente reproduziu toda a partitura. Uma memória extremamente prodigiosa! Profícuo, Mozart compôs em diversos estilos, a exemplo de óperas, oratórios, missas e sonatas.


Enquanto Mozart estava com 14 anos e Haydn 38, veio ao mundo Ludwig van Beethoven. Introspectivo, tímido e melancólico, passou grande parte da sua vida solitariamente, quase que totalmente dedicado à arte. Sua vida amorosa foi repleta de insucessos e dissabores. Em 1815, seu irmão Karl morreu, deixando um filho de 08 anos. Beethoven empreendeu uma grande batalha na justiça para ser o único tutor do garoto. Embora tenha conseguido a guarda, o menino era rebelde e provocou muitos sofrimentos ao músico. No estudo histórico da música erudita, Beethoven representa a transição entre o Classicismo e o Romantismo. Ao mesmo tempo que se inclina a Haydn e Mozart, seu trabalho prenuncia Rossini.


Rememorar e reconhecer a grandiosidade de compositores desta magnitude é retomar a compreensão sobre nosso povo e as bases de nossa civilização. Nas obras desta trindade, a Música, enquanto linguagem, atinge o patamar do Sublime. É como afirmou Don José de Castro y Serrano: “Se for possível reunir em uma síntese estes três maestros, aos quais a natureza concedeu a graça de fixar a linguagem da música, diríamos que todos juntos e cada um representavam os três caracteres da arte em sua perfeição filosófica, ou seja, a beleza, a verdade e a bondade; em cujo caso, sem desprover a ninguém das três qualidades, complementaríamos: Haydn representa o verdadeiro, Mozart o belo e Beethoven o bom”.

Para concluir, assista a um trecho de ‘A Criação’, de Haydn, com a Orquestra Sinfônica e Coro del Gran Teatre del Liceu:


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