No fim do dia,
O homem-pássaro começa a pensar na vida.
{Um verdadeiro homem
Mata outro homem,
Um verdadeiro homem mata.}
Eu não sou um homem,
Eu sou um pássaro aprisionado.
{Um verdadeiro homem ama as mulheres,
Um verdadeiro macho domina sua fêmea,}
Eu não sou um homem,
Sou um pássaro aprisionado.
{Um verdadeiro homem, ah! um verdadeiro homem
conquista uma mulher.}
{Um verdadeiro macho mata outro macho para acasalar com sua fêmea}
Eu não sou um homem, sou um pássaro aprisionado.
{Um verdadeiro homem não ama outro homem, isto é aberração.}
Eu não sou um homem, sou um pássaro aprisionado.
{Um verdadeiro homem, não leva desaforo para casa,
Um verdadeiro homem mata para não morrer}
Eu não sou um homem,
Sou um pássaro aprisionado.
{Um verdadeiro homem mata o seu pássaro interno}
Eu não sou homem, eu sou um pássaro machucado.
*Urbano Leafa, O despoeta
Um comentário:
Todos nós pensantes somos, mesmo que em algum grau, pássaros feridos e aprisionados dentro desse contexto. Contradizendo e questionando a "normalidade". Forte abraço, irmão.
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