A boa alimentação também é uma marca registrada das coisas de qualquer matuto, afinal, pelo menos em muitos sítios ainda se come aquilo que hoje se chamam de produtos orgânicos, ou seja, produzidos sem agrotóxicos. Beber água da mina e respirar ar puro são práticas que na vida urbana não se tem. Quer coisa melhor para a saúde do que isso? Vida mais orgânica, vida mais saudável.
Ainda ouvimos falar que bom mesmo é comprar as coisas prontas e gostosas que há no comércio varejista. Desde criança que somos estimulados a consumir assim, com a desculpa que tudo é corrido, não se tem tempo pra nada, depois vai ter que arrumar tempo pra cuidar das doenças. Embora hoje, até que ocorre o inverso, as pessoas estão fugindo dos produtos industrializados e voltando para os orgânicos.
Transcrevo agora duas estrofes dos acadêmicos da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, que tem a ver com o assunto:
Gosto de dormir de rede
Gosto de comer coalhada
Milho verde e umbuzada
Vê meu gibão na parece
Na cacimba matar, sede
Ouvir um bom cantador
E versos de aboiador
Alegra meu coração
Sou matuto do sertão
Caboclo véi sonhador.
Pedro Poeta
Tem galinha de Capoeira,
Tem farinha com pirão,
Tem de corda o feijão,
Tem a boa macaxeira,
O café numa chaleira
Marcando o vespertino,
Lá fora grita o menino:
Pelo o amor de Jesus,
SÓ NÃO PODE FALTAR CUSCUZ
NA MESA DO NORDESTINO.
Davi Geffson
José Nelson de Almeida Lima -


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